terça-feira, 21 de agosto de 2018


Correios podem lançar “Uber de entregas” até o fim do ano

Tecnoblog
20/08/2018

Serviços de entrega rápida por motoboys ou transportadoras regionais são muito populares nas grandes cidades brasileiras. Os Correios querem tirar proveito desse filão, mas de um modo diferente: a estatal planeja lançar, até o fim do ano, uma modalidade de entrega baseada em aplicativo que lembra o Uber.

Pelo menos é o que informa o Estadão, que apurou que os Correios já estão em negociação com uma empresa de tecnologia para lançar o aplicativo. A ideia é que o usuário use a ferramenta para solicitar transporte ponta a ponta de itens. A entrega será feita por pessoas cadastradas no serviço a partir de veículo próprio, que pode ser um carro, uma moto ou uma bicicleta, por exemplo.

Trata-se de uma modalidade de serviço logístico conhecida como crowdshipping. Em um lado estão pessoas que precisam receber ou entregar itens rapidamente. No outro, pessoas dispostas a fazer entregas para complementar ou até obter totalmente a sua renda a partir do serviço.Se os Correios criarem mesmo uma divisão de crowdshipping, terão entre os concorrentes a Eu Entrego. No aplicativo da empresa, o usuário dá detalhes sobre o item a ser entregue ou retirado e informa quanto está disposto a pagar. Entregadores independentes disponíveis na região podem então aceitar o serviço ou fazer uma contraproposta.

Também dá para citar como exemplos a Rappi e a Glovo. Mas ambas as empresas seguem um modelo um pouco diferente: o usuário pode solicitar pessoas para comprar ou buscar itens em farmácias, mercados e vários outros tipos de estabelecimentos e, na sequência, fazer a entrega no endereço especificado.

As informações a respeito do novo serviço dos Correios ainda são escassas. Ainda não está claro, por exemplo, em quais locais a modalidade será oferecida e quais plataformas serão atendidas.

O Tecnoblog entrou em contato com a estatal. A companhia apenas informou que ainda estuda o segmento: “os Correios estão estudando e avaliando o mercado para a oferta do serviço de crowdshipping. Mais detalhes sobre a operação do novo serviço serão divulgados oportunamente”.


Correios enfrentam falta de caixas e envelopes em agências, e comerciantes lucram com situação

Globo.com
20/08/2018

Quem precisa despachar encomenda nos Correios deve ficar atento. Em algumas agências estão faltando caixas e envelopes. Os Correios confirmam o desabastecimento em algumas unidades, e informam que a regularização só deverá ocorrer nos próximos meses (veja nota na íntegra abaixo).

Com a falta de produtos, donos de lojas próximas às agências estão aproveitando para vender embalagens para os clientes. E por preços abaixo dos cobrados pela estatal.

O G1 visitou, na segunda-feira (13), quatro agências em São Paulo – três próprias e uma franqueada - e ouviu dos atendentes que caixas de encomenda e envelopes grandes (de papel e de plástico) estão em falta há pelo menos 4 meses. Em todas, funcionários sugeriram que as embalagens fossem compradas em estabelecimentos próximos.

A reportagem esteve nesses estabelecimentos e comprovou com os proprietários que a venda de caixas e até de papel kraft havia aumentado desde abril. E em dois deles os proprietários passaram a vender as caixas por causa do desabastecimento nas agências.

Quem precisa despachar correspondências ou encomendas pode optar por levar a embalagem pronta, desde que siga o padrão estipulado pelos Correios de acordo com o objeto, ou optar por comprar na agência o envelope ou a caixa onde será acondicionada a encomenda.

Os Correios ressaltam que, para aceitar a postagem, a embalagem deve ser adequada para chegar ao destino sem ser danificada. Por isso, pode ocorrer de a embalagem não ser aceita e o cliente ter de adquirir a recomendada pelos Correios.

