quarta-feira, 29 de janeiro de 2020

PLANO DE SAÚDE - JULGAMENTO DE
RECURSOS DO DISSÍDIO 


Ontem (28/01) foi definida a data de 17/02 para julgamento dos recursos alusivos ao dissídio coletivo.

A partir desse julgamento, poderá ou não ser restabelecido o compartilhamento 70/30 anteriormente vigente no Plano de Saúde.

Sugerimos, portanto, que os associados que cogitam deixar o plano em função do brutal aumento havido avaliem essa decisão com cautela, tendo em conta que o tema não possui decisão conclusiva pelo judiciário.

Para os aposentados, os boletos vencem em 10/02, mas o pagamento tem sido aceito até o final do mês sem acréscimos. Sugerimos que, se possível, avaliem pagar esse boleto após o dia 17.




Direção Nacional da ADCAP.

terça-feira, 28 de janeiro de 2020

Adcap Net 28/01/2020 - O papel social dos Correios - Veja mais!

O papel social dos Correios

A Crítica
27/01/2020

A proposta governamental de privatização de bancos estatais e dos Correios necessita ser avaliado em espaço o mais aberto possível e com determinação de demonstrar a repercussão da medida, quando oficializada, nas diferentes regiões do País. Esse tipo de mapeamento é o mais adequado para apresentar ao governo o que até agora não foi tratado de forma responsável.

Cabe aos Correios, empresa que tem sido sistematicamente apresentada como economicamente inviável e tem a sua imagem sob fogo depreciativo, o desempenho de papel social relevante. É por meio dos Correios que uma infinidade de serviços alcança milhares de brasileiros habitantes de áreas mais distantes e parte de um Brasil colocado fora do cálculo das medidas de ajustes econômicos ou dos pacotes de privatização.

Na questão Correios e Caixa, a privatização que tem sido proposta é apresentada à sociedade como o melhor negócio do mundo para o governo. No entanto, não são fornecidos dados sobre como serão tratados inúmeros aspectos que afetam diretamente moradores desses lugares. A maioria deles vive no interior da Amazônia e do Nordeste e são nesses lugares que os Correios chegam. Por décadas, a empresa atua aprofundando a presença e no desenvolvimento de uma tecnologia de acesso muito singular.

Os serviços feitos pelos Correios, para os defensores da privatização, serão assumidos nas localidades mais distantes pela Caixa. A questão é que esse banco já vive um processo de desestruturação profundo, com redução de pessoal e fechamento de agências, o que significa, resumidamente, redução da estrutura da Caixa Econômica no País e retirada dos Correios desses mesmos locais. Privatizado, os Correios irão atuar preferencialmente naquelas praças que são rentáveis. Essa tem sido a lógica nos processos de privatização.

Os que podem pagar pelos serviços, pagarão, e os que estão fora dessa margem, terão que aguardar uma proposta de governo de atender as demandas mais carentes e mais distantes. Os Correios aparecem como uma das empresas de maior alcance de inserção no território nacional e esse tipo de vantagem agrega vários valores que deveriam ser considerados em toda a sua profundidade. Cabe aos parlamentares, aos empresários, e a sociedade questionar sobre as garantias sociais que integram a existência da Caixa e dos Correios no Brasil mais profundo.

Ministro Fux Suspende Decisão Do TST Sobre Regras Do Plano De Saúde Dos Correios

Jusdecisum
27/01/2020

O vice-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Luiz Fux, sustou os efeitos de decisão do Tribunal Superior do Trabalho (TST) que determinava à Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) a aplicação de cláusulas de dissídio coletivo relativas ao custeio do plano de saúde de seus empregados que haviam sido suspensas por decisão do STF. A decisão foi proferida em pedido de extensão na Suspensão de Liminar (SL) 1264.

As cláusulas questionadas impunham aos Correios o dever de custear 70% do plano de saúde dos empregados, estendiam a isenção de coparticipação para diversos procedimentos e excluíam da base de cálculo das mensalidades várias rubricas variáveis, além de estabelecer teto de 10% para a cobrança das mensalidades. Em novembro, o presidente do STF, ministro Dias Toffoli, no exame da SL 1264, suspendeu a eficácia dessas cláusulas até decisão definitiva no dissídio coletivo julgado pelo TST.

Custeio

Com a suspensão, a ECT passou a custear até 50% do plano de saúde, conforme norma aplicável para empresas estatais federais (Resolução CGPAR 23/2018) que proíbe que a contribuição da empresa seja superior ao valor pago pelos empregados. No entanto, o presidente do TST, ministro Brito Pereira, entendeu que a estatal, ao estabelecer, de forma unilateral, a paridade de contribuição, impôs regras que já haviam sido rejeitadas pelo tribunal trabalhista. Em seu entendimento, a estatal extrapolou seus poderes ao atribuir nova redação à cláusula.

