quarta-feira, 23 de setembro de 2020

ADCAP envia correspondência a ministros do TST

A ADCAP encaminhou nesta data carta aos ministros Kátia Magalhães Arruda, Maurício Godinho Delgado e Luiz Philipe Vieira de Mello Filho, a respeito do julgamento ocorrido na sessão telepresencial do dia 21/09/2020.

A sessão pode ser assistida no seguinte link: https://www.youtube.com/watch?v=oVXZ4-hxNIs

As cartas enviadas estão transcritas a seguir. 






Direção Nacional da ADCAP.

terça-feira, 22 de setembro de 2020

Contador: Parabéns pelo seu dia!

 ASSOCIAÇÃO DOS PROFISSIONAIS DOS CORREIOS

"Um dia todo mundo precisa contar com as habilidades desse especialista".


Parabéns a todos os Contadores pela profissão.

E por organizar tão bem o patrimônio econômico e social.

 

Uma homenagem da ADCAP Nacional.





Adcap Net 22/09/2020 - Falando sobre Correios, Greve e Preço da Carta - Veja mais!

Com risco de privatização, precisamos falar sobre os Correios

Gazeta
22/09/2020

Numa eventual privatização, o Estado deixaria de arrecadar uma boa fortuna e, ainda, com a consequente reestruturação que importaria em demissões Os serviços são insatisfatórios, há influência política, greves constantes e perda de mercado, isso tudo quando não há prejuízo. Este é o discurso para privatizar os Correios, que existem desde 1663, tornando-se empresa pública 300 anos depois. Por mais que se concorde que o Estado não deve gerir empresas, atividade típica da iniciativa privada, retirar do povo algo que existe antes mesmo da República (e da própria Economia, como ciência), é uma escolha cujas narrativas devem ser vistas com cautela, pragmatismo, desprendimento ideológico e uma fria análise dos custos explícitos e implícitos do tradeoff.

O que determina a escolha é a preservação do erário e o bem-estar da população (traduzindo-se em boa prestação dos serviços). Portanto, encontrar uma solução (seja qual for), que traga sustentabilidade empresarial e entregas confiáveis e no prazo, é o norte. Será que a solução propagada resolve?

De início, o monopólio legal apedrejado pela população é um despropósito. O que muitos
não sabem é que a exclusividade da lei é apenas o envio de cartas, cartões postais e emissão de selos, um negócio em declínio, pois os meios virtuais já substituíram a postagem de boletos e lembranças de viagem com um selo estampado. Mas se este é o problema, basta revogar a lei.

Quanto às encomendas, se a ECT domina o mercado, é porque oferece preços mais justos e possui alcance maior que suas rivais. A propósito, não raro, concorrentes usam seus serviços para entregar em locais onde não têm interesse em investir. O intento das pretensas compradoras é adquirir o sofisticado sistema de logística a preço infinitamente inferior que começar do zero. Não é um mercado de livre concorrência, sempre será um monopólio ou, na melhor das hipóteses, um oligopólio de muito poucos.
Prejuízo? Durante toda a vida da ECT, ficou no vermelho somente de 2013 a 2016 (proposital, será?). De 1999 a 2019, os Correios tiveram um lucro anual médio de R$ 211,5 milhões. É um negócio lucrativo aos cofres públicos. Numa eventual privatização, o Estado deixaria de arrecadar uma boa fortuna e, ainda, com a consequente reestruturação que importaria em demissões e PDV em massa, poder-se-ia considerar um bom gasto com seguro-desemprego, aposentadorias e eventuais programas de transferência de renda.

Mas os serviços são ruins! Isto não é exclusividade de empresas públicas. Ao contrário, no ranking do Reclame Aqui (consultado em 20/09/2020), os Correios estão em 9º lugar entre as mais reclamadas dos últimos seis meses. As oito da frente são todas empresas privadas. A vencedora, diga-se, é uma das interessadas em comprar a ECT, uma companhia que conta com menos da metade dos empregados e mais que o dobro de reclamações.

Ah, mas tem greves constantes. Ok, tem mesmo, assim como o setor bancário e de transporte de passageiros urbano, setores típicos da livre iniciativa. O problema aqui é de um falido sistema sindical, cuja reforma é mais necessária que a trabalhista. E, convenhamos, privatizar não resolve o imbróglio, pois o sindicato que representa os trabalhadores será o mesmo.

Por fim, há muita influência política! Correto, este é o mais grave ranço dos Correios. Enquanto os carteiros são concursados e ralam no sol e na chuva para fazer as entregas de casa em casa, a direção mais bem remunerada e diversos cargos de chefia são tomadas por ocupantes de cargos de livre exoneração, nomeados por influência política (diretores recebem mais de R$ 47 mil mensais). Bem, a solução é votar em quem recuse essa prática e/ou aguardar que a reforma administrativa, absolutamente essencial e urgente, acabe definitivamente com a festa. Note-se que, mesmo sendo adepto a privatizações, os argumentos aqui não convencem.

