quarta-feira, 24 de junho de 2026

Processo de transformação dos Correios: CORREIOS E A INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL: Pessoas, Parcerias e Excelência Operacional como Pilares da Transformação

Mais um artigo da série sobre o processo de transformação dos Correios. Uma contribuição do associado José Geraldo de Paula.

É muito importante sua leitura.
Divulgue. Compartilhe nossas idéias. 


Direção Nacional da ADCAP.


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CORREIOS E A INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL: Pessoas, Parcerias e Excelência Operacional como Pilares da Transformação  

Por José Geraldo de Paula
Associado e Aposentado/ECT/DR/SPI Ribeirão Preto/SP

A história dos Correios do Brasil é marcada por uma constante busca por evolução, marcada por momentos de crise, inovação e reinvenção. Desde o seu início em 1663, passando pela criação da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) em 1969, até os dias atuais, a trajetória da instituição revela uma narrativa de resistência e adaptação às mudanças do cenário social, econômico e tecnológico. Essas transformações mostram, de forma clara, que o sucesso de uma organização pública, sobretudo uma tão abrangente e fundamental para a sociedade, depende de sua capacidade de estabelecer parcerias estratégicas, investir na qualificação de seus profissionais, manter elevados padrões de qualidade operacional e, sobretudo, incorporar as inovações tecnológicas que o presente exige. Nesse contexto, a inteligência artificial (IA) desponta como uma ferramenta revolucionária capaz de consolidar esses elementos em uma nova fase de crescimento e relevância. 

Num cenário global cada vez mais competitivo e digitalizado, a capacidade de adaptação define a sobrevivência e o sucesso das organizações. Para os Correios, essa adaptação passa, fundamentalmente, pelo fortalecimento de parcerias estratégicas. A história mostra que, ao longo dos séculos, a colaboração com diferentes setores — seja na modernização da infraestrutura, na automação de processos ou na ampliação do portfólio de serviços — foi uma das estratégias mais eficazes para superar desafios e consolidar avanços. Hoje, essa lógica permanece, mas ganha uma nova dimensão com a possibilidade de integrar tecnologias de ponta, como a inteligência artificial, que podem transformar de forma radical a operação logística, o relacionamento com o cliente e a gestão de recursos. 

Ao estabelecer parcerias com empresas de tecnologia, universidades e startups, os Correios podem acelerar a implementação de soluções de IA para otimizar rotas, prever demandas sazonais, automatizar triagens e melhorar a rastreabilidade das encomendas. Tais avanços eliminam gargalos históricos, reduzem custos e aumentam a agilidade, elementos essenciais para competir com marketplaces e operadores logísticos privados que atuam de forma cada vez mais eficiente. Além disso, a IA possibilita uma gestão baseada em dados, que oferece uma visão abrangente e em tempo real de toda a cadeia de produção, promovendo decisões mais precisas e estratégicas. Assim, a integração de tecnologias inteligentes não é mais uma opção, mas uma necessidade para que os Correios mantenham sua relevância e liderança no setor. 

Outro elemento crucial nessa jornada de transformação é o desenvolvimento humano. A história mostra que a competência, o compromisso e o conhecimento profundo da realidade brasileira pelos profissionais da empresa foram e continuam sendo ativos essenciais. A qualificação contínua dos colaboradores, com treinamentos que integrem novas competências relacionadas à tecnologia, ao atendimento ao cliente e à gestão de dados, deve ser reforçada por parcerias com instituições de ensino e plataformas digitais. A IA, nesse contexto, serve como uma ferramenta de capacitação personalizada, que pode oferecer treinamentos sob demanda, simulações de atendimento e suporte na execução de tarefas complexas, elevando o padrão de excelência no relacionamento com o cliente. 

O desenvolvimento humano, aliado ao uso estratégico da IA, reforça uma cultura de inovação e excelência. Quando os colaboradores são treinados para compreenderem o impacto de suas ações na experiência do usuário, eles se tornam agentes ativos na construção de uma imagem de confiabilidade e eficiência. Assim, a tecnologia não substitui o talento humano, mas potencializa suas habilidades, criando um ciclo virtuoso de crescimento e engajamento. Essa sinergia é fundamental para que a instituição possa oferecer serviços de alta qualidade, que atendam às expectativas de rapidez, segurança e confiabilidade no cenário do comércio eletrônico e da logística moderna. 