No site dos Correios, a lista de embalagens traz o total de 19 caixas de encomenda de vários tamanhos dentro das linhas Básica, Convencional e Temática, e 20 envelopes de papel, cartão e plástico, dentro das mesmas linhas das caixas, e os respectivos preços A microempresária Mirella Gaz, de 20 anos, teve de comprar embalagem em uma papelaria após esperar mais de meia hora para ser atendida em uma agência da Rua Tabapuã, na Zona Sul de São Paulo, no mês de maio. Ela chegou para despachar um par de sapatos para uma cliente e ouviu da atendente que não havia caixa para colocar o produto. A funcionária deu a sugestão de ela comprar a embalagem na loja em frente da agência. “Comprei a caixa, embalei, tive que pegar nova senha e esperar para ser atendida de novo”, conta.

Na segunda-feira, Mirella teve de despachar outro par de sapatos. Como sabia que não havia embalagem na mesma agência, colocou o produto em uma caixa que encontrou em casa. Mas não foi aceita porque os Correios só permitem que sejam enviadas caixas sem logomarcas. Teve de ir à mesma papelaria da outra vez para passar um papel kraft em volta. Pagou R$ 2 pelo papel e R$ 3 pelo embrulho do funcionário.Na agência da Rua Tabapuã, uma atendente confirmou que não havia embalagem nem envelope disponível e deu a dica da papelaria em frente.

O proprietário do estabelecimento diz que a falta de caixas começou em março na agência e de lá para cá aumentou a venda dessas embalagens na sua loja. “A gente sempre vendeu porque nosso preço é a metade do cobrado pelos Correios, mas com a falta na agência nosso faturamento aumentou bastante”, diz Domingos Costa.Outro empresário que está se dando bem com a crise dos Correios é Fernando Kobayashi. Sua loja, que trabalha com chaveiro, carimbos e recarga de cartuchos, começou a vender caixas em maio. “Os próprios clientes sugeriram”, conta.

No começo, ele vendida caixas comuns e embalava as encomendas para os clientes com as fitas adesivas. Como a demanda foi aumentando, ele passou a vender caixas com o padrão Correios, com tamanhos similares e com os mesmos dados impressos como destinatário, endereço, cidade e espaço para etiqueta e carimbo.A loja de Kobayashi fica praticamente ao lado da agência dos Correios na Rua Matias Aires, na região central de São Paulo. Ali, segundo a funcionária, só está disponível para venda a caixa menor, que custa R$ 4,60. Na loja ao lado, a mesma caixa custa R$ 4. As demais caixas vendidas pelo comerciante também são mais baratas. Enquanto nos Correios os preços variam de R$ 4,60 a R$ 14,80, na loja de Kobayashi vão de R$ 4 a R$ 7.

Ele também vende por R$ 1 o envelope grande, que está em falta na agência e custa R$ 3,20 – o único disponível é o pequeno, de R$ 2,50.

Durante a entrevista com o comerciante, o G1 viu dois consumidores indo à loja de Kobayashi comprar um envelope e uma caixa para despachar suas encomendas.

Cláudio Rezende e Eliane Cavalcanti levaram a mercadoria que iam despachar na agência da Rua Matias Aires já embalada porque sabiam que a agência estava sem caixa. Em junho, Eliane conta que esteve numa agência da Rua Haddock Lobo, na mesma região, e não havia disponível nenhuma caixa. “Fui até a loja do meu filho e ele deu uma improvisada”, lembra.Na agência da Rua dos Pinheiros, no Largo da Batata, Zona Oeste de São Paulo, a atendente informou que só havia a caixa menor, de R$ 4,60, e o envelope pequeno de R$ 2,50.

Segundo ela, até mesmo a fita adesiva a agência estava economizando. Os funcionários encaminham os clientes para uma loja de embalagens que fica a cerca de cinco quadras da agência. O proprietário Henrique conta que muitos clientes chegam com caixas improvisadas de supermercados e compram o papel kraft para embalá-las. Mas ele tem vendido caixas para quem precisa despachar as mercadorias. Os preços variam de R$ 4,30 a R$ 7,30.