A influência política nos serviços é algo maior que os Correios e invade todas as esferas da administração pública. Não acreditar que isso pode mudar, seja nos Correios, seja no governo, é desacreditar no futuro do país. Neste caso, talvez a melhor sugestão seja aquela do “Maluco Beleza”: "A solução é alugar o Brasil, nós não vamos pagar nada, é tudo free, vamo embora, dá lugar pros gringo entrar, que este imóvel está pra alugar”. Por Cássio Moro, juiz do Trabalho, mestre em Processo, especialista em Direito do Trabalho e estudante de Economia.

Justiça determina fim da greve dos Correios; trabalhadores decidem na terça se voltam

TST mantém fora 50 dos 70 pontos já cancelados pela empresa, reajuste de 2,6% e desconto de metade dos dias parados

Brasil de Fato
21/09/2020


O Tribunal Superior do Trabalho julgou nesta segunda (21) a greve dos Correios como sendo não abusiva, manteve a revogação de 50 das 79 cláusulas do acordo coletivo anterior - a empresa havia revogado unilateralmente 70 delas - determinou um reajuste de 2,6% para os trabalhadores e a volta ao trabalho na terça-feira. 

Mas em comunicado emitido após a decisão a FENTECT ( Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios e Telégrafos e Similares) chamou seus membros a avaliarem na terça qual a resposta. 

"A FENTECT realizará pela manhã reunião com sua diretoria para avaliação do cenário e orienta todos os seus sindicatos filiados a manterem a realização de assembleias na tarde e noite de amanhã, 22/09, como inicialmente previsto, para que os trabalhadores possam analisar a proposta e decidir de forma coletiva e democrática sobre o resultado do julgamento", afirma a nota. 

O TST estipulou multa diária de R$ 100 mil em caso de descumprimento da decisão de volta ao trabalho. Os ministros deliberam ainda pelo pagamento de metade dos 35 dias de paralisação, com a outra metade sendo descontada dos salários.

A nota da Federação afirma que "o Judiciário voltou a agir como porta-voz dos Correios" e que a decisão não contempla a categoria. Em discurso, a própria relatora do processo, a ministra Kátia Arruda, disse que a direção da estatal dificultou o processo de negociação.“A ECT [Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos] negou-se peremptoriamente em apresentar qualquer avanço no sentido de atender ao menos parcialmente às reivindicações da categoria.”  

“Houve uma patente conduta negativista para negociar, como eu, com quase 30 anos de experiência da Justiça do Trabalho, jamais tinha vivenciado. (...) E é a primeira vez em que julgamos uma matéria em que uma empresa retira praticamente todos os direitos dos empregados”, frisou a magistrada.

A ministra refutou ainda o argumento da empresa de que a suspensão dos 70 pontos do ACT seria provocada por “forte crise econômica”.

“Não há como ser acolhida essa negação da empresa baseada em hipótese eventual e futura de restrição de fluxo de caixa, ou seja, é mero argumento sem nenhuma comprovação. Na própria petição inicial, a ECT reconhece [isso] fortemente, nas suas atividades, considerando inclusive o primeiro semestre de 2020, além de lucros recorrentes há mais de três anos. Além disso, até mesmo em razão da pandemia, o cenário é de forte crescimento do e-commerce”, argumentou Kátia Arruda, ao mencionar um crescimento de 135% nesse tipo de comércio no país.  

A relatora ressaltou também que o julgamento desta segunda tem caráter histórico. “Talvez, dos mais importantes que o TST já teve que enfrentar. Penso que pelo menos nos últimos 20 anos é o mais importante da história da ECT. A empresa tem mais de 360 anos e é, talvez, a mais antiga da história do Brasil junto com a Casa da Moeda. E tem como objetivos e função social a confiabilidade, a qualidade e a eficiência”, disse, citando o estatuto da estatal e ainda a importância dos direitos dos empregados.

*Colaborou; Cristiane Sampaio, do Brasil de Fato em Fortaleza

Com desconto e compensação, Correios devem retomar atividades nesta terça

Conjur
21/09/2020

Depois de um mês paralisados, os Correios devem retomar suas atividades a partir desta terça-feira (22/9), decidiu o Tribunal Superior do Trabalho em julgamento nesta segunda-feira (21). Em caso de descumprimento, é prevista multa diária de R$ 100 mil. A correção do salário da categoria será em 2,60%.

Os ministros da Seção Especializada em Dissídios Coletivos (SDC) aplicaram a jurisprudência da corte para definir que os trabalhadores tenham metade do salário descontado e outra metade, compensada pelos dias parados. A decisão foi por maioria, ficando vencidos a relatora, a ministra Kátia Arruda, e os ministros Maurício Godinho e Luiz Philippe Vieira de Mello Filho.

Godinho pontuou que, como o desconto trata de verba salarial, ficaria muito pesado aos trabalhadores. Por isso, sugeriu que o desconto fosse dividido em três parcelas mensais. 

O julgamento foi designado pela relatora depois de duas tentativas de solução consensual para o conflito. Em agosto, o vice-presidente do TST, ministro Vieira de Mello Filho, se reuniu com a empresa e as entidades sindicais representantes dos empregados e propôs a renovação das 79 cláusulas vigentes, sem reajustes nas cláusulas econômicas, o que foi rejeitado pela empresa.  