A busca por qualidade operacional é uma constante na história dos Correios. Desde os esforços de reorganização na década de 1970, com a implementação do padrão D+1 — entrega no dia seguinte entre capitais — até os desafios atuais de manter essa qualidade frente ao crescimento do e-commerce, a empresa sempre se reinventou. Contudo, os tempos atuais impõem uma pressão ainda maior: os custos de produção, a necessidade de redução de prazos e a competição com operadores privados exigem uma gestão cada vez mais eficiente. Nesse ponto, a inteligência artificial desempenha um papel estratégico, ao oferecer ferramentas de automação, análise preditiva e otimização de processos que elevam a produtividade, reduzem erros e aprimoram a eficiência operacional.

Na prática, a IA pode transformar a rotina de distribuição, gerenciamento de estoques e atendimento ao cliente, criando uma operação mais inteligente, ágil e econômica. Além disso, ela possibilita a personalização dos serviços, atendendo às demandas específicas de diferentes segmentos de mercado, e reforçando o compromisso com uma logística de alta qualidade. Assim, a combinação de tecnologia e gestão eficiente torna-se uma barreira de entrada para concorrentes e uma alavanca para consolidar a imagem de uma instituição confiável, capaz de oferecer soluções completas para o Brasil. 

No entanto, essa transformação não pode acontecer de forma isolada. É preciso que o Estado, a iniciativa privada, as universidades e os próprios profissionais trabalhem em harmonia, formando um ecossistema de inovação. Nesse sentido, uma nova ideia que pode ser adotada e implementada pelos Correios é a criação de centros de inovação dedicados exclusivamente ao desenvolvimento de soluções de inteligência artificial para o setor postal e logístico, bem nos moldes da ESAP do passado. Esses centros poderiam atuar como laboratórios de experimentação, onde novas tecnologias seriam testadas, aperfeiçoadas e integradas às operações cotidianas. Além de acelerar o processo de inovação, esses centros fomentariam uma cultura de pesquisa, desenvolvimento e aplicação prática de IA, fortalecendo a capacidade do setor público de liderar transformações tecnológicas no Brasil.

Essa iniciativa reforça a importância de um projeto de longo prazo, que valorize o capital humano, promova a inovação contínua e estabeleça parcerias estratégicas sólidas. Ao investir em centros de inovação, os Correios se posicionam como protagonistas de uma revolução digital que não apenas moderniza sua operação, mas também estimula o desenvolvimento de uma cadeia de valor mais eficiente, sustentável e inclusiva. É uma oportunidade de reafirmar sua missão social de inclusão e integração nacional, ao mesmo tempo em que se consolidam como uma organização moderna, confiável e capaz de atender às demandas do século XXI. 

A história dos Correios é, portanto, uma narrativa de resiliência, de inovação e de constantes reinvenções. A introdução da inteligência artificial não é uma simples novidade tecnológica, mas uma estratégia de envergadura capaz de consolidar os avanços já conquistados e abrir novas possibilidades de crescimento. Para que essa transformação seja bem-sucedida, ela deve estar aliada a uma visão de futuro que valorize o desenvolvimento humano, fortaleça parcerias estratégicas e mantenha elevados padrões de qualidade operacional. Assim, os Correios poderão não apenas sobreviver às mudanças, mas liderá-las, reafirmando seu papel como uma das maiores e mais confiáveis instituições do Brasil e do mundo. 

Essa integração de elementos — tecnologia, capital humano, parcerias e inovação — constitui a base para uma nova era da empresa, onde a missão de conectar o Brasil se torna ainda mais eficiente, sustentável e humanizada. A inteligência artificial, nesse cenário, é o instrumento que permitirá transformar desafios em oportunidades, consolidando os Correios como uma referência de inovação, credibilidade e serviço público de excelência.

