sexta-feira, 6 de novembro de 2020

Adcap Net 06/11/2020 - Privatizar por privatizar não melhora o Brasil - Veja mais!

Privatizar por privatizar não melhora o Brasil

A recente crise provocada pelo Decreto 10.530, de 26/10, que abria caminho para a privatização do SUS, e a forte reação vi...

Jornal do Brasil
Por Marcos Alves
06/11/2020

A recente crise provocada pelo Decreto 10.530, de 26/10, que abria caminho para a privatização do SUS, e a forte reação vinda da sociedade contra essa intenção do governo federal mostrou que posicionamentos meramente ideológicos começam a ser percebidos como nocivos à coletividade.

Privatizar por privatizar, para cumprir promessas de governo ou para agradar simpatizantes - banqueiros, consultorias e empresários interessados em ganhar com as transações ou com o espólio - não melhora o Brasil e a sociedade começa a perceber isso mais claramente e a reagir contra essa sanha.

No caso específico dos Correios, alçado agora pelo governo federal à posição de bola da vez na fila das privatizações, já que a resistência à privatização da Eletrobras tem se mostrado forte, também se coloca em risco uma conquista histórica dos brasileiros – um serviço postal presente e acessível.

Num país com as características do Brasil, com um território continental e diferenças marcantes entre as regiões, os brasileiros podem contar com o mesmo serviço postal em todos os municípios, da grande São Paulo à pequena Serra da Saudade. E, apesar de o Brasil ser o 5º maior país em extensão territorial, os brasileiros pagam pelo envio de suas correspondências uma das menores tarifas do mundo.

Ao longo do tempo, os Correios têm conseguido manter sua infraestrutura sem depender de recursos do governo federal. Ao contrário do que alguns tentam pregar, alegando que o serviço postal onera o Estado, o que se viu nos últimos dez anos foi exatamente o contrário – o Tesouro Nacional depauperou a Empresa, recolhendo em dividendos bem mais do que a organização produziu de lucros. Assim, apesar de tratar-se de uma instituição que não visa lucros, mas sim a prestação de serviço público, os Correios têm se mostrado sustentáveis e até lucrativos.

O que explicaria, então, a intenção do governo federal de privatizar os Correios mesmo assim, ou então de quebrar o monopólio postal, como alguns mencionam?

Certamente a motivação não está no interesse público, que se encontra bem atendido pelos Correios como empresa pública, se não com perfeição, posto que há sempre flancos a melhorar e em algumas regiões como o RJ estes flancos estão mais expostos, mas com uma formulação que tem se mostrado exitosa e econômica.

Num contexto em que o interesse público ocupasse mesmo o lugar principal, o governo federal deveria estar pensando em como desenvolver ainda mais os Correios, aproveitando as oportunidades que lhe foram abertas pela Lei nº 12.490/11. Isso sim poderia melhorar o Brasil, favorecendo tanto os cidadãos como as empresas brasileiras. Por que não retomar o Banco Postal, selecionando um novo parceiro para ocupar o vazio deixado com o encerramento da parceria com o Banco do Brasil? Por que não expandir os negócios dos Correios para países onde o Brasil tenha interesse de intensificar o comércio bilateral, favorecendo, assim, as empresas brasileiras? Por que não expandir os negócios dos Correios para atividades relacionadas às operações tradicionais, utilizando, para isso, de parcerias com a iniciativa privada, na forma de coligadas?

Se o viés ideológico não contaminasse a visão do governo federal, já teriam percebido que os Correios são uma infraestrutura muito valiosa para o país, não pelos ativos que possui, mas sim porque constitui uma base já construída e em plena operação, a partir da qual se desenvolvem incontáveis negócios, com destaque especial para o comércio eletrônico. Algo assim tem muito valor, especialmente no momento pelo qual passa a humanidade, com uma pandemia mostrando que a logística precisa estar no centro das atenções de qualquer país.

Os Correios são parte importante da solução e não um problema a ser resolvido.
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Marcos Alves é vice-presidente da
Associação dos Profissionais dos Correios (ADCAP)



 

Direção Nacional da ADCAP.