Nesta segunda, a maioria dos ministros concordou com a divergência apresentada pelo ministro Ives Gandra da Silva Martins Filho. Ele sugeriu manter 20 cláusulas sociais no acordo coletivo, que asseguram direitos sociais aos trabalhadores e não geram despesas para a empresa.

Além delas, foram acolhidas nove cláusulas propostas pela empresa, com uma pequena redação da que trata do plano de saúde. Cláusula 1. Plano de saúde: "A empresa poderá disponibilizar Benefício de Assistência à Saúde por meio de operadora contratada, de adesão facultativa e mediante cobrança de mensalidade e coparticipação dos beneficiários".

Com a mudança, onde se lê "poderá", vai ser "deverá" disponibilizar. A medida, segundo os ministros, visa garantir de fato a concessão do direito.

Ficaram vencidas a relatora e os ministros Maurício Godinho e Luiz Philippe Vieira de Mello Filho. 

Abusividade da greve
Por 5 votos a 2, também foi afastada a abusividade da greve. Os ministros concordam com a relatora de que os trabalhadores foram provocados pela empresa a fazer greve, ante a retirada de praticamente "todos os direitos que construíram ao longo da história".

Em seu voto, ela chamou a atenção para a importância histórica do julgamento. Segundo ela, é a primeira vez que TST julga o caso de uma empresa que praticamente retirou todas as cláusulas de garantia dos trabalhadores.

De acordo com a ministra, houve "patente conduta negacionista" dos Correios para tentar negociar o conflito, de forma que a greve foi a única solução encontrada pelos trabalhadores. Ela também apontou que não há qualquer demonstração de prejuízo para o ano seguinte "fora mera alegação da empresa". Até agora, disse a ministra, "o que temos visto é apenas lucro".

Ficaram vencidos apenas os ministros Ives Gandra da Silva Martins Filho e Dora Maria da Costa. 

No início deste mês, a relatora proibiu a empresa de fazer cortes nos salários dos empregados. Na liminar, ela entendeu que a atividade dos Correios, por ser serviço essencial, deveria ser mantida em 70% durante a greve. Hoje, a relatora destacou que à época da liminar, os Correios já haviam efetuado desconto de imediato dos trabalhadores, conduta proibida por lei.

Não participou do julgamento a presidente do tribunal, ministra Cristina Peduzzi, que foi diagnosticada com Covid-19 na última semana, e o ministro Guilherme Caputo, por impedimento.

Para a advogada Adriene Hassen, do escritório Cezar Britto & Advogados Associados e que atuou pela Associação dos Profissionais dos Correios, a conduta antinegocial demonstrada pela empresa ao longo dos últimos três anos "venceu e convenceu a maioria do TST".

"Os empregados dos Correios, que operam na linha de frente nessa pandemia, além de sofrerem com o aumento do seu plano de saúde, terão cerca de 30% de sua remuneração diminuída! Lembrando que a categoria possui dos menores salários dentre as estatais, uma média de R$1,8 mil. Triste decisão. Ao longo de décadas de negociação coletiva os trabalhadores trocaram reajuste salarial por concessão de benefícios que ora foram retirados, se vendo, então, agora, sem um ou outro!", diz a advogada.

Quanto custa enviar uma carta?

Correio Braziliense
21/09/2020

No Brasil, se o caminho da privatização for seguido, não será diferente. E, como o território é muito maior, o preço também poderá ser, onerando todos os brasileiros desnecessariamente. Os brasileiros não precisam, não merecem e nem deveriam pagar essa conta

Marcos César Alves Silva*

A carta é um meio de comunicação universal presente em todos os países do mundo e cada país estabelece o valor da respectiva tarifa em seu território.

No Brasil, apesar de termos o 4º ou 5º maior território do mundo, praticamos uma das menores tarifas de cartas.

Com exceção da Rússia, que tem o maior território dentre todos os países e pratica uma tarifa de carta inferior à do Brasil, todos os demais países que cobram menos para entregar suas cartas possuem áreas bem menores que o Brasil.

Dentre os quase 200 países, o Brasil fica em 16º lugar, com sua tarifa de cartas custando 58% da praticada em Portugal e 39% da praticada na Alemanha.

O quadro a seguir detalha essas informações sobre Brasil, Portugal e Alemanha:

– Brasil – preço carta: US$ 0,3661 – território: 8.510.295 km2
– Portugal – preço carta: US$ 0,6262 – território: 92.152 km2
– Alemanha – preço carta: US$ 0,9452 – território: 356.733 km2
fontes: UPU e Wikipedia

Uma das argumentações usualmente utilizadas para justificar a intenção de privatização dos Correios ou a quebra do monopólio postal é diminuir os valores cobrados pelos serviços. Todos os exemplos de correios privatizados mostram o contrário: após a privatização ou pouco antes dessa, os preços postais são substancialmente elevados e ficam assim para o futuro.

