sexta-feira, 12 de junho de 2026

ADCAP 40 Anos - Concurso de Poesia


A partir do dia 15/06 (segunda-feira) estarão abertas as inscrições para o Concurso de Poesia, iniciativa que faz parte das comemorações dos 40 anos  da nossa Associação. Os associados terão 2 meses para se inscreverem, com o encerramento em 15/08 (agosto/2026). Prepare sua inspiração!!!

🗓️ 15/06 - Início das inscrições para o Concurso de Poesia
📍  Link para Inscrição: https://admin.adcap.org.br


40 anos de história. Você não pode deixar de fazer parte desta celebração!


#ADCAP
#Associados
#ConcursosADCAP
#JuntosSomosMaisFortes


Lembrando:

🗓️  22/06 - Início das inscrições para o Concurso de Fotografia
🗓️  24/06 - Início das inscrições para o Festival de Música



Direção Nacional da ADCAP.

Processo de transformação dos Correios: Correios Patrimônio Nacional - A Resiliência e o Valor da Marca dos Correios do Brasil

No quinto artigo da série sobre o processo de transformação dos Correios, uma análise sobre os Correios como patrimônio, sua resiliência e a força de sua marca. Boa leitura!

É muito importante sua leitura.
Divulgue. Compartilhe nossas idéias. 


Direção Nacional da ADCAP.


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Correios Patrimônio Nacional - A Resiliência e o Valor da Marca dos Correios do Brasil


Por Marcos Cesar Alves Silva
Ex-Superintendente Executivo da Diretoria Comercial e ex-Conselheiro, integrante do Conselho de Administração dos Correios e Administrador Postal


Existem organizações que ultrapassam a fronteira da mera prestação de serviços para se transformarem em pilares da própria infraestrutura de uma nação. No Brasil, um país de dimensões continentais e contrastes profundos, os Correios desempenham esse papel de forma singular. Mais do que uma empresa de logística, a instituição representa a rede estrutural que conecta mercados, aproxima regiões e viabiliza o fluxo da economia de ponta a ponta. Sua marca carrega o peso de uma trajetória que se confunde com o próprio desenvolvimento do país.

Naturalmente, uma história de vida longa não se faz sem turbulências. Ignorar o cenário complexo que a organização enfrenta hoje — marcado por desafios operacionais severos e um sensível desgaste financeiro — seria descolar a análise da realidade. Como qualquer grande pilar que atravessa diferentes épocas, os Correios vivem atualmente um ciclo de provações profundas, onde o custo de manter a presença e a integração em cada canto do território nacional impõe pressões severas sobre seu equilíbrio contábil e operacional.

No entanto, é precisamente no ápice desses desafios que se manifesta a força de seu ativo de marca: a resiliência.

A relevância que a instituição mantém no ecossistema de negócios revela-se mais profunda do que as crises conjunturais. Olhar para os Correios neste momento exige um sentimento de profundo respeito por seu legado e, fundamentalmente, um olhar de esperança técnica. A discussão sobre o futuro da organização indica que há um interesse estratégico e coletivo em ver esse patrimônio logístico encontrar caminhos de sustentabilidade, modernizando-se para continuar cumprindo sua missão histórica de mover o ecossistema comercial do Brasil.

A Credibilidade Construída na Linha do Tempo

A credibilidade de uma infraestrutura nacional não se improvisa; ela é o reflexo de um acúmulo de serviços e entregas ao longo de gerações. No caso dos Correios, esse ativo histórico constitui o que a literatura de mercado conceitua como patrimônio de marca (brand equity). Ao longo do tempo, a chancela da instituição passou a carregar uma forte percepção de segurança, respeito ao sigilo e compromisso regulatório.

Essa solidez de longo prazo pode gerar um efeito de amortecimento em momentos de crise. Em tese, quando a organização enfrenta oscilações conjunturais, a existência de um histórico robusto permite que tais episódios sejam contextualizados como instabilidades passageiras, e não necessariamente como uma falha na essência da instituição. Desse modo, o valor acumulado pela marca atua como um ativo de resiliência reputacional, oferecendo uma base de sustentação que ajuda a preservar a estabilidade das relações comerciais mesmo diante de cenários desafiadores.

