segunda-feira, 27 de junho de 2022

Adcap Net 27/06/2022 - Em ano eleitoral, governo quer brecar cobrança extra de participantes de fundos de pensão de estatais - Veja mais!

Em ano eleitoral, governo quer brecar cobrança extra de participantes de fundos de pensão de estatais

Setor teve rombo de R$ 36,2 bi em 2021. Desconto adicional para equacionar déficit seria adiado para 2023. Analista alerta que decisão apenas empurraria problema para frente

27/06/2022
O Globo

Para evitar um desgaste político ao presidente Jair Bolsonaro a menos de cem dias das eleições, o governo deve impedir que os fundos de pensão das estatais cobrem contribuição extra de seus beneficiários e das companhias patrocinadoras neste ano.

Esse pagamento seria necessário, pois os fundos acumularam déficit de R$ 36,2 bilhões no ano passado, segundo a Associação Brasileira das Entidades Fechadas de Previdência Complementar (Abrapp). No primeiro trimestre deste ano, há um novo rombo de R$ 24,2 bilhões.

Pelas regras vigentes após a CPI dos fundos de pensão, em 2015, as entidades teriam que acionar um plano para equacionar o déficit com contribuições adicionais das empresas patrocinadoras e dos empregados. Ou seja, as estatais teriam que colocar dinheiro, juntamente com milhares de funcionários. Não há estimativas dos valores que seriam desembolsados por cada participante, pois isso varia de fundo a fundo.

200 mil afetados

A Abrapp aponta que pelo menos R$ 20,5 bilhões desse rombo deveriam começar a ser pagos ainda neste ano, o que afetaria principalmente funcionários de estatais como Correios (cujo fundo de pensão é o Postalis), Caixa Econômica Federal (Funcef) e Petrobras (Petros). Um universo de 200 mil empregados entre ativos e aposentados — que já estão pagando contribuições adicionais para cobrir rombos do passado — seriam afetados.

Com o objetivo de impedir que os participantes dos fundos de pensão façam novos desembolsos em um ano em que o orçamento das famílias já está sacrificado pela inflação em alta, o Conselho Nacional de Previdência Complementar (CNPC), deve suspender, em reunião marcada para quarta-feira, a obrigatoriedade de acionamento de plano para correção do déficit apresentado pelos fundos em 2021.

O CNPC regula o regime de previdência complementar. O governo tem maioria no colegiado, que conta com participantes das patrocinadoras, participantes e da Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc). Executivos ligados aos fundos citam, reservadamente, o ingrediente político da decisão em ano eleitoral.

O pleito foi encampado pela Abrapp, que levou a proposta ao CNPC. Na justificativa para o pedido, a entidade alega que 2021 foi um ano atípico, principalmente a partir do segundo semestre, quando as entidades foram atingidas em cheio pelo aumento significativo e rápido da taxa básica de juros, a Selic. O efeito foi maior nos fundos com aplicações concentradas em títulos do governo.

Para combater a inflação, o Banco Central (BC) elevou a taxa de juros sete vezes consecutivas, saindo de 2% em janeiro para 9,25% em dezembro em 2021 (atualmente está em 13,25%), argumentou a Abrapp. O presidente da entidade, Luis Ricardo Martins, cita ainda os efeitos da pandemia e a guerra na Ucrânia, na economia brasileira.

— Essa conjuntura muito aguda é condizente com uma excepcionalidade. A proposta da Abrapp sugere que não seja considerado para fins de equacionamento de eventual déficit o resultado isolado de 2021, mas sim a soma de 2021 e 2022, a ser apurado em 2023 — disse Martins.

Integrantes do CNPC afirmam que o colegiado deve atender o pedido, mas admitem que as turbulências no mercado financeiro devem continuar diante do calendário eleitoral — o que significa que a decisão pode empurrar a conta para o próximo ano, já após as eleições de outubro.

Para o economista Fabio Giambiagi, pesquisador associado do Ibre/FGV, porém, a decisão parece um erro, análogo ao que diversos governos cometeram adiando a tão necessária reforma da Previdência.

— É muito ruim ter uma regulação que tende a ser interpretativamente rígida quando se trata de reduzir as contribuições, mas flexível quando elas deveriam subir. A resultante disso tende a ser negativa para o equilíbrio do sistema.