No Brasil, se o caminho da privatização for seguido, não será diferente. E, como o território é muito maior, o preço também poderá ser, onerando todos os brasileiros desnecessariamente.

Os brasileiros não precisam, não merecem e nem deveriam pagar essa conta.

*Marcos César Alves Silva – Vice-presidente da Associação dos Profissionais dos Correios (ADCAP)

 

Direção Nacional da ADCAP.

segunda-feira, 21 de setembro de 2020

Julgamento de dissídio pelo TST

Ocorreu na tarde dessa segunda-feira, 21 de setembro de 2020, sessão de julgamento da Sessão de Dissídios Coletivos – SDC, do TST, em que foi votado o processo nº. 1001203-57.2020.5.00.0000, Dissídio Coletivo de Greve da categoria dos Correios.

Participaram do julgamento os ministros Kátia Arruda (relatora), Ives Gandra Filho, Mauricio Godinho Delgado, Aloysio Corrêa da Veiga, Emmanoel Pereira, Dora Maria, presididos pelo ministro Luiz Philippe Vieira de Mello Filho, tendo em vista o afastamento da Presidente Maria Cristina Peduzzi, por motivo de saúde. Não participou o ministro Guilherme Caputo, por impedimento.

Inicialmente, a maioria dos ministros da SDC entendeu por estar ausente a abusividade do movimento paredista, compreendendo que as condutas antinegociais da Empresa, principalmente a proposta de redução de 79 para 9 cláusulas de direitos, não deixaram alternativa aos trabalhadores que não a deflagração de greve. Foram vencidos os ministros Ives e Dora.

Em seguida, à unanimidade, foi determinado o desconto de 50% (cinquenta por cento) dos dias não trabalhados dos salários dos trabalhadores e a compensação dos outros 50% (cinquenta por cento), sendo vencidos os ministros Kátia, Godinho e Vieira de Mello no que concerne a forma de pagamento desses dias. Os ministros em questão entenderam que o desconto em parcela única poderia causar graves prejuízos aos trabalhadores, por se tratar de uma longa greve com desconto de considerável valor de verba alimentar dos empregados.

Quanto às cláusulas, a ministra Kátia procedeu a exposição de estudo que as dividiu em 4 naturezas:

I- Cláusulas sociais – sem repercussão econômica à empresa;

II- Cláusulas socioeconômicas – cláusulas sociais com repercussão econômica (direta ou indireta), sendo subdivididas em:

a) cláusulas com historicidade: constantes em acordos coletivos há mais de 10 anos, incluindo-se aquelas que foram replicadas em sentença normativa, sem qualquer alteração;

b) cláusulas sem historicidade: cláusulas tidas como novas

III- Cláusulas de vigência e eficácia;

IV- Cláusula de correção monetária.

Por maioria, a SDC acolheu a manutenção das 20 cláusulas apresentadas pela divergência aberta pelo ministro Ives Gandra, que entendia como normas sociais apenas as de nº.: 1, 3, 14, 18, 22, 23, 24, 29, 30, 32, 34, 35, 41, 43, 44, 46, 67, 69, 75, 77. Foram vencidos os ministros Kátia, Vieira de Mello e Maurício Godinho, que entendiam pela interpretação ampliativa a outras cláusulas (não apresentadas em voto oral).

Ainda, integram a decisão as cláusulas 21, 28, 51, 63, 66, 72, 74, 78, 79 apresentadas na proposta inicial da empresa, havendo alteração na redação de duas delas, a que trata do plano de saúde e a que trata do auxílio alimentação, de forma haja imposição de oferecimento e não mera liberalidade a ser usufruída ou não pela ECT.

A decisão do TST implica redução de cerca de 30% (trinta por cento) do salário dos carteiros dos Correios (que já possuem dos menores salários das estatais), ante a perda de direitos historicamente pactuados previstos nas cláusulas abaixo, posto que passarão a ser aplicadas pura e simplesmente as normas contidas na lei e na Constituição. Algumas das cláusulas excluídas foram:

9- ADICIONAL DE ATIVIDADE DISTRIBUIÇÃO E COLETA – AADC;

48 - AUXÍLIO PARA DEPENDENTES COM DEFICIÊNCIA;

49 - REEMBOLSO CRECHE; CLÁUSULA

52 - VALE-TRANSPORTE E JORNADA DE TRABALHO IN ITINERE;

56 - AJUDA DE CUSTO NA TRANSFERÊNCIA;

60 - GRATIFICAÇÃO DE QUEBRA DE CAIXA

Foi determinado, ainda, o retorno dos trabalhadores aos seus postos para terça-feira, dia 22/09, sob pena de pagamento de multa diária no importe de R$100.000,00.

Por fim, unânime a decisão pela aplicação da correção salarial com índice de 2,60% (dois vírgula sessenta por cento).


Direção Nacional da ADCAP..


Dissídio dos Correios será julgado pelo TST

Nesta data (21/09) haverá o julgamento do dissídio dos Correios pela Secção de Dissídios Coletivos do TST.