ADCAP 40 Anos - Festival de Música - Inscrições abertas


📢 Estão abertas as inscrições para o Festival de Música , iniciativa que faz parte das comemorações dos 40 anos  da nossa Associação. Os associados terão 2 meses para se inscreverem, com o encerramento em 24/08 (agosto/2026). Prepare sua inspiração!!!


🗓️ De 24/06 a 24/08 - Inscrições para o Festival de Música

📍    Link para Inscrição: https://associado.adcap.org.br (Após se logar pelo link, clicar no banner "Concursos ADCAP 40 anos")

📩 Contato para dúvidas: festivalmusica40anos@adcap.org.br

🗒️ Regulamento com todas as informações: https://admin.adcap.org.br/api-adcap-usuario/files/concursos/4/documentos/ebb44f309c5d4239b89a601db8e2869e.pdf


40 anos de história. Você não pode deixar de fazer parte desta celebração!


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Direção Nacional da ADCAP.

segunda-feira, 22 de junho de 2026

ADCAP 40 Anos - Concurso de Fotografia


📢 Estão abertas as inscrições para o Concurso de Fotografia , iniciativa que faz parte das comemorações dos 40 anos  da nossa Associação. Os associados terão 2 meses para se inscreverem, com o encerramento em 22/08 (agosto/2026). Prepare sua inspiração!!!


🗓️ De 22/06 a 22/08 - Inscrições para o Concurso de Fotografia

📍    Link para Inscrição: https://associado.adcap.org.br (Após se logar pelo link, clicar no banner "Concursos ADCAP 40 anos")

📩 Contato para dúvidas: concursofoto40anos@adcap.org.br

🗒️ Regulamento com todas as informações: https://admin.adcap.org.br/api-adcap-usuario/files/concursos/3/documentos/07e3a8b965134f8fbc2223730069334c.pdf


40 anos de história. Você não pode deixar de fazer parte desta celebração!


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Lembrando:

🗓️  24/06 - Início das inscrições para o Festival de Música



Direção Nacional da ADCAP.

sexta-feira, 19 de junho de 2026

Audiência pública na Cãmara dos Deputados conclui:16 Anos de Espera e uma Conta Invisível - O Preço da Impunidade do BNY Mellon para os Trabalhadores e Aposentados do Postalis


A audiência pública da Comissão de Trabalho da Câmara dos Deputados, realizada na última quarta-feira, 17/06/2026, não foi apenas mais um debate legislativo na nossa longa jornada de lutas. Ela foi o eco da indignação e do sofrimento de milhares de famílias de trabalhadores e aposentados dos Correios, milhares representados pela Associação dos Profissionais dos Correios - ADCAP.

Houve total convergência entre as conclusões de todas as instituições que se manifestaram na audiência pública: Tribunal de Contas da União, com diversos processos e julgamentos condenando o BNY; Postalis, com diversas ações tramitando no judiciário, de igual modo, contra o BNY; A Previc, com diversos processos condenando o BNY e  a ADCAP, com ações, no Brasil e nos EUA, e inúmeras manifestações denunciando o BNY MELLON.

 Para quem observa de fora, o rombo bilionário do Postalis pode parecer apenas uma cifra abstrata em meio aos noticiários econômicos. Mas para nós, participantes, assistidos e pensionistas, esse desastre financeiro tem um peso real e cruel que se traduz, todos os meses, em um corte drástico nos contracheques de quem deveria estar desfrutando de uma aposentadoria digna. 

A dura realidade que enfrentamos decorre, em grande proporção, das ações e omissões do banco BNY Mellon. Durante mais de uma década, a instituição atuou como gestora, exclusiva, e garantidora de aplicações do fundo. O resultado dessa gestão foi uma verdadeira devastação patrimonial: dezenas de "investimentos" feitos sem qualquer viabilidade econômica, injetados em empresas e bancos que quebraram, como o Banco BVA, Banco Cruzeiro do Sul, OAS e UTC. Para ocultar o rastro do prejuízo e dificultar auditorias, o banco arquitetou uma complexa teia de fundos de fundos. Uma estrutura deliberadamente desenhada sem garantias executáveis, que pulverizou a poupança de uma vida inteira de quem dedicou seus melhores anos à estatal. 

