segunda-feira, 8 de março de 2021

Um Feliz Dia da Mulher!


Na história da humanidade o amor foi identificado, muitas vezes, como um sinônimo

 de fraqueza. E as mulheres, por serem a  expressão pura do Amor,

  eram consideradas  frágeis. 

Mas, a verdade divina veio nos mostrar que o amor é a força maior que existe.  

O momento conturbado que o mundo atravessa reforça,

que somente através do amor poderemos chegar a um bom lugar.  

No dia em que se comemora o Dia Internacional da Mulher é preciso reconhecer e

reverenciar a  força desta guerreira, que tudo  faz munida desse amor que move,

acolhe e torna o mundo melhor.  
 

Parabéns, MULHER!

 

 

Departamento de Comunicação
61 3327 3109 

quarta-feira, 3 de março de 2021

Adcap Net 03/03/2021 - O serviço postal não é apenas a carta e o lucro - Veja mais!

O serviço postal não é apenas a carta e o lucro


Gazeta do Povo
02/03/21


A história dos Correios no Brasil confunde-se com a própria história do Brasil. Se, há mais de 350 anos (1663), o Correio-mor era responsável pelas correspondências entre a colônia e Portugal, os seus serviços vão, hoje, muito além da entrega de cartas e encomendas, e têm grande relevância na integração do vasto território nacional. Esses interesses não podem se submeter às leis da “livre concorrência”. 

Primeiro, há de se afastar a ideia pré-concebida de que qualquer empresa privada é mais eficiente que empresas de controle estatal. Há setores da atividade econômica que dependem de investimentos tão altos que só o Estado conseguiu ou consegue arcar com eles. Setores como eletricidade, petroquímica, pesquisa, água e saneamento, infraestrutura física, entre outros, conseguiram se desenvolver apenas graças à ação direta ou indireta do Estado. O boom econômico do pós-guerra na Europa Ocidental e a industrialização de países como Brasil, Coreia do Sul, México e China reforçam esse fato. 

Essas atividades e os serviços postais têm características de estrutura de mercado que a própria literatura econômica clássica chama de “monopólio natural”: custos fixos elevados, custos variáveis e marginais reduzidos, grande escala, dificuldade ou impossibilidade da entrada de outros players no mercado. Aliás, como a grande escala é necessária, a entrada é até indesejável, pois a pulverização de consumidores poderia inviabilizar a própria existência dos players pela diminuição da escala. Noutras palavras, a possibilidade de concorrência num mercado dessa natureza é, no mínimo, limitada.

Não à toa, foram revertidas quase 900 privatizações no mundo entre 2000 e 2020, de acordo com o centro de estudos Transnational Institute, em razão de serviços ora caros, ora ruins, ora ambos (até os EUA contribuem com o ranking, com 67 casos).

Essa falsa ideia é ainda mais contrária à realidade nacional no caso da ECT, ante a heterogeneidade do povoamento do território e das atividades econômicas do país. Segundo dados de 2017 do IBGE, quase 60% da população vive numa faixa de até 200 quilômetros do litoral, e os principais centros dinâmicos e industriais da economia estão nessa área, integrada por infraestrutura terrestre, aérea, bancária e de telecomunicações, com baixo custo de operação. O restante do território ainda depende da ação do Estado para se desenvolver, diante dos altos custos e da baixa lucratividade de operação nas áreas mais isoladas do país.

A venda dos Correios pode fragmentar essa integração, que é realizada pela ECT não apenas pela entrega de cartas e encomendas, mas também por outros serviços, como o Banco Postal (única forma de bancarização para milhões de pessoas, servindo 89% dos municípios brasileiros), auxílio ao e-commerce, à exportação, ao esporte, entre outros. Entregar essas operações de rentabilidade quase inexistente à lógica simplista do lucro ameaça o fechamento de agências em cidades pequenas e o retorno a condições econômicas quase pré-modernas para milhões de pessoas.

Em termos de custo ao consumidor, não há nenhuma evidência de que haverá melhora com a privatização, pela estrutura de mercado. Além disso, parece bastante óbvio que haverá alta no valor das entregas de e para as áreas longínquas, o que dificultará o desenvolvimento e integração do interior do Brasil, principalmente de pequenos e médios empresários, em tempos de e-commerce.

Embora seja desejável, os Correios não precisam “dar lucro”. Essa empresa, construída por várias gerações de brasileiros, precisa levar correspondências e mercadorias aos quatro cantos do país de forma eficiente e barata, como sempre o fez. Há uma importante função social e econômica que não pode ser quebrada com a privatização. Eventuais malfeitos nas administrações e o seu uso político não podem justificar a entrega de uma função pública de grande relevância a um ente privado cuja única função é distribuir dividendos a seus acionistas.