Adcap Net 06/11/2020 - A importância dos Correios para o Brasil e início da entrega de livros didáticos - Veja mais!

 Nesta edição do ADCAP NET trazemos dois artigos do Prof. Igor Venceslau, da USP, que tratam da importância dos Correios para o Brasil.

 
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A importância dos Correios no pós-pandemia

Monitor Mercantil
05/11/2020

A situação de emergência pela pandemia da Covid-19 consolidou a comercialização à distância e trouxe milhões de novos consumidores para o comércio eletrônico. Com as lojas fechadas, durante meses as compras pela internet eram a única opção viável na maioria das cidades brasileiras. Nos 5.570 municípios, grande parte dessas mercadorias chegam nos domicílios por meio dos Correios, que até 2019 foi responsável por mais de 2/3 dessas entregas. Mas e se os Correios tivessem sido privatizados antes da pandemia?

Com mais de 350 anos, o serviço postal brasileiro é um elemento indispensável para a integração do território nacional, sendo os Correios a única instituição cuja capilaridade atinge todos os municípios, cumprindo o princípio de universalidade presente na Constituição de 1988. Com essa característica, é possível oferecer a todos os lugares não somente o serviço de cartas, telegramas e encomendas, mas também a logística de comércio eletrônico e a execução uma série de políticas públicas.

Essas políticas são as mais diversas: desde a saúde, com a distribuição de vacinas e materiais para os postos de saúde do SUS, até a educação, com a entrega de livros didáticos e dos exames nacionais como o Enem, que ocorrem simultaneamente em todos os municípios onde a prova é aplicada.

Agora, com as eleições, o serviço postal é fundamental para o envio de todo o material necessário, em alguns casos as próprias urnas eletrônicas. Em 2021, o sucesso de uma campanha de vacinação em massa contra a Covid-19 dependerá em grande medida da estrutura logística dos Correios para alcançar desde as grandes metrópoles às cidades ribeirinhas da Amazônia, em tempo recorde.

O comércio eletrônico, por sua vez, é o responsável por uma atualização do serviço postal, que não desapareceu com o advento da internet como postulavam as teses mais conservadoras na virada do século, pelo contrário: o fluxo postal aumentou em 50% entre os anos de 2000 e 2010. Conforme o e-commerce brasileiro se consolida na pandemia, mais uma vez o setor postal se torna essencial e lucrativo.

Por isso mesmo, outra vez ressurge a proposta de privatização dos Correios, sem o necessário debate que envolve a complexa questão. Quando empresas como Amazon, FedEx e DHL anunciam interesse na compra da estatal, um sinal amarelo se acende: a entrega de um serviço estratégico a uma empresa estrangeira, especialmente quando algumas delas estão envolvidas nos mais polêmicos casos recentes de uso indevido de dados dos consumidores, parece não ser a via mais inteligente.

Se o controle do correio é entregue a corporações que atuam unicamente nas regiões mais lucrativas, deixando muitas cidades desassistidas, como aconteceu na vizinha Argentina, seguramente as empresas de e-commerce também serão atingidas, porque não poderão vender para todo o país.

Enfrentar o isolamento social, que já não se sabe quando terminará, e a posterior campanha de vacinação em massa exigirá um serviço que conecte todos os lugares. Abrir mão da integração do território nacional conquistada a duras penas em mais de três séculos não parece ser a estratégia de um país que adentra o século XXI aspirando qualquer lugar digno no mapa mundi da economia – e da cidadania. A soberania nacional também parece estar ameaçada, já que nem mesmo as nações mais liberais como os EUA venderam suas empresas estatais de correio.

É hora de retomar os princípios constitucionais como norteadores do desenvolvimento nacional. Aqui ganham tanto as empresas quanto os cidadãos dos povoados mais longínquos. Perder o que nunca tivemos – a vacina – até podemos compreender. Agora perder o que já temos de melhor – a capacidade de distribuí-la com eficácia – resulta em ação inapropriada, sobretudo se lembramos que os Correios são uma empresa que custeia sua operação com o próprio lucro, que está no azul e tende a crescer no pós-pandemia, não dependendo de impostos ou repasses do Tesouro.