A sessão telepresencial terá início às 13h30. Na pauta diversos outros casos sendo julgados além do caso dos Correios.

Um link para acesso à transmissão ao vivo é: https://www.youtube.com/watch?v=oVXZ4-hxNIs

A expectativa dos trabalhadores é que o TST mantenha as cláusulas trazidas no acórdão firmado pelo órgão em 2019 e que deveria valer até 2021.

Relembrando: a cláusula de vigência bianual do acórdão do TST foi suspensa por liminar monocrática do Presidente do STF, ministro Dias Toffoli. Como a liminar permanece em vigor e apesar de não ter havido julgamento de mérito pelo STF, os Correios entenderam que após um ano de vigência as cláusulas do acórdão teriam perdido a validade e decidiram, unilateralmente, deixar de cumprir 70 das 79 cláusulas lá presentes, reduzindo, assim, a remuneração dos trabalhadores. Diante disso, a categoria decidiu entrar em greve.

ADCAP - Associação dos Profissionais dos Correios

sexta-feira, 18 de setembro de 2020

Adcap Net 18/09/2020 - Grupos evitam falar em privatização dos Correios - Veja!

"Marcos Alves, vice-presidente da Associação dos Profissionais dos Correios (Adcap), argumenta que "dificilmente as empresas de 'marketplace' [shopping digital] gostariam de desfocar seu negócio para assumir os encargos de um operador postal, com compromissos de universalização". Para ele, esse varejistas não deveriam ser expostos "indevidamente" na discussão, que é "intempestiva", já que os estudos de privatização começaram há pouco." 

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Grupos evitam falar em privatização dos Correios

Ações do Magazine Luiza tiveram queda após o ministro das Comunicações citar a empresa como interessada na aquisição

Valor
18/09/2020


A fala do ministro das Comunicações, Fabio Faria (PSD), de que o Magazine Luiza, a Amazon, a DHL e FedEx têm interesse em comprar os Correios surpreendeu o setor de logística.

"O importante é que já tem cinco players interessados. O Magalu é um deles, a Amazon, a DHL e FedEx. Já tem pessoas, grupos interessados na aquisição dos Correios, então isso é importante, porque não teremos um processo de privatização vazio", disse Faria em uma transmissão nas redes sociais na noite de quarta-feira, sem revelar a quinta interessada. Fontes do setor logístico ouvidas pelo Valor disseram não ter informação sobre isso.

Consultado, o Magazine Luiza, que é um dos maiores clientes da estatal, disse que não comentaria. A Amazon afirmou que "não comenta rumores ou especulações". O tom foi similar ao da DHL. "Não comentamos sobre especulações de mercado e potenciais fusões e aquisições". A empresa completou que, no momento, não tem planos de crescer seu negócio postal por meio de privatizações e de outros serviços postais estrangeiros. Já a FedEx disse que monitora o mercado por oportunidades, mas que não comenta especulações acerca da estratégia de negócio.

Na B3, a ação do Magazine Luiza fechou em queda de 2,30%, a R$ 87,12. Foi um dos maiores giros financeiros do Ibovespa, de R$ 1 bilhão, e ficou pouco acima dos R$ 822 milhões do papel no pregão anterior. O valor não é distante da média do ano, de cerca de R$ 800 milhões, e é até superado pelo volume de segunda-feira, de R$ 1,12 bilhão. 


"É superembrionário. De qualquer forma, notícias como essa geram impacto no mercado", diz Lucas Carvalho, analista da Toro Investimentos. Já o analista da Guide Investimentos, Henrique Esteter, afirma que a fala deixou os investidores atentos, mas não se pode atribuir a queda do papel da varejista a isso. "A notícia é um tanto curiosa, mas falta muita informação. O que me veio na hora à cabeça foi a frase do Trajano de não se surpreender com as aquisições". Esterter se refere à fala do presidente do Magazine Luiza, Frederico Trajano, em teleconferência sobre o segundo trimestre: "Não se surpreendam com o negócio que podemos comprar".

Mas os dois analistas de ações destacam que o pregão foi de oscilação para varejo, com o mercado externo fraco pesando. A B2W, por exemplo, fechou em queda de 1,21%, para R$ 97,31, e a Lojas Americanas caiu 2,36%, a R$ 30,15. A Via Varejo recuou menos: 0,22% para R$ 18,12.

Em entrevista ao Valor no mês passado, ao ser questionado sobre a greve dos Correios, Trajano afirmou que a estatal é importante, mas que a varejista depende cada vez menos dela. A empresa tem usado cada vez mais a Logbee, sua empresa de logística e distribuição, que opera com 4 mil mini e microtransportadoras.

Marcos Alves, vice-presidente da Associação dos Profissionais dos Correios (Adcap), argumenta que "dificilmente as empresas de 'marketplace' [shopping digital] gostariam de desfocar seu negócio para assumir os encargos de um operador postal, com compromissos de universalização". Para ele, esse varejistas não deveriam ser expostos "indevidamente" na discussão, que é "intempestiva", já que os estudos de privatização começaram há pouco.