Por Fabio Augusto Mello Peres (advogado pós-graduado em Economia do Trabalho)
https://www.gazetadopovo.com.br/opiniao/artigos/o-servico-postal-nao-e-apenas-a-carta-e-o-lucro/

 

 ------------------------------------------------------


Os Correios geram centenas de milhares de empregos. Criar e manter empregos é uma prioridade para qualquer governo nos tempos atuais, em que a pandemia alterou de forma drástica o cenário econômico mundial. Os Correios dão sua contribuição, com quase 100 mil empregos diretos e um número ainda maior de empregos indiretos, nas franquias e nos milhares de fornecedores que atendem a Empresa. Isso não pode ser simplesmente ignorado e a estatal ser desmontada, para atender interesses de banqueiros e especuladores. Deputados e Senadores, protejam os brasileiros. Digam não à intenção de privatizar nosso correio. #nãoaprivatizaçãodoscorreios #protejaoscorreios 


 

Direção Nacional da ADCAP.

Declaração Imposto de Renda 2021

Para facilitar a coleta de documentos para a elaboração da declaração de imposto de renda 2021, ano base 2020, a ADCAP apresenta abaixo informações importantes e os endereços onde podem ser acessados os informes de rendimentos e os comprovantes de despesas e empréstimos.

INFORME DE RENDIMENTOS

1. CORREIOS:

Para quem está na ativa: deve ser seguida a orientação da empresa sobre o acesso à declaração de rendimentos.

Para quem é aposentado, aderiu ao PDI e recebe a indenização parcelada mensalmente: deve solicitar o informe de rendimentos pelo e-mail:gcat-atendeempregado@correios.com.br

2. POSTALIS: Quem recebe benefícios do POSTALIS: poderá acessar o informe de rendimentos em www.postalis.org.br > POSTALIS ONLINE, incluindo os dados solicitados. No menu à esquerda, clicar em imposto de renda.

3. INSS: O informe do INSS será acessado pelo site Meu INSS: www.meu.inss.gov.br


OUTRO DOCUMENTOS

a) DESPESAS MÉDICAS POSTAL SAÚDE: Acessar o site da Postal Saúde, em www.postalsaude.com.br, e clicar em IMPOSTO DE RENDA 2021. Preencha as informações solicitadas e baixe o relatório de despesas de 2020.

4. EMPRÉSTIMOS DO POSTALIS: acessar o extrato dos empréstimos em postalis.org.br e em seguida acessar POSTALIS ONLINE. Insira os dados solicitados e, no menu à esquerda, clique em imposto de renda.

A ADCAP ainda manterá o e-mail: apoioimpostoderenda@adcap.org.br, para que os associados possam solicitar orientações complementares e tirar dúvidas sobre o tema.


 

Direção Nacional da ADCAP.

Live sobre Privatizações


Hoje à noite (03/03), às 19h, teremos uma live sobre privatizações, na qual a questão dos Correios será abordada.


Entre outros, estarão presentes à live o economista Eduardo Moreira e Adroaldo Portal.

Não perca!

Acompanhe no link a seguir: https://www.youtube.com/watch?v=fzwUfhhYWq0

 


Direção Nacional da ADCAP.

terça-feira, 2 de março de 2021

Reunião da ADCAP com a Federação dos Trabalhadores em Energia - FENATEMA

Com o apoio da consultoria legislativa Conecta, foi realizada hoje (02/03) pela manhã, reunião entre membros da Diretoria da ADCAP Nacional e da Federação Nacional dos Trabalhadores em Energia, Água e Meio Ambiente - FENATEMA.

A reunião buscou estabelecer pontos de convergência nos interesses das duas entidades no que se refere ao combate à intenção de privatização da Eletrobrás e dos Correios e atuação junto ao Congresso Nacional.

Considerando a convergência de interesses na preservação dos serviços públicos de Correios e Energia, foi deliberado por reuniões de planejamento com temas específicos, que terão seguimento com a participação de outras entidades representativas de trabalhadores, para aprofundar as avaliações.

 


Direção Nacional da ADCAP.
 

Adcap Net 02/03/2021 - Privatizar para quem? - Veja mais!

Privatizar para quem?


Réplica de economista ao artigo 'Privatiza Tudo!' critica idealização do setor privado

Folha SP
01/03/21

Quem acompanha há algum tempo o debate econômico no Brasil deve perceber como se renovam mitos com certa frequência, em geral, através da produção de um senso comum, desconectado do que acontece no debate internacional e que propõe soluções simplistas de problemas complexos.

No caso das empresas públicas, esse enredo é conhecido e o artigo “Privatiza Tudo!” publicado em 23 de fevereiro pela Folha é um belo exemplo. Para além das analogias e acusações que pouco ajudam no debate, o artigo repete o padrão de avaliar uma empresa pública a partir da idealização do que seja o sistema privado.

Ao contrário das empresas privadas, as empresas públicas são orientadas não apenas para a obtenção de lucro, mas também para o desenvolvimento de ações que gerem benefícios para o sistema econômico como um todo e, portanto, efeitos positivos para o conjunto da população.