Igor Venceslau
Doutorando em Geografia Humana/USP.
igorvenceslau@usp.br
Este texto é derivado dos resultados da dissertação de mestrado "Correios, logística e uso do território: o serviço de encomenda expressa no Brasil", disponível em teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8136/tde-03032017-160848/pt-br.php

 

Por que o Brasil precisa de um correio público?

Artigo do professor Igor Venceslau, doutorando em geografia humana na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP

USP
05/11/2020

O confinamento imposto pela situação de emergência na pandemia da Covid19 vem escancarando a relevância de três setores fundamentais do Brasil: as universidades públicas, o Sistema Único de Saúde e o correio. Com as instituições e o comércio fechados por meses, tanto o envio de documentos essenciais quanto a compra de produtos básicos foram realizados a distância, sendo possível, na maioria dos lugares, por conta do serviço postal. Como teriam sido esses primeiros meses de pandemia sem um correio público no Brasil?

Com mais de três séculos e meio, o correio foi um elemento fundamental no processo de integração territorial brasileiro. Inicialmente conectando algumas cidades do litoral à metrópole lusitana, aos poucos o serviço postal e telegráfico foi se difundindo até alcançar, no último quartel do século XX, todo o território nacional. Com o advento da Internet, as teses que advogaram o fim do correio não se confirmaram: do contrário, houve um aumento significativo do fluxo postal e o surgimento de serviços expressos com rastreamento permitiu maior agilidade. Na virada do século, o advento do comércio eletrônico culminou num crescimento do correio sem precedentes, tendo o Brasil passado de 6 para 9 bilhões de objetos postais/ano entre 2000 e 2010.

Por sua relevância para a integração territorial, o serviço postal está incluído na Constituição de 1988, que atribuiu à União competência em oferece-lo de maneira universal. Única instituição pública presente em todos os 5570 municípios brasileiros, os Correios possuem uma capilaridade que o serviço bancário ou o acesso à Internet jamais alcançou, cobrindo todo o território por meio de agência próprias. Essa conexão dos lugares é um atributo que permite a integração de um território vasto e desigual, como o brasileiro.

Não é o mesmo realizar uma logística em São Paulo e nas cidades ribeirinhas da Amazônia. Mais difícil é realizar ambas ao mesmo tempo, de maneira articulada, o que possibilita aos Correios um papel como "braço logístico" do Estado para a execução de políticas públicas, dentre as quais destaco três pela atualidade na conjuntura. Parte significativa dos materiais que chegam os postos de saúde e unidades de atenção básica nos municípios são entregues pelos Correios, aí incluídas as vacinas, especialmente para as cidades pequenas, que são a maioria. Para o Ministério da Educação, o correio público é essencial na distribuição de livros didáticos a tempo do calendário escolar, maior operação dessa natureza no mundo; além dos exames como o ENEM, que acontecem concomitantemente em todos os lugares e as provas são entregues e devolvidas pelos Correios. Agora nas eleições, parte do material necessário, em muitos casos as próprias urnas eletrônicas, devem ser entregues a tempo e em segurança em todo o país. Isso custa pouco (ou nada) para um Estado que possui uma empresa estatal.

Contudo, eventualmente ressurge a proposta de privatização dos Correios, geralmente descontextualizada da discussão necessária e valendo-se apenas dos balanços fiscais, que já voltaram ao azul após um breve período de problemas entre 2015 e 2017, e deve crescer muito após a pandemia. Devemos ter em conta, também, que os Correios não utilizam dinheiro proveniente de impostos, sendo uma empresa cujos lucros custeiam totalmente sua operação.

No mundo, o modelo de serviço postal público é absolutamente majoritário, cuja importância foi mais uma vez destacada pelos recentes embates envolvendo o voto pelo correio nas eleições presidenciais dos EUA, país que mantém a estatal USPS.