Reconhecimento: A Presença que Virou Identidade

O reconhecimento de marca dos Correios vai muito além dos índices tradicionais de lembrança espontânea (top of mind). A instituição possui uma presença capilarizada que a integra de forma orgânica à rotina de distribuição do país, conferindo à organização uma autoridade de mercado que se reflete diretamente na dinâmica comercial nacional.

Para o ecossistema de negócios, especialmente o comércio eletrônico, essa presença consolidada funciona como um balizador de legitimidade. Quando uma pequena ou média empresa utiliza os serviços da instituição para escoar sua produção, ocorre um processo de transferência de reputação. A assinatura de uma entrega amplamente conhecida mitiga atritos na ponta final, pois a tradição e a abrangência da rede oferecem parâmetros claros de previsibilidade ao comprador. Trata-se de um reconhecimento construído pela regularidade, que posiciona a marca como um elo viável e testado para o consumo nacional.

Proximidade Estratégica: A Infraestrutura Nacional e o Desafio da Universalização

Para compreender a verdadeira dimensão da proximidade dos Correios, é necessário afastar-se de visões puramente assistenciais e enxergar a organização como uma infraestrutura base para a economia de mercado. A capilaridade da rede é a engrenagem que democratiza a logística nacional. Ela nivela o campo de jogo, permitindo que um empreendedor em uma região remota e uma grande corporação na capital tenham o mesmo potencial de alcance geográfico.

Essa malha integrada funciona como as artérias do mercado interno, viabilizando grandes operações que, de outra forma, seriam economicamente inviáveis em um país com as complexidades geográficas do Brasil. Além disso, essa proximidade estende-se para além das fronteiras, atuando como uma plataforma estratégica para o comércio internacional, facilitando tanto o fluxo de importações que abastece o mercado interno quanto o canal de exportações que conecta o produtor brasileiro ao mercado global.

No entanto, o cumprimento dessa missão de presença total impõe um debate econômico realista. Manter agências operacionais e rotas diárias em cada um dos municípios brasileiros gera um impacto financeiro profundo e contínuo no balanço da organização. É preciso reconhecer que o custo da universalização — o compromisso de conectar todo o território — difere do custo de uma operação puramente comercial.

Para que a instituição preserve sua saúde financeira e continue a ser o motor logístico do país, a discussão estratégica precisa avançar. Torna-se fundamental que o ecossistema econômico e o poder público avaliem soluções estruturais modernas, como a instituição de um fundo de universalização ou mecanismos governamentais de fomento específicos, garantindo que o custo de integrar a nação seja compartilhado de forma justa e sustentável, sem asfixiar a capacidade operacional e de investimento da empresa.

Futuro: Um Olhar de Admiração e Esperança

A trajetória dos Correios demonstra que a força de uma marca reside na sua capacidade de absorver os impactos do tempo, sustentada pelo valor real que gera para a integração econômica do país. Os desafios do presente, embora exijam reformas profundas, ajustes de rumo e uma busca rigorosa pelo equilíbrio financeiro, não anulam a relevância desse patrimônio nacional.

As perspectivas sobre o futuro da organização combinam o respeito por sua história com uma avaliação fundamentada na sua necessidade prática. A integração de mercados e a movimentação de riquezas em um território continental demandam uma infraestrutura postal forte, moderna e saneada. Assim, a busca pela recuperação e pelo fortalecimento dos Correios reflete o entendimento técnico e estratégico de que essa engrenagem permanece essencial para a sustentabilidade da conexão logística e para o desenvolvimento de todo o país.

quinta-feira, 11 de junho de 2026

ADCAP Benefícios - Resultado do Sorteio de Dia dos Namorados!

Chegou a hora de conhecer os(as) ganhadores(as) da nossa promoção especial de Dia dos Namorados!

Parabenizamos os sorteados e agradecemos a todos os associados, que ainda não faziam parte do ADCAP Benefícios e se cadastraram, no período de 22/05 a 10/06, tornando esta ação ainda mais especial.