Ação do Magazine Luiza fecha com forte queda, após frase de ministro sobre Correios

Money Times
17/09/2020

As ações do Magazine Luiza (MGLU3) operam em forte queda nesta quinta-feira (17), refletindo a cautela dos investidores, quanto ao possível interesse da varejista em participar do leilão de privatização dos Correios. Os fecharam o dia em queda de 2,32%, negociados por R$ 87,10.

O Ibovespa encerrou o dia em alta de 0,42% e marcava 100.097 pontos.

No pior momento do pregão até agora, as ações da empresa caíram para R$ 86,85, o que representa um recuo de 2,6% sobre os R$ 89,17 com que fecharam ontem (16). Na máxima do dia, a ação alcançou R$ 89,30, uma ligeira alta de 0,14%.

Como se sabe, ontem, o ministro das Comunicações, Fabio Faria, afirmou, em uma live nas redes sociais, que o Magazine Luiza é uma das empresas interessadas na privatização dos Correios. Segundo ele, pelo menos cinco companhias já manifestaram interesse. Além da varejista, Faria citou a Amazon, a FedEx e a DHL.

Faz sentido?
Procurado pelo Money Times, o Magazine Luiza informou, por meio de sua assessoria de imprensa, que não comentará as declarações do ministro. Hoje cedo, a incredulidade do mercado foi representada pelo silêncio dos analistas sobre a notícia.

Dos relatórios de abertura de mercado, apenas a Guide Investimentos tocou rapidamente no assunto.

Para a gestora, o interesse do Magazine Luiza nos Correios "faz sentido", já que o avanço do varejo online acirra a disputa por bom atendimento, o que significa encurtar o prazo de entrega das mercadorias, tornando-se mais atraente e confiável para os consumidores.

A julgar pela queda das ações hoje, os investidores não estão convencidos disso.

Eventual disputa por Correios entre Magalu, Amazon e outras companhias promete ser acirrada, apontam analistas

Após fala de ministro sobre possível venda e interessados na estatal, analistas apontam que processo será longo - mas que compra faz sentido para empresas

InfoMoney
17/09/2020


Na noite da última quarta-feira (16), a fala de Fábio Faria, ministro de Comunicações do governo, pegou boa parte do mercado de surpresa.

Durante live, o ministro sinalizou uma possível privatização dos Correios – em greve desde agosto. Mas, mais do que isso, ele citou os nomes de possíveis interessadas. Faria afirmou que 5 companhias estariam no páreo pela companhia, trazendo o nome de quatro delas: o Magazine Luiza (MGLU3), a Amazon (AMZO34) e as empresas de logística DHL e a FedEx.

Para a equipe de análise da Levante Ideias de Investimentos, para o Magazine Luiza, a aquisição dos Correios certamente teria um impacto transformacional na sua tese de investimentos.

Na mesma linha, Luis Sales, analista da Guide Investimentos, apontou que a presença do Magalu entre os interessados condiz com sua estratégia de reduzir seus prazos de entrega. A companhia, por sua vez, informou que não comentará a fala do ministro.

Faria destacou ainda a greve dos funcionários dos Correios como um dos direcionadores para a privatização da companhia uma vez que, como uma empresa privada, o mesmo não ocorreria.

"Acho que isso (a greve) foi muito ruim pra eles, porque é um momento em que todos precisam dar o melhor de si", apontou.

Já a Associação dos Funcionários dos Correios, Adcap, criticou em nota o plano de privatização, que chamou de "iniciativa lesa-Pátria que o governo tenta levar adiante de vender os Correios a qualquer custo" e que a venda da estatal seria um "negócio da China" para qualquer comprador.

Para a Levante, a recente greve dos funcionários dos Correios pode ter sido uma "espécie de gotad'água" para diversos agentes da sociedade ainda indecisos sobre o tema, em especial à ala mais cética/avessa às privatizações, o que pode diminuir a resistência de setores da sociedade à privatização.

"Neste tipo de trâmite, a testagem da comunicação e o apoio da população é algo bastante relevante e, neste caso, tudo indica que existe uma possibilidade real da estatal ser mesmo privatizada", avalia a equipe de análise da casa de research.

Os analistas apontam ainda que, em geral, a notícia seria positiva como um todo para o ambiente de negócios no Brasil, pois a privatização dos Correios significaria um importante avanço na agenda econômica do governo e alguma redução do "custo Brasil", em especial para alguns setores que dependem da infraestrutura de entregas e logística.

"Acreditamos que a aprovação da privatização dos Correios traria um impacto positivo no mercado devido a queda no 'prêmio de risco' que os investidores requerem para investir no Brasil", ressaltam.

Por outro lado, eles apontam que a concretização do negócio está bastante distante e a disputa pelo ativo, caso ocorra, deve ser bastante acirrada e contar com mais concorrentes além dos quatro citados.

"O Mercado Livre (MELI34) certamente deve ser um possível interessado, o que transformaria a disputa pelos Correios uma 'briga de gente grande'", afirmam. A Guide Investimentos também ressalta que a intenção de cinco empresas na privatização dos Correios mostra que o processo não seria vazio.