Experiências de privatização como na Argentina ou Portugal, por outro lado, não se mostraram adequadas porque a empresa privada restringiu o atendimento às maiores
cidades e regiões mais lucrativas.

Ocorre que a maioria dos países têm absoluta noção do que significa para a soberania nacional entregar um serviço estratégico para uma empresa privada, principalmente no caso de empresas estrangeiras como FedEx, DHL ou Amazon, que já anunciaram interesse na compra dos Correios. Não apenas o controle dos fluxos que articulam os lugares, está em jogo também as informações do cadastro de endereços e o que chega nos domicílios. O princípio da inviolabilidade postal não estaria garantido em empresas que já demonstraram como tratam os dados dos consumidores.

Por isso mesmo um processo de privatização dos Correios precisa passar por uma mudança na própria Constituição, no rito de 3/5 de aprovação em duas votações nas duas casas do legislativo. As consequências da privatização, uma proposta que atenderia aos interesses de empresas estrangeiras, poderiam ser sentidas desde as pequenas cidades que ficariam sem atendimento e na inviabilidade de políticas públicas universais, até no próprio comércio eletrônico com a eliminação de um agente logístico que atende a todos os lugares.

É preciso retornar, portanto, para a discussão da cidadania e do serviço postal como um direito universal constitucional. A saída estaria em reassumir um projeto nacional condizente com a Constituição vigente e garantindo a integração territorial conquistada com séculos de dificuldades. Nessa empreitada, duas ideias fundamentais podem nos inspirar: a insistência num modelo cívico do território, como postulou o geógrafo Milton Santos; e busca por uma alternativa de logística para os lugares, como pleiteava Bertha Becker em seus estudos sobre a Amazônia brasileira.

Este texto é derivado dos resultados da pesquisa Correios, logística e uso do território: o serviço de encomenda expressa no Brasil, financiada pela FAPESP. Dissertação disponível aqui. Artigo do professor Igor Venceslau, doutorando em geografia humana na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP.

Correios inicia operação para entrega de livros didáticos

São cerca de 2.500 pessoas envolvidas diretamente na operação

Rádio EBC
05/11/2020

O Revista Brasil falou sobre a megaoperação dos Correios, com distribuição de livros e materiais paradidáticos do Programa Nacional do Livro Didático (PNLD). O programa entrevistou Samuel de Jejus Bois, chefe do Departamento de Logística da instituição.

Confira o player AQUI.

A empresa participa do PNLD há 26 anos e faz a entrega de diversas formas, inclusive avião e barco.

Samuel comentou que a Região Norte é sempre um desafio, pois há lugares que levam dez dias para a entrega.

São cerca de 2.500 pessoas envolvidas diretamente na operação. Neste ano serão 170 milhões de livros didáticos.

"Nunca deixamos de entregar todos os livros para todas as escolas", afirmou.

 


 

Direção Nacional da ADCAP.


quarta-feira, 4 de novembro de 2020

Desmontando Fake News nº 16 - ADCAP contrapõe argumentos a respeito de comentários do Ministro das Comunicações sobre a Privatização

 

Como estamos numa luta desigual, em que a mídia reproduz informações distorcidas provenientes de órgãos do governo federal a respeito dos Correios e a própria empresa não se defende, emudecida por um direção subserviente e comprometida com o desmonte da organização, a ADCAP passará a oferecer por esse canal seu posicionamento sobre matérias que tratarem dos Correios.

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O Portal Cidade Verde trouxe hoje matéria a respeito de visita do Ministro das Comunicações ao Piauí. Nesta edição abordaremos alguns comentários do Ministro contrapondo nossos argumentos a respeito do que foi dito.


Fábio Faria: "Mas acredito que hoje temos uma pesquisa que em torno de 77% da população é favorável à privatização."

Comentário da ADCAP: A associação desconhece essa pesquisa mencionada pelo Ministro e registra que, apesar das declarações despropositadas de autoridades do governo federal tentando macular a imagem da Empresa, os Correios permanecem entre as instituições em que os brasileiros mais confiam, juntamente com a família e os bombeiros. 