Agência na Zona Norte
Na agência dos Correios da Vila Guilherme, na Zona Norte, que é franqueada, a situação estava um pouco melhor. Havia disponível o envelope pequeno de R$ 2,50, e as caixas de R$ 4,60, R$ 7,50 e R$ 19,90. O G1 flagrou um cliente que queria despachar uma encomenda num envelope grande e acabou aceitando a sugestão da atendente de colocar numa caixa pequena.Celso Augusto Jabur, dono de uma papelaria na Vila Guilherme, Zona Norte de São Paulo, pegou carona na falta de produtos dos Correios e passou a vender caixas para os clientes da agência, que fica a quatro quadras de sua loja.Ele cobra R$ 4 pela caixa média já embalada, que nos Correios sairia por R$ 7,50. O envelope grande sai por R$ 0,50. Houve aumento ainda na venda de fitas adesivas e de papel kraft. “Muita gente acaba tendo que embalar as caixas e anexar a nota fiscal das mercadorias do lado de fora”, explica.

O administrador da agência franqueada, Luiz Alberto Marinho, nega que esteja havendo desabastecimento de embalagens na agência. “As faltas são sazonais, elas sempre ocorreram. Às vezes falta uma coisa ou outra, mas isso está dentro do previsto”, diz.

Segundo ele, a agência tem controle do estoque, e quando verifica que precisa dos produtos pede para os Correios. “Às vezes demora dois meses para vir, mas isso é normal”, afirma. “Tudo o que eu peço eu sou atendido, ou antes ou depois, ou numa quantidade maior, ou menor”.
A diferença das franqueadas em relação às próprias é que elas trabalham com metas e resultados, segundo Marinho. “O segredo é como gerenciar tudo, se não tem o envelope eu ofereço a caixa, e vice-versa”, afirma.

Segundo Marinho, não há diferenciação no abastecimento entre as agências franqueadas e as próprias. Os preços dos produtos também são os mesmos. O que muda é o gerenciamento, feito por um administrador, que contrata os seus funcionários. Já nas lojas próprias, todos são concursados.

Mesmo que não haja produtos para os clientes, o faturamento não é abalado, segundo ele, porque o forte das vendas vem das encomendas despachadas. “O cliente vai ter que postar do mesmo jeito. As atendentes tentam ajudar até onde elas podem [em relação às embalagens]”, diz.

Veja a nota dos Correios na íntegra:

“Em função da atualização em nossos sistemas internos, o processo de abastecimento de alguns itens pode ter sido prejudicado em algumas de nossas agências. Os Correios têm priorizado a compra de insumos para as unidades de atendimento e a reposição do material para comercialização já está ocorrendo. O estoque deve ser regularizado nos próximos meses em todo o país.”

ELEIÇÕES PARA O CONSELHO

DE ADMINISTRAÇÃO


Estamos a menos de uma semana do encerramento das votações do 2º turno das eleições para o Conselho de Administração e apenas pouco mais de 3% dos trabalhadores votou.

Sabemos que o fato de não ter havido emissão de senha em papel e outros fatores podem estar contribuindo para uma menor participação nessa eleição com relação às anteriores, mas precisamos que nossos associados participem, objetivando eleger o candidato apoiado pela ADCAP.

A eleição do Maurício Lorenzo não é importante apenas porque ele é apoiado pela Associação, mas sim porque ele tem perfil e reúne todas as condições necessárias para fazer um bom trabalho no Conselho de Administração, dando continuidade à forte atuação dos atuais conselheiros, Marcos César e Barbosa. Os trabalhadores precisam estar muito bem representados no Conselho de Administração, onde o conhecimento e a habilidade para defender ideias são fundamentais.

Se você ainda não votou no 2º turno, aproveite e vote agora. Basta que acesse https://ca.eleja.com.br/ 
Se você já votou, estimule seus colegas a participarem, valorizando o pleito. 

Os trabalhadores têm atualmente apenas essa cadeira assegurada na direção superior da Empresa. É muito importante que ela seja bem ocupada.

Maurício nos dará essa segurança!



Direção Nacional da ADCAP.
 

sexta-feira, 17 de agosto de 2018

MOÇÃO PARLAMENTAR
PRÓ - POSTALIS
 

A situação do POSTALIS, como é do conhecimento de todos, é muito complicada e além das medidas judiciais já adotas pela ADCAP, há a necessidade de ações administrativas, midiáticas e políticas para pressionar e sensibilizar as autoridades constituídas responsáveis pela fiscalização, gestão dos recursos e responsabilizações cabíveis, visando a reposição do extraordinário rombo financeiro.