A engenharia financeira usada pelo BNY Mellon nos remete imediatamente a escândalos financeiros mais recentes e candentes, como o caso do Banco Master. Embora as arquiteturas difiram — no Master, utilizou-se as garantias do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) para alavancagem, enquanto no BNY a estratégia foi o emaranhado de fundos sem lastro —, o modus operandi de lesar investidores e o desfecho final são exatamente idênticos: a destruição de patrimônio alheio. É um golpe que se repete, mudando apenas os personagens e a blindagem jurídica dos operadores.

Para o participante do Postalis, no entanto, a conta dessa teia já chegou. Há anos nossa categoria sofre na pele as consequências diretas de planos de equacionamento agressivos. Os assistidos estão obrigados a arcar com uma cobrança de contribuição extraordinária de 23,21%, imposta de modo vitalício. Como se não bastasse, houve uma redução de 75% no 13º salário, a eliminação do pecúlio por morte e o corte de 50% nas pensões destinadas a viúvos e viúvas. Mais de 10 mil colegas, asfixiados financeiramente, já se desligaram do plano simplesmente por não terem mais condições econômicas de permanência. Nossos trabalhadores estão pagando por um erro que não cometeram, enquanto assistem à iminência de novos aumentos nos descontos para cobrir outros déficits que já se configuraram no horizonte. 

O aspecto mais cruel desta história é o fator tempo. A discussão arrasta-se há longos 16 anos. O Ministério Público Federal (MPF) estima o montante dos prejuízos na casa dos R$ 8 bilhões. O Tribunal de Contas da União (TCU) já condenou o BNY Mellon a ressarcir mais de R$ 1 bilhão, e a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) também aplicou multas milionárias. Há farta comprovação de negligência, gestão temerária e conflito de interesses reunida desde a CPI dos Fundos de Pensão em 2016, na qual o BNY foi apontado como responsável por mais de R$ 4 bilhões em prejuízos diretos ao fundo. No entanto, até hoje, nenhum centavo foi efetivamente recuperado para o patrimônio dos servidores. 

A letargia do Governo Federal e a lentidão dos órgãos de controle criam um cenário propício para que uma instituição financeira estrangeira fuja de suas responsabilidades legais e contratuais. Enquanto o banco ganha tempo com recursos e manobras jurídicas, o tempo dos nossos aposentados está se esgotando. É uma penalização dolorosa ver que mais de 1 milhão de cidadãos e familiares correm o risco real de chegarem ao final de suas vidas sem ver uma solução concreta, perdendo a dignidade e a esperança no país. 

Não podemos mais aceitar essa paralisia. A audiência na Câmara precisa ser o estopim para uma cobrança enérgica, coordenada e urgente. É fundamental que o Congresso Nacional se mobilize e nos ajude nessa luta e interceda junto aos Correios, Postalis, AGU, TCU, Ministério das Comunicações, Poder Judiciário, Relações Exteriores e Banco Central. Cada um desses órgãos deve adotar providências imediatas para que o BNY Mellon devolva os valores geridos de modo criminoso. Proteger o Postalis não é uma questão corporativa; é devolver a subsistência e o direito ao descanso justo de milhares de pais e mães de família que foram covardemente lesados e preservar o patrimônio público da empresa de Correios – ou seja, há interesse público nessa solução.


📍 Assista a audiência na íntegra aqui ➡️ : https://www.camara.leg.br/evento-legislativo/82434



Direção Nacional da ADCAP.

ADCAP Net 19/06/2026 – Saiu na mídia: Servidores dos Correios pagam 24% do salário por prejuízo bilionário do Postalis, apontam debatedores

Os servidores dos correios pagam 24% do salário por prejuízo bilionário do postalis. o mau uso dos recursos do fundo foi descoberto há 16 anos, mas até hoje não houve punição aos gestores responsáveis pelas perdas financeiras. o tema foi debatido em audiência pública na câmara e a repórter emanuelle brasil acompanhou 


Participantes de debate na Câmara dos Deputados alertaram (17/6) que servidores dos Correios sofrem retenção de 24% do salário mensal para cobrir o déficit do Postalis. A cobrança ocorre 16 anos após o caso envolvendo os prejuízos causados ao fundo de pensão pelo BNY Mellon, período no qual os gestores responsáveis pelas perdas financeiras permanecem sem punição.