Reduzindo prazos
Magalu e Amazon aparecem como algumas das gigantes que travam uma corrida para reduzir os prazos de entrega de seus produtos e conquistar mais clientes. No início deste mês, a Amazon inaugurou um novo centro de distribuição em Cajamar (SP) enquanto que, segundo o jornal O Globo, o aumento das vendas em alguns estados como no Rio de Janeiro estimularam a decisão do Magalu de abrir um centro de distribuição no estado ainda em 2020 e lojas físicas a partir de 2021.

Durante a sua fala na véspera, Faria apontou que o Congresso Nacional deve decidir como funcionaria o controle acionário e as obrigações da empresa que vier a comprar os Correios no processo de privatização. "Tem empresas interessadas em ocupar esse espaço, e elas sabem que você recebe o bônus e o ônus também, mas é uma empresa saudável."

Ele ainda afirmou ter pedido que o tema ficasse sob sua responsabilidade e que conversará com líderes do Congresso e os presidentes da Câmara e do Senado para articular a tramitação do projeto. Por lá, devem ocorrer debates acerca de alguns temas polêmicos, como a universalização de serviços (entregas em locais distantes dos grandes centros urbanos a preços razoáveis, serviço que pela lógica econômica é pouco atrativo).

Assim, engana-se quem espera que o processo seja célere, ainda mais levando em conta a complexidade da companhia. A Levante apontou, antes da abertura do pregão, que a notícia não deveria fazer preço na ação.

Por sinal, os ativos MGLU3 caem mais de 2%, em linha inclusive com as empresas de tecnologia no exterior. Amazon, Apple e Mercado Livre registram baixas entre 2% e 3% na Nasdaq no pregão, em um mês marcado por queda dos ativos do setor após as fortes altas pela percepção de que as companhias de tecnologia saíram como as "grandes vencedoras" durante a pandemia (veja mais clicando aqui). Contudo, as perspectivas para o setor seguem positivas.

Apesar da baixa superior a 6% em setembro, os papéis MGLU3 seguem como a maior alta do índice em 2020, com ganhos superiores a 82%. Agora, a possível disputa pelos Correios será um novo fator a ser monitorado de perto, mesmo que o desfecho ainda pareça longe de acontecer. 


 

Direção Nacional da ADCAP.

quinta-feira, 17 de setembro de 2020

Adcap Net 17/09/2020 - Venda dos Correios e Nota da ADCAP - Veja!

Magalu está interessada na compra dos Correios, diz ministro

Segundo Fábio Faria, Amazon, DHL e Fedex também avaliam privatização da estatal. Ele pede ao Cade agilidade na venda de ativos da Oi

O Globo
16/09/2020

O ministro das Comunicações, Fábio Faria, afirmou nesta quarta-feira que há cinco empresas interessadas na privatização dos Correios. Em transmissão ao vivo nas redes sociais, ele citou quatro: a varejista Magazine Luiza, a gigante americana do e-commerce Amazon e as empresas de logística estrangeiras DHL e Fedex.

— O importante é que já tem cinco players interessados. O Magalu é um deles, a Amazon, a DHL e Fedex. Já tem pessoas, grupos interessados na aquisição dos Correios, então isso é importante, porque não teremos um processo de privatização vazio.

Magalu e Amazon estão entre as gigantes que travam uma corrida no comércio eletrônico brasileiro para reduzir os prazos de entrega de seus produtos e conquistar mais clientes, conforme mostrou reportagem do GLOBO no domingo.

O aumento das vendas no Rio de Janeiro estimularam inclusive a decisão do Magalu de abrir um centro de distribuição no estado este ano e lojas físicas a partir do ano que vem.

Faria disse que o Congresso Nacional deve decidir como funcionaria o controle acionário e as obrigações da empresa que vier a comprar os Correios no processo de privatização.

— Tem empresas interessadas em ocupar esse espaço, e elas sabem que você recebe o bônus e o ônus também, mas é uma empresa saudável.

O ministro disse que pediu para que o tema ficasse sob sua responsabilidade no ministério e que conversará com líderes do Congresso e os presidentes da Câmara e do Senado para articular a tramitação do projeto de privatização.

Ministro cita greve em favor da privatização
Além disso, ressaltou que temas específicos, como a universalização dos serviços, também serão discutidos pelos parlamentares:

— Em relação à universalidade das entregas, entregar no interior da Amazônia, Rio Grande do Sul, outros estados, em relação a funcionários, quem for bom vai continuar, até porque a empresa tem que continuar, o debate disso é no Congresso Nacional.

O ministro usou a greve dos funcionários dos Correios como um argumento para a privatização. Faria criticou a paralisação em meio à pandemia e afirmou que isso não aconteceria em uma empresa privada.

— Eu nem entrei no mérito da greve, quem debateu isso foi o próprio presidente dos Correios. Acho que isso (a greve) foi muito ruim pra eles, porque é um momento em que todos precisam dar o melhor de si.