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Fábio Faria: "Se vai ser privatização, se vai ser concessão, mas é um modelo que vai melhorar a entrega e quem vai ser beneficiado é a população, que vai ter um serviço de mais qualidade e vai chegar mais rápido."  

Comentário da ADCAP: A qualidade do nosso serviço postal sempre foi reconhecida como uma das melhores do mundo e a carta brasileira tem uma das menores tarifas apesar de o Brasil ser o 5º país do mundo em território. Além disso, Portugal, o último país a ter privatizado seu serviço postal, mostrou exatamente o contrário do que fala o Ministro, ou seja, os preços subiram e a qualidade do atendimento piorou, a ponto de a população portuguesa estar pedindo ao governo que reestatize seu correio.

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Em vez de continuar defendendo a privatização dos Correios para estar alinhado ao que pregam os ultraliberais, que defendem a completa desmontagem do Estado, o Ministro poderia, por exemplo, multiplicar rapidamente o alcance do programa de instalação de pontos de internet banda larga utilizando as agências dos Correios. Se fizesse isso, poderia alcançar rapidamente cidades muito menores que as visitadas (Piripiri e Pedro II), como Miguel Leão, Santo Antônio dos Milagres, São Miguel da Baixa Grande, Olho d´Água do Piauí, Pedro Laurentino, Aroeiras do Itaim, Floresta do Piauí etc. Os Correios estão em todas elas.

Os Correios sempre fizeram parte da solução e não do problema. O Ministro precisa saber disso!

 

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Os brasileiros merecem receber melhores informações e os devidos contrapontos ao discurso falacioso do governo. A ADCAP estará atenta às matérias que tratem dos Correios e divulgará amplamente sua opinião e suas observações a respeito. 

 

Direção Nacional da ADCAP.

Adcap Net 04/11/2020 - Correios já estão com campanha preparativa para a Black Friday 2020 - Veja mais!

Lives preparativas dos Correios darão dicas sobre a Black Friday para empreendedores

Empresa estima que o evento de 2020 seja o maior de todos os anos

O Povo
03/11/2020

Empresa explica que atua em todos os municípios do Brasil e estima que entrega 40 encomendas por segundo no País. (Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil)


Os Correios já estão com campanha preparativa para a Black Friday 2020. A empresa irá oferecer, em todas as quintas-feiras de novembro, lives com conteúdo para apoiar os empreendedores brasileiros e dar dicas pra eles se prepararem para a data que promove descontos, em lojas virtuais e físicas, na última sexta-feira de novembro. As lives serão sempre às 11h no canal do YouTube dos Correios. 

O evento de abertura foi realizado em formato on-line e contou com a presença de Cássio Brandão, executivo da Google; Leonardo Palhares, presidente da Câmara e-Net, e Samuel Gonsales, diretor da plataforma E-Commerce Brasil.

Na abertura, Cássio Brandão frisou o crescimento do comércio virtual mesmo em tempo de pandemia. De acordo com o executivo, somente nos últimos seis meses, 10,2 milhões de pessoas se tornaram novos compradores pela internet, o que representa um aumento de quase 25% no número de consumidores on-line em comparação com dados do ano passado. "As buscas por itens de varejo dobraram de janeiro a setembro, em comparação com o mesmo período do ano passado, e é nesse cenário que vem a Black Friday este ano", explicou.

De acordo com Carlos Henrique Ribeiro, diretor de operações dos Correios, a empresa tem estrutura para fazer todas as entregas das compras da data. "O e-commerce está no nosso DNA. Os Correios entregam 40 encomendas por segundo e nós temos uma estrutura respeitável: mais de 11 mil unidades de atendimento, quase 50 unidades de tratamento, terminais de cargas em aeroportos, mais de mil unidades pra entrega, mais de 25 mil veículos próprios, principalmente pra distribuição, um efetivo de quase 100 mil pessoas, sendo mais de 80% na operação", informou.