A audiência pública foi realizada pela Comissão de Trabalho, a pedido do deputado Luiz Carlos Motta (PL-SP).

O presidente da Associação dos Profissionais dos Correios ( ADCAP ), Roberval Borges Correia , destacou que mais de 10 mil pessoas deixaram o plano de previdência devido ao peso da cobrança extra sobre aposentadorias, cujos valores variam entre R$ 1.200 e R$ 2.000.

"Os trabalhadores e aposentados dos Correios contribuíram a vida inteira para formar sua poupança de complementação para sua aposentadoria e hoje um quarto praticamente do valor é descontado no seu contracheque."

O diretor de Gestão Previdencial do Postalis, Leandro Augusto Ferreira Medeiros, estima o tamanho do prejuízo na ordem de R$ 15 bilhões. Para equacionar a dívida e evitar a liquidação do plano, o valor foi dividido entre os Correios, que assumiram R$ 7,6 bilhões, e os trabalhadores, que arcam com a outra metade.

"Do patrocinador, nós temos R$ 7,6 bilhões, que é um contrato de dívida assinado e reconhecido para poder fazer frente a esse equacionamento dos R$ 15 bilhões. Então, somando as duas partes, R$ 7,6 bilhões para cada uma delas, participantes e patrocinadora."

Nesse ponto, o deputado Luiz Carlos Motta criticou a ausência de punição aos envolvidos.

"O que a gente percebe é que não acontece nada com essas pessoas. Quem acaba pagando são os atuais funcionários, os aposentados e veem descontado nos seus holerites algumas aberrações de coisas que foram mal administradas por pessoas que foram confiadas para administrar os fundos de pensões".

Durante o debate, o auditor-chefe do Tribunal de Contas da União (TCU), Agostinho Garrido de Carvalho, informou que as condenações contra o banco ajuizadas pelo Tribunal de Contas somam R$ 833 milhões, mas o dinheiro ainda não foi pago em razão de impasses na Justiça. Uma das ações de cobrança, da ordem de R$ 94 milhões, por exemplo, está suspensa por decisão judicial.

Ainda sobre a punição aos responsáveis, o presidente da Associação dos Profissionais dos Correios, Roberval Borges Correia, observou que o banco BNY já foi condenado pelo TCU e responde a ações na justiça por parte do Postalis, do Ministério Público Federal e da própria associação. No entanto, segundo Correia, não houve retorno efetivo de recursos ao patrimônio do fundo.

Fonte: Da Rádio Câmara de Brasília, Emanuelle Brasil.

quinta-feira, 18 de junho de 2026

Bahia, berço da nacionalidade brasileira, inicia, oficialmente, as comemorações dos 40 anos da ADCAP


Em Sessão Solene ocorrida na última terça-feira, 16/06/2026, na Assembleia Legislativa da Bahia, a ADCAP foi homenageada pelo transcurso dos seus 40 anos de existência. 

ADCAP, nascida na cidade de São Paulo em 20/12/1986, recebeu de Salvador, berço da nação brasileira, como nossa primeira capital, a primeira homenagem oficial pelos seus 40 anos de existência.

A Sessão Solene foi presidida pela Deputada Estadual Ludmila Fiscina e a mesa diretora contou com a participação do Superintende Estadual dos Correios na Bahia - José Nunes, do Presidente da ADCAP Nacional - Roberval Borges Correa, do Presidente da ADCAP BA - Cláudio Moras, do integrante do COD do Postalis - Edgard Cordeiro e da vice-presidente da ADCAP BA – Carla Mara Ataíde.

Em sua manifestação a Presidente da Sessão desejou vida longa à ADCAP e o Presidente da ADCAP Roberval destacou: 

“A Associação dos Profissionais dos Correios - ADCAP se constitui em espaço democrático, de livre associação, se constituindo na instituição representativa dos profissionais dos correios com maior diversidade representativa. A ADCAP possui caráter nacional, assumindo, também na dimensão territorial, como a instituição de maior capilaridade e dispersão.