Com esse objetivo, alguns colegas tomaram a iniciativa de procurar o seu representante na câmara municipal de Navegantes/SC, São José do Rio Preto/SP e entre outras, solicitando a emissão de uma Moção de Apoio às causas dos empregados e aposentados dos CORREIOS na questão do POSTALIS, transformando-a em ofício, endereçando aos Presidentes da República, Senado, Assembleia Legislativa, Câmara Federal e Supremo Tribunal Federal (STF).

Essa é mais uma forma de participação dos empregados e aposentados, visando dar uma repercussão significativa a esse assunto, haja vista que os Vereadores são na realidade agentes de grande importância eleitoral para os órgãos citados acima, exceto para o STF.

Diante disso, sugerimos que procurem contatar o seus Vereadores, em qualquer dos municípios do Brasil, relatando a situação do POSTALIS e solicitando que apresentem, em reunião das respectivas Câmaras Municipais, proposta de moção que, uma vez aprovada, será encaminhada para os órgãos representativos superiores.

Após a realização do movimento, encaminhar cópia do documento gerado, para que a ADCAP faça a divulgação nacional. 

Como exemplo, citamos os casos de São José do Rio Preto – SP e Navegantes –SC, copiados abaixo.

O documento de São José do Rio Preto/SP está bem estruturado e com todas as informações necessárias, podendo ser copiado e apresentado para que o parlamentar municipal seja facilitado no seu trabalho, pois menores benefícios ou mesmo a extinção dos mesmos também tem repercussão negativa na economia municipal.

Contamos com a participação de todos.






Clique AQUI para ver a Moção na íntegra





Direção Nacional da ADCAP.

Que tal o Governo Federal presente em todo o país? 

Blog União Para Fazer Acontecer
16 de agosto de 2018

Vejamos como isso poderia ser feito.


Levemos em conta, inicialmente, que nem tudo em termos de serviços públicos pode ser resolvido à distância, por internet ou telefone, seja por alguma particularidade do atendimento ou pela indisponibilidade de recursos do cidadão para o acesso (internet e telefone).

Nesses casos, seria importante que o Governo Federal dispusesse de pontos de atendimento físicos em todos os municípios e em alguns distritos maiores. Em capitais e municípios de maior porte, um ponto só não seria suficiente, devendo haver pontos em cada bairro mais relevante, de forma a facilitar o acesso da população.

Como o Brasil tem mais de 5.500 municípios, pode-se estimar que seriam necessários uns 12.000 pontos. A partir desta definição, seria necessário alugar ou construir imóveis para abrigar as 12.000 unidades, adquirir todos os móveis e equipamentos necessários, instalar telefonia e rede de dados em cada um desses locais, incluindo os mais remotos, contratar serviços de transporte para os documentos produzidos, as pessoas para o atendimento e montar um centro de comando que garantisse o funcionamento uniforme da rede, por meio de orientações e supervisão.

Tratar-se-ia, sem dúvida, de um megaprojeto, que demandaria um volume considerável de recursos financeiros, a participação de um número grande de pessoas em todo o país, tempo e alta capacidade de planejamento e de articulação. 

Parece algo impossível de fazer? 

Não é!

Na verdade, o Governo Federal já realizou esse empreendimento, ao longo de mais de 350 anos, com a montagem da infraestrutura dos Correios, uma rede de mais de 12.000 pontos de atendimento que cobre todo o país de ponta a ponta, prestando serviços variados à população. 

Agora é só lembrar disso e utilizar bem a rede dos Correios para levar o Governo Federal mais perto do cidadão.


Proposta da Vice-Presidência do TST para evitar greve é aceita por unanimidade por Correios e empregados

TST
15/08/18

A Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) e as entidades sindicais que representam seus empregados aprovaram, por unanimidade, a proposta de acordo coletivo apresentada pelo vice-presidente do Tribunal Superior do Trabalho, ministro Renato de Lacerda Paiva. As federações de trabalhadores comunicaram a aceitação à Vice-Presidência, responsável pela condução do procedimento de mediação e conciliação pré-processual. Esta é a primeira vez em mais de duas décadas que os Correios e as representações sindicais chegam a um consenso sem a realização de greve.