O diretor de Negócios do Correios, Alex do Nascimento, explicou que a empresa possui uma serviços disponíveis para soluções no comércio eletrônico. "Os Correios têm um portfólio de soluções para encomendas, que estão sendo modernizadas para melhor atender o e-commerce. Nós estamos acelerando a entrega do Sedex, um produto líder de mercado", pontua o diretor.

Serviço
Campanha dos Correios para a Black Friday 2020
Quando: 5, 12, 19 e 26.
Horário: às 11h.
Onde: canal dos Correios no YouTube.
Gratuito.


 

Direção Nacional da ADCAP.

Novembro Azul - Lado a Lado para mudar a saúde do homem!

A campanha Novembro Azul desenvolvida para conscientizar os homens sobre a importância de serem protagonistas de sua saúde, cuidando dela de maneira integral. Durante todo o mês de novembro, serão realizadas inúmeras ações para alertar sobre a importância de adotar hábitos saudáveis, do diagnóstico precoce e da realização dos exames necessários para detectar o câncer de próstata.

Acesse o Instituto:
 https://www.ladoaladopelavida.org.br/novembro-azul

Fique por dentro. Participe.
 

ADCAP NACIONAL



terça-feira, 3 de novembro de 2020

Desmontando Fake News nº 15 - Fora do governo, Salim Mattar continua disseminando fake news

Como estamos numa luta desigual, em que a mídia reproduz informações distorcidas provenientes de órgãos do governo federal a respeito dos Correios e a própria empresa não se defende, emudecida por um direção subserviente e comprometida com o desmonte da organização, a ADCAP passará a oferecer por esse canal seu posicionamento sobre matérias que tratarem dos Correios.

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Apesar de estar fora do governo, Salim Mattar foi ouvido pela Revista Veja, a respeito do tema privatizações. Como o ex-Secretário novamente proferiu falácias a respeito dos Correios, a entrevista em questão mereceu abordagem nesta edição nº 15 do "Desmontando Fake News".

Veja: A determinação de que os Correios estejam em todos os municípios pode motivar resistência para a venda?

Isso como entrave é uma mentira da esquerda, dos que não querem a privatização. A Caixa Econômica Federal está em mais municípios do que os Correios, assim como as loterias.

Comentário da ADCAP: Como os Correios estão presentes em todos os municípios brasileiros, a declaração do Secretário é absurda. Além disso, as redes dos Correios e da Caixa + loterias são redes com propósitos e características distintas. O Secretário repete erradamente o briefing que recebeu quanto esteve na SEST, o qual tentava atenuar a questão de, com uma eventual privatização dos Correios, o governo estar renunciando a um ponto de presença em todos os municípios brasileiros.

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Salim: As pessoas que são contra as privatizações e a esquerda implementam estas falácias. Quem vai entregar carta na Amazônia? perguntam eles. Falácia, principalmente dos sindicatos e funcionários.

Comentário da ADCAP: As declarações falaciosas são do ex-Secretário, que está, inclusive, sendo processado por isso pela ADCAP. A indagação sobre como ficará a entrega de cartas no interior do país é completamente pertinente, pois, como se sabe, a iniciativa privada sempre busca atuar onde tem lucro. No Brasil, em apenas 324 municípios o serviço postal gera mais receitas que despesas; nos demais, a infraestrutura presente custa mais do que arrecada.

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Salim: Não há divergência em relação aos Correios. Não há resistência do Congresso Nacional em relação à privatização dos Correios. Existem, o que é natural, alguns segmentos, partidos mais à esquerda, alguns deputados com relação com sindicatos. Existe alguma minoria contrária, o que é natural em uma democracia como a nossa. A grande maioria é favorável à privatização dos Correios.

Comentário da ADCAP: O Congresso Nacional sequer se debruçou sobre a questão da intenção de privatização dos Correios, o que torna completamente falaciosa essa declaração do ex-Secretário. Quando e se o assunto chegar ao Congresso Nacional, a sociedade brasileira saberá como o parlamento verá essa questão.

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Salim: A Constituição está sendo violada, pelos governos anteriores e por este governo, enquanto detiver empresas.