Em nota, a Associação dos Funcionários dos Correios, Adcap, criticou o plano de privatização dos Correios, que chamou de "iniciativa lesa-Pátria que o governo tenta levar adiante de vender os Correios a qualquer custo". A entidade diz que a venda da estatal seria um "negócio da China" para qualquer comprador.

A Adcap diz que o governo tem feito "sucessivos ataques à reputação da estatal" e que a greve foi provocada pela atual direção dos Correios na negociação do acordo coletivo da categoria. A associação diz esperar que o Congresso não autorize a privatização:

"Nossa expectativa é que os deputados federais e senadores saibam avaliar bem essa questão, desvencilhando-se das fake news que o governo federal tem produzido em série para tentar justificar sua intenção, assim como dos power points feitos pelas caras consultorias contratadas para avalizar as intenções governamentais."

Venda de área móvel da Oi
Na mesma transmissão, o ministro Fábio Faria disse que conversou com o presidente do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), órgão responsável por avaliar a concorrência no mercado, para pedir "brevidade" na análise da venda de ativos da Oi.

Segundo o ministro, a resposta que recebeu do presidente do órgão, Alexandre Barreto, foi de que a análise da compra da operação móvel da Oi por Tim, Vivo e Claro, demoraria porque teria que ser feita levando em consideração a situação concorrencial em cada estado.

— (O presidente do Cade disse) que as três têm penetração no país inteiro, tem que avaliar estado por estado e seria um pouco mais demorado, demoraria meses. Eu falei da nossa vontade de que isso fosse feito com maior brevidade possível até porque a Oi tem um resultado negativo anual e se demorar praticamente um ano, vai aumentar em R$ 5 bilhões a dívida da Oi no ano corrente.

Faria disse que "abriu diálogo" com Barreto, que manteve ideia de analisar estado por estado.

— Tenho conversado muito, ele é um bom presidente, mas disse: olha eu preciso ver estado por estado até para ver como vai ficar esse ponto, é muito ruim para gente se cada companhia ficar praticamente com um terço do mercado.

O ministro então relatou que o Cade vê com bons olhos se cada empresa ficar com uma fatia compatível ao seu tamanho.

— Se cada uma comprar dentro do seu tamanho e ela aumentar cada uma dentro do que ela tinha sem que seja uma coisa combinada entre elas, o Cade vê com bons olhos e eu já recebi o feedback que será feito dessa forma. A gente vai trabalhar junto com eles para que tenha mais clareza sobre isso.

Segundo o ministro, o governo não tem lado e seria um facilitador do negócio.

— Nós temos conversado com a própria Anatel, que é uma grande credora da Oi, também tem os bancos do governo que estão conversando e já estão vendo que a Oi tem capacidade no médio prazo de quitar essas dívidas.

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NOTA DA ADCAP


Magazine Luiza, Amazon, Fedex, DHL e a torcida do Flamengo 
têm interesse em comprar os Correios

O ministro das comunicações só não citou a torcida do Flamengo em sua fala de hoje (15/09) em redes sociais, ao ser inquirido sobre a privatização dos Correios. Mas poderia ter incluído, afinal a iniciativa lesa-Pátria que o governo tenta levar adiante de vender os Correios a qualquer custo seria um "negócio da China" para qualquer comprador. Depois de sucessivos ataques de representantes do próprio acionista à reputação da empresa e de uma greve provocada por outro representante do governo federal – o próprio presidente dos Correios, é de se imaginar que a "precificação do ativo" seja ainda mais generosa com os eventuais compradores. Por alguns trocados, esse patrimônio dos brasileiros poderá passar às mãos de empresas privadas, fazendo muitos bilionários com o lucro auferido, porque os Correios valem muito mais, enquanto a população é empobrecida.

Felizmente, não basta que o governo federal, antes de qualquer avaliação minimamente séria, anuncie que quer privatizar os Correios. Cabe ao Congresso Nacional a avaliação desse assunto. Nossa expectativa é que os deputados federais e senadores saibam avaliar bem essa questão, desvencilhando-se das fake news que o governo federal tem produzido em série para tentar justificar sua intenção, assim como dos power points feitos pelas caras consultorias contratadas para avalizar as intenções governamentais.

Esperamos que o Congresso Nacional observe bem o que está acontecendo em Portugal, onde a privatização dos Correios tem levado a população às ruas para pedir a reestatização, e aborte o quanto antes essa intenção que só lesará os brasileiros, principalmente os que estão nos confins do país e que hoje podem contar com os Correios em seus municípios e distritos.

Com tantas prioridades para cuidar, a intenção de privatização dos Correios salta aos olhos como algo completamente descompassado. Por que o governo federal não cuida melhor da saúde, do meio ambiente e da educação e deixa os Correios fazer seu trabalho, como tem acontecido há mais de 350 anos? Será apenas por que uma grande privatização pode gerar grandes lucros para muitos intermediários? Ou também para favorecer concorrentes, que poderão subir livremente seus preços sem a presença dos Correios no mercado?

Quem ganhará se essa intenção maligna prosperar não serão os brasileiros, mas sim uns poucos, em detrimento de todos os demais.


 

Direção Nacional da ADCAP.