A ADCAP possui gênese de luta, organização e independência, criada ainda no início do processo de redemocratização, em 20 de dezembro de 1986, antecedeu muitas instituições representativas de trabalhadores em diversos setores. Nasceu com propósito de mudar a realidade de algumas categorias. Sem qualquer financiamento de ordem pública, assim, tendo autonomia econômica, exerceu sua independência, assumindo posições ligadas diretamente aos interesses de seus associados e mantenedores. Sem vínculos político-partidários, sem qualquer subordinação institucional.

Fiel a sua gênese, a ADCAP construiu sua história de luta e representação, com liberdade, profissionalismo, ética e pluralidade.”

O Presidente da ADCAP BA - Cláudio Moras, rendeu homenagens aos ex-dirigentes da ADCAP BA, que com seu esforço e abnegação conduziram a história da instituição.

Edgard Cordeiro, manifestou seu reconhecimento pela luta diuturna da ADCAP em prol da melhoria de vida dos trabalhadores e aposentados dos Correios.

Ao final da cerimônia, foram entregues placas de reconhecimento as lideranças da ADCAP BA e Nacional como reconhecimento pelos trabalhos realizados.



Direção Nacional da ADCAP.

segunda-feira, 15 de junho de 2026

Audiência na Câmara discutirá prejuízos bilionários do Postalis causados por BNY Mellon, 16 anos depois do caso

 Postalis teve prejuízo de R$ 8 bilhões, na avaliação da Associação dos Profissionais dos Correios (ADCAP) 


O Globo
15/06/2026

Em meio às investigações envolvendo o Banco Master, que vêm desvendando prejuízos a diversos fundos de pensão Brasil afora, pode ser pouco auspicioso constatar que, passados 16 anos do caso envolvendo os prejuízos causados ao Postalis (fundo de pensão dos empregados dos Correios) pelo BNY Mellon nem um tostão foi recuperado. Os desdobramentos do caso serão discutidos em uma audiência pública marcada para esta quarta-feira, às 16h30m, na Câmara dos Deputados. A estimativa da Associação dos Profissionais dos Correios ( ADCAP ) é de um rombo de R$ 8 bilhões no fundo de pensão dos servidores devido a gestão feita pelo banco americano do dinheiro dos aposentados da estatal.

Para Roberval Borges Corrêa, presidente da ADCAP, a audiência - convocada pelo presidente da Comissão de Trabalho da Câmara, o deputado federal Marcos Tavares - pode ser uma importante oportunidade para buscar esclarecimentos, acompanhar o andamento das investigações e defender os interesses dos empregados, aposentados e pensionistas afetados. O debate público, diz Corrêa, é um passo na busca por transparência, responsabilização e soluções que contribuam para a proteção do patrimônio previdenciário dos participantes do Postalis. Ele lembra que o banco já foi condenado pelo TCU e que há diversas ações em tramitação na Justiça. A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) também aplicou multas milionárias relacionados ao caso. Tudo até agora sem um retorno efetivo para o patrimônio do fundo dos servidores.

— O banco BNY já foi condenado no Brasil pelo Tribunal de Contas da União (TCU) em mais de R$ 1 bilhão e possui diversas ações na Justiça por parte do Postalis, do Ministério Público Federal (MPF) e da ADCAP. O montante estimado da dívida supera R$ 8 bilhões, mas, até agora, nada foi recuperado — diz o presidente da ADCAP.

Corrêa destaca que os métodos que levaram a prejuízos em vários fundos de pensão no caso Master são distintos dos utilizados pelo BNY Mellon, mas que o resultado final é o mesmo: prejuízo.

— No Master, a arquitetura dos investimentos utilizou as garantias do Fundo Garantidor como alavancagem, um golpe contra o sistema. No BNY, a arquitetura foi criar fundos de fundos em uma teia difícil de identificar onde começa e onde termina. Neste último caso, tratava-se de investimentos sem garantias.