Comentário da ADCAP: Em seu extremismo neoliberal, o ex-Secretário profere mais uma falácia, interpretando de forma completamente enviesada o que está na Constituição. Na verdade, o que se viu até agora foi o governo federal tentando buscar "atalhos" para driblar o que está expresso na Constituição e privatizar estatais sem seguir a tramitação normal desse tipo de tema, incluindo a apreciação pelo Congresso Nacional.

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Veja: Uma das críticas à privatização neste momento é de que as empresas estão desvalorizadas por causa da pandemia. O preço de venda hoje é deficitário?

Salim: Isso é uma falácia. Os Correios têm prejuízo de 11,5 bilhões de reais no fundo de pensão, o Postalis. Existe outro rombo de 3,5 bilhões de reais nos planos de saúde. Se deixar lá por mais cinco anos, esses 15 bilhões de reais virariam 30 bilhões de reais. A verdade: quanto mais rápido vender, melhor para o governo. Essa história de aumentar o valor dos Correios para vender é uma falácia de quem pretende continuar administrando a empresa. É mentira. Quem paga esse prejuízo sou eu e você, então temos que nos livrar o mais rápido possível. 

Comentário da ADCAP: Com a moeda brasileira no fundo do poço e as empresas em geral com grandes problemas de caixa no mundo todo, não é preciso argumentar muito para demonstrar que a declaração do ex-Secretário é completamente desprovida de qualquer base e que o momento é extremamente ruim para se desfazer de qualquer ativo.

No caso dos Correios, que produziu lucros de mais de R$ 900 milhões nos últimos três anos e que já acumulou neste ano mais de R$ 770 milhões de lucros até agosto, as afirmações do ex-Secretário se mostram, então, completamente desarrazoadas.

No caso do fundo de pensão e do plano de saúde dos Correios, o ex-Secretário também repete sem saber do que fala argumentos falaciosos que recebeu quando esteve no governo, para tentar justificar o injustificável. Mistura questões contábeis com econômicas, sem nenhum aprofundamento, para confundir a audiência. E omite questões importantes, como a retirada excessiva de dividendos que o governo federal impôs aos Correios ou o congelamento tarifário.

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A ADCAP deixa alguns comentários finais para reflexão:

Os Correios não foram feitos para produzir lucros; mesmo assim produziram R$ 770 milhões de lucro até agosto, em plena pandemia. Quantas empresas públicas ou privadas no Brasil ou no mundo podem apresentar neste momento um resultado igual ou superior a esse? Pois é! E nenhuma outra dessas empresas cuida sozinha da responsabilidade de levar o serviço postal a todos os municípios de um país que tem o 5º maior território do mundo e grandes diferenças regionais.

Os Correios são um paradigma de empresa pública que deve mesmo incomodar extremistas neoliberais como o ex-Secretário.    

 

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Os brasileiros merecem receber melhores informações e os devidos contrapontos ao discurso falacioso do governo. A ADCAP estará atenta às matérias que tratem dos Correios e divulgará amplamente sua opinião e suas observações a respeito. 

 

Direção Nacional da ADCAP.


Adcap Net 03/11/2020 - Debatendo a intenção de privatização e ações de modernização dos Correios - Veja mais!

Privatização dos Correios

TV 247
03/11/2020
 
 
Andrea Trus entrevista Marcos César Alves Silva, atual vice-presidente da ADCAP (Associação dos Profissionais dos Correios) e Administrador Postal formado pela Escola Superior de Administração Postal. Trabalhou por 37 anos nos Correios, onde exerceu diversos cargos executivos, sendo o último deles o de conselheiro no Conselho de Administração, no período de 2013 a 2018.
 
Assista a entrevista AQUI.
 
Correios se modernizam a tempo para as entregas da Black Friday

TV Brasil
02/11/2020

O comércio espera que a Black Friday, este ano, seja a maior de todos os tempos e os Correios buscam novas tecnologias para garantir a entrega das encomendas. 

Veja AQUI.
 


 

Direção Nacional da ADCAP.