Neste exato momento, estamos presenciando duas instituições públicas, Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) e Instituto Butantan, realizarem justamente esse papel.

Por outro lado, também temos os exemplos de privatizações dos anos 1990 aqui no Brasil, que produziram uma das tarifas domésticas de eletricidade mais cara do mundo e serviços de telefonia campeões de reclamação.

As empresas públicas são instituições basicamente disseminadas no processo de reconstrução econômica que se seguiu a Segunda Guerra Mundial e, posteriormente, assimiladas nas experiências nacionais de desenvolvimento industrial.

Sua forma de atuação se transformou ao longo do tempo, mas manteve-se a percepção de que o fornecimento de alguns insumos estratégicos, a atuação nas áreas de pesquisa e desenvolvimento e o fornecimento de certos serviços e infraestrutura básica são questões fundamentais para a organização do sistema econômico e por isso devem ser políticas de Estado.

Esse reconhecimento é o que leva, por exemplo, que a presença de empresas estatais em setores como petróleo e gás seja disseminada, que existam ainda diversas grandes empresas estatais atuando no setor elétrico mundo afora e que seja frequente a atuação de empresas públicas nas áreas de pesquisa e inovação.

A experiência internacional também demonstra que boa parte das privatizações realizadas nas empresas de serviços urbanos têm sido revistas. O estudo realizado pelo Transnational Institute (Insitituto Transacional, em tradução livre) apontou que entre 2000 e 2017 houve na Europa nada menos do que 884 processos de reversão de privatizações.

Esses processos foram motivados por reclamações associadas à má qualidade da prestação dos serviços, tarifas abusivas e até a dificuldade em se regular as empresas concessionárias.

O estudo traz considerações importantes sobre os processos de privatização. A primeira delas é que a privatização por si só não cria concorrência, atividades que dependem de uma grande escala operacional e de infraestrutura prévia para operação tendem a formar “monopólios naturais”, com empresas com grande poder de barganha e que geram dificuldades regulatórias para o poder público.

A segunda consideração diz respeito a dificuldade de se impor regulação a serviços de grande complexidade e com alto custo em caso de interrupção. Nesse caso, o estudo também indicou que o poder público muitas vezes se tornou refém das empresas concessionárias.

A terceira consideração importante apontada pelo estudo é o custo social e político em caso de reestatização. A reversão necessária do processo gera risco jurídico e indenizações de grande valor, demonstrando que os riscos envolvidos em um processo de privatização devem ser analisados e debatidos com rigor.

Somente os economistas acreditam que é possível isolar a dimensão política das atividades econômicas pela mera transferência da propriedade de ativos. Um setor “desestatizado” ainda depende da construção de um marco regulatório adequado e de agências reguladoras capazes de evitar o abuso do poder econômico e garantir a boa qualidade da prestação do serviço.

A simples venda das empresas públicas nada resolve sem um sistema político que garanta o bom funcionamento das atividades econômicas.
https://www1.folha.uol.com.br/amp/mercado/2021/03/privatizar-para-quem.shtml?__twitter_impression=true


  ----------------------------------------------------------


 

A tarifa da carta brasileira é uma das menores do mundo, apesar de o Brasil ser o quinto maior país em território. Em mãos privadas, isso não vai ficar assim. Deputados e Senadores, protejam os brasileiros. Digam não à intenção de privatizar nosso correio. 
#nãoaprivatizaçãodoscorreios


 

Direção Nacional da ADCAP.

segunda-feira, 1 de março de 2021

Deputado André Figueiredo requer devolução do Projeto de Lei que privatiza Correios

 Parlamentar defende que somente emenda à Constituição pode privatizar a empresa



O Deputado Federal André Figueiredo apresentou hoje um requerimento de devolução do Projeto de Lei nº 591/2020, enviado pelo Governo Bolsonaro para privatizar os Correios.

O Projeto cria o Sistema Nacional de Serviços Postais, mas, na verdade, transforma os serviços postais em atividade econômica, permitindo que a iniciativa privada explore livremente o setor.

O Deputado argumenta que o Supremo Tribunal Federal em pelo menos cinco julgamentos já definiu que compete à União, por meio dos Correios, prestar os serviços postais em caráter exclusivo. Assim, a liberalização do setor só poderia ser feita por meio de emenda à Constituição que alterasse ou revogasse o inciso X do artigo 21 da Constituição.

Caso o Presidente da Câmara, Arthur Lira, acate o pedido de Figueiredo, a desestatização do setor postal dependerá de maioria qualificada de dois terços (308 deputados e 48 senadores) em duas votações em cada Casa do Congresso Nacional. Com o envio do projeto de lei, o Governo precisaria apenas da maioria simples (127 deputados e 41 senadores) em uma única votação na Câmara e no Senado.

 

Veja o Requerimento AQUI.

 

 


Direção Nacional da ADCAP.