Conforme a proposta, no Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) 2018/2019 serão mantidas as cláusulas do instrumento de 2017/2018 e haverá reajuste salarial de 3,68%, correspondente à inflação medida pelo INPC entre as duas datas-base. O percentual vai incidir sobre o salário-base e sobre todas as vantagens que o levam em consideração. Também são contempladas, com igual índice, as vantagens previstas no ACT antigo: auxílio para dependentes com deficiência, reembolso-creche e reembolso-babá, vale-refeição/alimentação/cesta, vale extra, vale-transporte, jornada de trabalho in itinere e gratificação de quebra de caixa.

Plano de saúde

Uma das dúvidas manifestadas pelos empregados dizia respeito à possibilidade de alterações na cláusula 28, que trata do plano de saúde. O ministro, no entanto, explicou que tudo o que consta da cláusula 28 e seja compatível com a futura decisão judicial no processo DC-1000295-05.2017.5.00.0000deve ser considerado como parte proposta, e o que for incompatível não faz parte da proposta. O processo de dissídio coletivo envolve o custeio do benefício.

O ministro Renato Paiva vai designar audiência para a assinatura do acordo.

(GS/CF)



Correios têm lucro de R$ 111 milhões no 2º tri, melhor resultado desde 2014

IstoÉ
16/08/18

Os Correios fecharam o segundo trimestre de 2018 com lucro líquido de R$ 111 milhões, melhor resultado da empresa desde 2014 e mais que o dobro do registrado no mesmo período do ano passado.
No semestre, porém, a ECT ainda acumula um prejuízo de R$ 120 milhões. Ainda assim, o desempenho é 91,7% melhor que o contabilizado no primeiro semestre de 2017.Segundo Carlos Fortner, que assumiu a presidência dos Correios em maio, deixando o comando da área de finanças da estatal, a melhora no resultado se deve, em parte, ao aumento no transporte de encomendas (18,2%), que apresenta maior margem de resultado financeiro. No mesmo período, o segmento postal caiu 4,7%. As receitas operacionais do primeiro semestre chegaram a R$ 9,2 bilhões, contra R$ 8,6 bilhões do mesmo período do ano passado.

Em 2017, os Correios registraram um lucro total de R$ 667 milhões, mas este resultado foi muito influenciado pela inclusão de provisões ligadas a acordos na área de saúde, com impacto de cerca de R$ 1 bilhão nas contas. Neste ano, esse benefício não existe.

“Neste ano, devemos mostrar lucro operacional. Talvez não consigamos um balanço tão bom quanto o do ano passado, mas quando expurgamos os resultados do acordo, já vemos uma melhora significativa. Nosso objetivo é chegar ao fim do ano com as contas equilibradas e tendência de crescimento. Creio que fecharemos no positivo”, disse.Em 2016, a ECT fechou no vermelho, com prejuízo de R$ 1,48 bilhão. Em 2015, o saldo negativo chegou a R$ 2,12 bilhões.

Entre o ano passado e este ano, os Correios registraram cerca de 8 mil desligamentos por meio de seu programa de demissão voluntária. Hoje a empresa possui cerca 106 mil funcionários. Fortner confirmou que, até outubro, a estatal deve fechar 41 lojas próprias, que são “sombreadas” por outras unidades da companhia.

Os Correios possuem cerca de 6 mil lojas próprias em todo o País. A estratégia de fechar agências próprias como forma de economizar diante da grave crise financeira vivida pela estatal foi antecipada pelo jornal O Estado de S. Paulo. Com o fechamento de agências próprias, os Correios economizam nos custos de manutenção ou aluguel dos imóveis e no enxugamento do quadro de funcionários. “São situações que têm imóvel alugado, custo fixo e que podem ser atendidas por outras unidades. Vamos mobilizar os funcionários para outros postos. Só isso vai gerar uma economia de mais R$ 1,5 milhão por mês”, comentou.Já as agências franqueadas são selecionadas por meio de uma oferta pública e remuneradas com um porcentual das receitas dos serviços. Atualmente, são pouco mais de mil e oferecem quase todos os serviços postais das agências próprias, mas não atuam como correspondentes bancários. Há negociações para que os franqueados possam também oferecer serviços financeiros por meio do Banco Postal. Até fim do ano, um edital deve ser publicado para contratar “lojas modulares”, com instalação simplificada de balcões de atendimento.