Os trabalhadores já pagam as contas pelo rombo do passado. No caso do Postalis, por exemplo, que foi um dos principais alvos da CPI dos fundos de pensão, a contribuição dos trabalhadores chega a 27% do valor do benefício, segundo a Associação dos Profissionais dos Correios (Adcap). O salário médio é de R$ 3 mil, segundo a entidade, o que daria uma contribução de R$ 810. O Postalis registrou déficit de R$ 7,7 bilhões em 2021.









Ação judicial

Os participantes da Funcef também já arcam com uma contribuição extra que chega a 19,16%. Na Petros, o extra varia entre 10,56% e 12,05% (apenas inativos). Os planos foram acionados para corrigir rombos decorrentes de má gestão no passado, investimentos indevidos e desvio de recursos, segundo especialistas do setor .

Na semana passada, o Ministério Público Federal (MPF) entrou com ação na Justiça para que Caixa aporte R$ 5 bilhões no fundo de seus funcionários. O valor foi calculado com base nas suspeitas de crimes cometidos por desvios na aplicação de recursos da Funcef investigados na Operação Greenfield. Na ação, o MPF argumenta que os valores cobrados da Caixa devem ser destinados “exclusivamente para abater as contribuições extraordinárias que estão sendo cobradas dos participantes”. O banco disse que não comenta ações judiciais em andamento.

Mesmo diante da atual situação dos fundos, o especialista Antonio Fernando Gazzoni, representante dos patrocinadores do CNPC, disse que há argumentos técnicos para que o colegiado suspenda a obrigatoriedade de equacionamentos do déficit de 2021:

— Ainda em 2021 começamos a receber das entidades fechadas pedidos de revisão da regra de equacionamento, mesmo que em caráter excepcional. Por cautela, aguardamos o início de 2022, mas o que vimos foi um agravamento na questão da volatilidade dos mercados.

’Fator conjuntural’

Procurada a Petros informou, em nota, que acompanha “a proposta que tramita no CNPC para que o resultado das entidades em 2021 não seja considerado isoladamente para fins de equacionamento, sobretudo por ter causas estritamente conjunturais”. A entidade disse que busca “imunizar” a carteira em busca de melhores resultados. “Desde o ano passado, a Petros vem ampliando a aquisição de títulos públicos federais marcados na curva, com taxas acima da meta atuarial, em busca da rentabilidade necessária para o cumprimento das obrigações com os participantes”, diz a nota.

O Postalis disse que “vê como legítimo o pleito levado pelo segmento ao CNPC para que os participantes de fundos de pensão não sejam penalizados com mais uma cobrança de alíquotas extraordinárias”.

Já a Previ informou que a decisão do colegiado não impactará seus participantes porque o déficit é irrisório, diante do patrimônio do fundo, que supera R$ 200 bilhões. A Funcef informou, por sua vez, que 50 mil participantes já pagam contribuições adicionais e que os resultados obtidos pelo Fundo têm sido suficientes para reduzir as alíquotas para os trabalhadores. (Colaborou Glauce Cavalcanti)


Direção Nacional da ADCAP.

quarta-feira, 22 de junho de 2022

Ações Coletivas da ADCAP sobre a Postal Saúde

 Nº 171 – 22/06/2022

 
A ADCAP discute vários temas relativos à Postal Saude, dentre eles a cobrança da integralidade das mensalidades aos aposentados.
 
O processo que trata desse tema 0000333-47.2021.5.10.0022, está para decisão junto a Turma do Tribunal do Trabalho em Brasília, no sentido de esclarecer se a cobrança da integralidade, assim como o impedimento a suspensão de atendimento após 3 boletos não pagos, estão cobertos pela tutela concedida pelo Tribunal.
 
Até que haja o julgamento e possamos divulgar seu resultado, sugerimos aos associados que aguardem até o último dia útil para efetuar o pagamento dos boletos emitidos pela Postal Saúde.
 
Caso não haja informação sobre o julgamento, a decisão de efetuar o pagamento ou não, ou ainda, fazer portabilidade para outro plano é de cunho individual de cada associado.
 
 
Direção Nacional da ADCAP.

quarta-feira, 15 de junho de 2022

Fechamento dos ambulatórios pela Postal Saúde

Para conhecimento, divulgamos carta que a ADCAP enviou ao Presidente dos Correios para tratar sobre o Fechamento dos Ambulatórios pela Postal Saúde. A carta também foi enviada para Postal Saúde e para Agência Nacional de Saúde Suplementar - ANS. Leia abaixo:






Direção Nacional da ADCAP.