No pedido de extensão, a ECT sustentou que, que por via transversa, o TST tornou inócua a decisão do presidente do STF e “acabou por renovar a lesão à ordem econômica e administrativa”.

Vácuo normativo

Em sua decisão, o ministro Fux, atuando no exercício da Presidência do Tribunal, observou que o ministro Toffoli, ao deferir a cautelar, acolheu a alegação dos Correios de possível lesão à ordem econômica. Para ele, diante do vácuo normativo decorrente da suspensão dos efeitos das cláusulas, é lícito que a estatal edite ato provisório para implementar um regime de custeio do plano de saúde de seus empregados até o julgamento final do dissídio coletivo de greve.

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Os Correios entregam um dos melhores serviços postais do mundo e ainda com um dos menores preços. Isso não é discurso, isso é prática. Só ir atrás da verdade que você vai ver como temos um Correio de dar orgulho. Então, por que privatizá-lo? Não pode ser apenas “porque eu quero”. O patrimônio dos brasileiros merece respeito.
Diga não à privatização.  #TodosPelosCorreios 



 
Direção Nacional da ADCAP.
AUMENTO DE PARTICIPAÇÃO NO CUSTEIO
DO PLANO DE SAÚDE 


A Diretoria dos Correios argumentou junto ao STF que o custeio do plano de saúde dos trabalhadores dos Correios, que existe há algumas décadas, representava uma “possível lesão à ordem econômica e administrativa”. E, com base nisso, obteve uma liminar do Presidente do STF suspendendo os efeitos da cláusula do dissídio coletivo que tratava do plano de saúde.

Posteriormente, uma decisão do Tribunal Superior do Trabalho (TST) determinou que os Correios não modificassem a forma de custeio do plano até o julgamento final do assunto.

Em novo recurso ao STF, a decisão do TST teve seus efeitos suspensos e a Diretoria dos Correios voltou a aumentar o custeio do plano, como se observará nos contracheques e boletos deste mês.

Nesse imbróglio jurídico, provocado pela Diretoria dos Correios, os trabalhadores estão sendo penalizados com um aumento de participação no custeio que extrapola a possibilidade econômica de muitos, fato que parece não importar para a direção e nem para o governo.

A ADCAP, assim como outras entidades representativas, inconformada com esta situação, está buscando a correção de rumos nesse tema junto ao judiciário e manterá os associados informados das evoluções.



Direção Nacional da ADCAP.

segunda-feira, 27 de janeiro de 2020

DA SÉRIE "AS MENTIRAS DO
SECRETÁRIO" - POSTALIS 


Uma das razões elencadas por Salim Mattar e por seus superiores para tentar justificar a intenção de privatização dos Correios é “o rombo de R$ 11 bilhões no Postalis”.

O que o Secretário sabe bem, e não diz, é que esse rombo é de responsabilidade do próprio governo federal, que sempre indicou os dirigentes do Postalis, e dos demais fundos de pensão de estatais e que tem institucionalmente também o dever de fiscalizá-los. Ou seja, o governo federal tem as responsabilidades tratadas em direito como “in eligendo” e “in vigilando”, pois indica os dirigentes e ainda tem em sua estrutura o órgão fiscalizador, hoje PREVIC, vinculada ao próprio Ministério da Economia.

Como vem demonstrando o Ministério Público Federal, o governo federal colocou malfeitores e pessoas mal intencionadas na direção dos fundos de pensão. Esses meliantes formaram quadrilhas com instituições financeiras, consultorias e com quem deveria fiscalizá-los, se apropriaram das aposentadorias dos trabalhadores e agora, sorrateiramente, o secretário advoga a privatização dos Correios, que penalizará todos os brasileiros, para supostamente “sanear” um problema criado pelo governo federal.

Por que o governo federal não assume sua responsabilidade e resolve o problema que criou? Por que isso afetará o Tesouro Nacional? Por que foram outras gestões governamentais que fizeram isso? Então é mais fácil o criminoso atribuir a culpa pelo que fez à vítima e passar-lhe a conta? Que Estado bandido é este?

Os trabalhadores dos Correios não aceitarão mais que autoridades do governo federal tentem influenciar a opinião dos brasileiros a respeito da intenção de privatização dos Correios com mentiras e afirmações completamente absurdas, que tentam inverter a responsabilidade nos fatos. E cobrarão, em todos os fóruns, a responsabilização de quem usa indevidamente o cargo público que exerce.

