terça-feira, 17 de janeiro de 2017

EXCLUSIVO: 'LAVA FUNDOS' INVESTIGA 1TRILHÃO

O Antagonista
16.01.17

As operações Sépsis, Greenfield e Cui Bono? destrincham corrupção num universo estimado em 1 trilhão de reais em recursos públicos, segundo os investigadores. É dinheiro do FGTS e de fundos de pensão nas esferas federal, estaduais e municipais.

É uma seara de investimentos institucionais nunca explorada tão a fundo. São apurados, entre outros, crimes de corrupção, gestão fraudulenta e tráfico de influência. É esquema suprapartidário, dizem autoridades encarregadas da apuração.
Despesas de Renan e Collor com Correios disparam

Brasil online
16/01/2017


Os gastos dos senadores Fernando Collor (PTC-AL) e Renan Calheiros (PMDB-AL) com Correios dispararam em 2016 em relação a 2015.

No caso do ex-presidente da República, o desembolso passou de R$ 50 mil para R$ 110 mil. Já o presidente da Casa usou R$ 10 mil para entrega de correspondência em 2015 e R$ 85 mil em 2016.

Na soma de todos gabinetes, os gastos com Correios no Senado aumentaram de um ano a outro de R$ 2,9 milhões para R$ 3,1 milhões, corrigidos pela inflação.

As despesas com correspondência entram na rubrica “outros gastos” do Senado. Cada parlamentar tem um limite de verba conforme o seu Estado de origem.

Para aqueles com domicílio eleitoral em Alagoas, como Renan e Collor, o limite por mês variou entre R$ 7.500 e R$ 6.000 aproximadamente no ano passado –R$ 90 mil por ano. Membros da Mesa têm direito a mais R$ 1.300 mensais.

Procuradas, as assessoria de ambos os senadores não responderam aos questionamentos da reportagem sobre o motivo do aumento.Embora o Brasil tenha altos índices de engajamento em rede social, mais de 40% da população ainda não tem acesso à internet, segundo a Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios).

A situação se acentua no Nordeste, base eleitoral de Renan e Collor. Lá, 55% da população está offline.

COM LUPA

O gabinete de Collor, que sofreu impeachment em 1992, é um dos mais caros ao Senado. No ano passado, ele usou o limite da cota parlamentar a que um senador de Alagoas tem direito, R$ 420 mil.

Desse total, R$ 315 mil foram usados em serviços de segurança privada.
A incompetência, uma praga em nossas estatais

BLOG DO NOBLAT
15/1/17 


Juiz afasta por falta de qualificação seis vice-presidentes dos Correios indicados pelo governo Temer Ruth de Aqui, Época Um juiz federal em Brasília mandou afastar seis vice-presidentes dos Correios. Por falta de qualificação técnica. Em outras palavras, por incompetência para o cargo.

Quem indicou os seis dos oito vice-presidentes (e para que os Correios precisam mesmo de oito vicepresidentes?) foi a Casa Civil do presidente Michel Temer. Quem pediu o afastamento foi a Associação dos Profissionais dos Correios, cansada de pagar o pato pelo aparelhamento da empresa.

A base do pedido foi a recente Lei das Estatais, em vigor desde junho do ano passado.

Como o Brasil é, historicamente, um país que valoriza o Q.I. (Quem Indica), foi necessário aprovar uma lei que estipula o óbvio. Tenta-se evitar, nas empresas estatais, as indicações políticas que beneficiam o amiguinho, o afilhado ou o parente de alguém importante ou muito chegado, numa troca amoral de favores. 

Terremoto nos fundos de pensão

Correio Braziliense
15/01/2017 

Gente graúda do governo está convencida de que uma das principais bombas que vão estourar nas próximas semanas virá dos fundos de pensão de estatais, que foram saqueados nos últimos anos.
 
Prisões à vista
 
A Polícia Federal está recheada dos novas informações sobre os esquemas que desviaram bilhões de trabalhadores. Serão muitas as prisões anunciadas. É coisa gigantesca.
Correios não cumprem contrato de patrocínio com a Rio 2016: calote chega a R$ 30 milhões 

O GLOBO
15/1/17

Não foi só na cultura que os Correios cortaram abruptamente sua verba de patrocínio, deixando vários produtores de pires na mão. O rombo, num valor de cerca de R$ 30 milhões, chegou à Rio 2016. Num efeito cascata, o Comitê Olímpico, que já tinha vários credores, acabou sendo afetado e deixou de honrar mais algumas dívidas.