Malha Fina – Nova relação de associados II

 “ADCAP apresentará nova relação de associados que estão em malha fina da Receita Federal, em razão da ação que trata da incidência do imposto de renda, nas contribuições extras do Postalis”

Nº 170 – 15/06/2022

Conforme foi divulgado no informativo Nº 167 de 03/06/2022, solicitando aos associados que estivessem com sua declaração em malha fina, em razão de divergências de informações prestadas pelos Correios e Postalis, em relação a ação coletiva da ADCAP, pedimos que encaminhassem SOMENTE para o e-mail: apoioimpostoderenda@adcap.org.br com o assunto: Malha Fina, as informações solicitadas abaixo, até o dia 15/06/2022.

Nome:
CPF:
Ano(s) da(s) declaração(ões) que está (ão) na malha:
Data da abertura do processo na Receita: (para quem tiver processo aberto do E-cac):

Alertamos que hoje é o último dia de recebimento dos dados solicitados e pedimos que quem já tenha mandado as informações e recebeu confirmação de recebimento e registro, não encaminhe novamente.



Direção Nacional da ADCAP.

terça-feira, 14 de junho de 2022

Aposentadoria

Temos recebido diversas solicitações de associados para avaliar a PORTARIA DIRBEN/INSS No 992, DE 28 DE MARÇO DE 2022, que informa sobre direitos dos empregados dos Correios a diferenças na aposentadoria.

Sobre o tema, cabe chamar atenção para o artigo 4º da Lei Lei 8529/92 de 14 de dezembro de 1992, que é a regência legal do disciplinado na citada portaria:

"Dispõe sobre a complementação da aposentadoria do pessoal do extinto Departamento de Correios e Telégrafos (DCT) e dá outras providências. Ver tópico (4818 documentos)."

"Art. 4º Constitui requisito essencial para a concessão da complementação de que trata esta lei a condição de empregado da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT), integrado nos seus quadros com base na Lei nº 6.184, de 11 de dezembro de 1974, e originário do extinto Departamento de Correios e Telégrafos. Ver tópico (469 documentos)."

Assim, o requisito acima indicado permanece vigente e exigível, não havendo qualquer alteração em relação a situação vigente anteriormente.

O texto da lei consta no seguinte link: https://adcap.org.br/wp-content/uploads/Lei-8529-92.pdf



Direção Nacional da ADCAP.

sexta-feira, 10 de junho de 2022

ADCAP faz reunião telepresencial com diretoria do Postalis

 Foto: Postalis


No último dia 07/06/2022, a nova Diretoria da ADCAP Nacional realizou reunião com a Diretoria do Postalis, objetivando manifestar a preocupação dos associados com diversos temas e obter atualização da evolução desses assuntos.

O link a seguir resume os termos da reunião: http://www.postalis.org.br/2022/06/10/postalis-e-nova-diretoria-adcap-realizam-reuniao-remota/ 



Direção Nacional da ADCAP.

quarta-feira, 8 de junho de 2022

Malha Fina – Decisão do TRF

 “Tribunal Regional Federal determina que Receita Federal exclua os associados da ADCAP da malha fina em razão da contribuição extra do Postalis”

Nº 169 – 08/06/2022

Em atenção à manifestação da ADCAP no processo 1021962-96.2020.4.01.0000, o Tribunal determinou que a Receita comprove o cumprimento da decisão, que permite o abatimento da contribuição extra do Postalis até o limite de 12% do rendimento bruto do associado, que se abstenha de promover retenções em malha fina e que promova o cancelamento de retenções e a emissão de termos de intimação fiscal em relação aos associados que constaram da relação anexada pela ADCAP.

Esclarecemos, que a relação citada foi a dos associados que enviaram seus dados ao e-mail apoioimpostoderenda@adcap.org.br em nossa primeira solicitação.

A decisão consta no seguinte link: https://adcap.org.br/wp-content/uploads/Decisao-cumprimento.pdf

Informamos, ainda, que estamos realizando novo levantamento dos associados que não informaram os dados quando da primeira consulta até o próximo dia 15/06/2022.



Direção Nacional da ADCAP.