Os brasileiros merecem respeito.

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. Release distribuído à imprensa pela ADCAP em 27/01/2020




Direção Nacional da ADCAP.


Projetos do atraso

Coluna Cláudio Humberto
27/01/2020 

Deputados do Psol apresentaram um projeto-sanguessuga para tentar retirar os Correios da lista de estatais a serem privatizadas. Eles insistem que a estatal “não dá prejuízo”, apesar do buraco bilionário.

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"Sobre essa matéria da Diário do Poder, a ADCAP esclareceu à coluna que os Correios realmente apresentaram lucros nos últimos dois anos, de R$ 667 milhões em 2017 e de R$ 161 milhões em 2018. Além disso, nos últimos dez anos o resultado acumulado também é positivo em R$ 485 milhões, ou seja, os Correios realmente não dão prejuízo como afirma o PSOL".

Segue a tabela de resultados extraída do site dos Correios na Internet:

Ano Resultado

2009      117.546
2010      818.966
2011      882.747
2012      1.113.287
2013      325.278
2014      9.913
2015      -2.121.238
2016      -1.489.505
2017      667.308
2018      161.049
2009-2018           485.351


Correios

Painel/Folha
27/01/2020

Entrega Em meio à disputa entre os Correios e seus trabalhadores por causa do plano de saúde, entidades que reúnem funcionários da estatal estimam que 5.000 carteiros tenham desistido do benefício. A Postal Saúde, que gerencia os planos, diz atender 294 mil beneficiários e familiares.

Escolhas As discussões sobre a possibilidade de uma greve serão encaminhadas nesta semana. Porém uma parcela dos trabalhadores avalia que a paralisação poderia depreciar a imagem da categoria, reforçando o discurso de quem é favorável à privatização dos Correios.

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Sobre esta matéria da Folha, a ADCAP atua juridicamente em conjunto com as duas Federações, para reverter essa situação criada pela decisão da Diretoria dos Correios de aumentar os custos do plano de saúde dos trabalhadores a partir de uma 
liminar do Presidente do STF.


Projeto suspende parceria com iniciativa privada para gestão dos Correios

Câmara dos Deputados
24/01/2020

O Projeto de Decreto Legislativo (PDL) 666/19 suspende o decreto (10.066/19) que inclui os Correios no Programa de Parcerias de Investimentos da Presidência da República. Com o decreto, o governo pretende possibilitar estudos de parceria com a iniciativa privada para melhorar os resultados da empresa.

Os deputados do Psol que apresentaram o pedido de suspensão da norma – Glauber Braga (Psol-RJ), Ivan Valente (Psol-SP), Áurea Carolina (Psol-MG), David Miranda (Psol-RJ), Edmilson Rodrigues (Psol-PA), Sâmia Bomfim (Psol-SP), Luiza Erundina (Psol-SP) e Marcelo Freixo (Psol-RJ) – argumentam que uma possível privatização dos Correios afetará a vida não só dos mais de 100 mil funcionários da empresa, mas também da população brasileira que tem menos acesso a serviços públicos por morar nas regiões mais remotas do País.

“Os Correios têm importância para a integração do território brasileiro”, diz Glauber Braga. “A logística está amparada para postagens, triagens e distribuição de objetos postais, com agências próprias em todos os municípios brasileiros. São quase 7 mil unidades de postagens e mais 9 mil unidades de distribuição.”

A empresa, diz o deputado, cumpre um papel de “braço logístico do Estado”, ao participar da criação de endereços que permitem a solicitação de serviços básicos de água e luz e ao funcionar como agência bancária, ponto de cadastramento em programas sociais e distribuidor de vacinas, entre outros serviços. “Essa atribuição dos Correios ultrapassa suas funções básicas de provedor dos serviços postais para alcançar um patamar de agente ativo na organização e regulação do espaço”, afirma Braga.

Para o deputado do Psol, o argumento de que a estatal gera prejuízo não é verdadeiro. “As demonstrações financeiras divulgadas no primeiro trimestre de 2019 pela empresa referente ao ano anterior comprovam que os Correios geraram lucro líquido de R$ 667,3 milhões e de R$ 161 milhões em 2017 e 2018, respectivamente, isso já descontados os repasses feitos da empresa ao governo federal”, aponta.

Tramitação
O projeto será analisado pelas comissões de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Depois, será votado pelo Plenário da Câmara.

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Sobre esta matéria da Agência Câmara, a ADCAP estará à disposição do Congresso Nacional, para fornecer informações e argumentos qualificados contra a intenção de privatização dos Correios. E tem procurado falar, da mesma forma que fazem outras entidades representativas, com todos os partidos, sem exceção.