O outro lado

Procurados pela coluna, os Correios dizem que estão “impossibilitados de divulgar a informação, porque o contrato de patrocínio e a sua gestão têm cláusula de confidencialidade”. Ainda segundo a nota, “de acordo com as diretrizes da Lei de Acesso à Informação, o contrato e sua gestão foram classificados como ‘reservado’”.
A venda do Sedex

IstoÉ
13/01/2017

Enquanto a gestão Michel Temer prepara o lançamento de uma série de concessões para este semestre, setores do governo, como Fazenda, já voltaram a discutir a privatização do Sedex. A ideia é lançar edital no ano que vem para vender a empresa de entrega de volumes que hoje pertence aos Correios e é um dos seus setores mais lucrativos. Ainda bateram o martelo que em 2018 vai acontecer a venda de parte de produtos da Caixa Econômica Federal não ligados à habitação, como loterias, seguros e cartão de crédito
Correios derrubam liminar que afastou seis executivos

ESTADÃO
13/01/17

Decisão proferida na terça-feira havia considerado que empresa descumpriu exigências da Lei das Estatais

Os Correios informaram nesta sexta-feira, 13, que conseguiram derrubar a liminar do juiz federal substituto Márcio de França Moreira, da 8ª Vara do Distrito Federal, que afastou seis vice-presidentes da estatal dos respectivos cargos.

O magistrado considerou que a empresa descumpriu as exigências da Lei das Estatais. Os nomes tinham sido aprovados em agosto do ano passado. Com a decisão, os vice-presidentes retomam imediatamente as suas funções rotineiras”, informou a estatal.

A decisão do magistrado, proferida na terça, dia 10, atendeu a pedido de urgência de uma ação civil pública da Associação dos Profissionais dos Correios (Adcap). O juiz concedeu a liminar por entender, segundo ele, que há risco de dano ao interesse público e ao patrimônio da empresa pelo descumprimento da norma. A Adcap questionou na ação a aprovação dos novos executivos dos Correios pelo conselho de administração da estatal. Segundo a associação, o conselho deixou de verificar se os indicados atendiam às exigências da Lei das Estatais, sancionada pelo presidente Michel Temer em junho do ano passado. Para evitar o aparelhamento jurídico, a nova lei exige, entre outros critérios, dez anos de atuação em cargos de empresas do setor ou quatro anos em companhias similares como exigências de experiência profissional.

CORREIOS

Entre os seis nomes aprovados pelo conselho, apenas dois são funcionários de carreira: Eugenio Walter Pinchemel Montenegro, para vice-presidente corporativo, e Cristiano Barata Morbach, para vice-presidente da rede de agências e varejo.

Paulo Roberto Cordeiro, que já foi secretário do governador do Rio Grande do Norte, Robinson Faria, do mesmo partido do presidente dos Correios e do ministro das Comunicações, Gilberto Kassab (PSD), foi indicado para vice-presidente de serviços.
Henrique Dourado, que já comandou a Loteria Mineira e é afilhado do deputado federal Diego Andrade, do PSDB, foi aprovado como vice-presidente do negócio postal. Francisco Arsênio de Mello Esquef, do PR, foi escolhido para a vice-presidência de finanças. Darlene Pereira, para a vice-presidência de encomendas.

Cada vice-presidente tem remuneração mensal de R$ 40,6 mil. A direção anterior estava sendo ocupada, em sua maioria, por indicados do PDT, partido do ex-presidente Giovanni Queiroz, médico e fazendeiro.

Da festão anterior, foram mantidos José Furian Filho como vice-presidente de logística e Heli Siqueira de Azevedo como vice-presidente de gestão de pessoas. O primeiro é funcionário de carreira da estatal, mas tem o respaldo do PMDB. Azevedo é da leva do PDT. No vermelho – Mesmo com o monopólio da entrega de cartas pessoais e comerciais, cartões-postais e malotes, a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) fechou nos últimos anos, sendo que em 2016 o prejuízo ficou em R$ 2 bilhões, resultado semelhante ao de 2015.

Em crise, a empresa vai oferecer PDV aos funcionários em 2017. O plano já foi aprovado pelo Ministério do Planejamento no fim do ano passado. A expectativa é que entre seis e oito mil servidores deixem a estatal dentre os 13 mil que estariam em condições de aderir à saída voluntária da empresa. O plano, antecipado pelo Estado, prevê complementação salarial a ser paga durante oito anos aos servidores que se desligarem.A companhia estima que, se for bem-sucedido, o PDV trará economia de R$ 850 milhões a R$ 1 bilhão por ano para a estatal.