Assista o sorteio pelo link: https://www.youtube.com/watch?v=EqJMZw6n_Mg

. Emerson dos Santos Passos - SPI (Vale um voucher no valor de R$ 200,00)
. Maria Lenice Rodrigues Soares - PI (Vale um voucher no valor de R$ 200,00)
. Karine do Santos Machado - DF (Vale um voucher no valor de R$ 200,00)

Desejamos que os prêmios sejam aproveitados com muito carinho e que esta data seja celebrada com amor, alegria e momentos inesquecíveis.




Direção Nacional da ADCAP.


Retirada de Função - Incorporação ao salário

 Nº 294 – 11/06/2026

Recebemos solicitações de associados acerca da possibilidade de incorporação aos salários dos valores percebidos em razão do exercício de funções gratificadas. As dúvidas abrangem tanto as atividades especiais, como quebra de caixa e operador de empilhadeira, quanto as funções convencionais, como supervisor e tesouraria, além das remunerações singulares relativas a cargos de chefia de agência, CDD e outras funções correlatas.

Sobre o tema, a ADCAP possui ações coletivas já transitadas, que garantem essas incorporações para todos os associados, inclusive para quem se associar na atualidade.

1. Para os trabalhadores que possuem mais de 10 anos de função anteriores a 11/2017, mesmo sendo diferentes funções e com interrupções entre elas, a incorporação do valor médio das últimas funções.

2. ⁠Para os trabalhadores contratados pelos Correios antes de 30/04/2012, que exerceram pelo menos cinco anos de função nos últimos quinze anos, a incorporação média proporcional ao tempo de exercício de função.

Para facilitar as orientações individuais aos associados, a ADCAP disponibilizou o endereço de e-mail adcapperdafuncao@adcap.org.br  para receber a ficha atualizada do associado e dar a orientação jurídica adequada a cada caso.



Direção Nacional da ADCAP.

Processo de transformação dos Correios: a transformação necessária para competir e permanecer relevante

 Processo de transformação dos Correios: Otimização de estruturas administrativas e operacionais – busca da produtividade - Do transatlântico ao trem: a transformação necessária para competir e permanecer relevante


Apresentamos o quarto artigo da série sobre o processo de transformação dos Correios. Desta vez, abordando a necessidade de otimizar estruturas para competir e permanecer relevante. Boa leitura!

É muito importante sua leitura.
Divulgue. Compartilhe nossas idéias. 


Direção Nacional da ADCAP.


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Otimização de estruturas administrativas e operacionais – busca da produtividade - Do transatlântico ao trem: a transformação necessária para competir e permanecer relevante 


Por: Fabio Vieira Cesar
Ex-assessor Executivo da Diretoria de Operações e Ex-Superintende do Espírito Santo


Tem sido frequente a metáfora do transatlântico para descrever os Correios: uma estrutura grande, pesada, lenta e pouco flexível. A comparação não é injusta. E, durante décadas, esse modelo foi capaz de sustentar uma operação gigantesca, conectando milhões de brasileiros e assegurando presença em todo o território nacional.

Mas o mercado mudou. E, quando o ambiente muda de forma acelerada, estruturas concebidas para outra realidade deixam de representar estabilidade e passam a representar risco. 

Talvez tenha chegado a hora de substituir a metáfora do transatlântico pela do trem. 

Diferente de um navio, a composição ferroviária combina robustez com flexibilidade. Ajusta o número de vagões, reforça a tração, adapta-se ao relevo, à carga e à demanda. É grande — mas não é rígida. Mantém escala sem perder capacidade de adaptação. 

Essa imagem ilustra com precisão o tipo de transformação que os Correios precisam realizar para continuar relevantes: tornar-se uma organização mais flexível, mais responsiva e mais preparada para um mercado em permanente mutação. 

Essa mudança não é apenas simbólica. Ela exige uma profunda revisão das estruturas administrativas e operacionais, com foco em eficiência, produtividade, velocidade de resposta e sustentabilidade econômica. Em outras palavras: deixar de operar com a lógica do passado para construir a capacidade de competir hoje e no futuro. 

Nos últimos anos, os Correios têm enfrentado dificuldades crescentes para acompanhar as transformações do mercado. Em momentos de expansão da demanda, as respostas frequentemente se mostraram lentas e insuficientes, gerando perda de oportunidades, redução de participação de mercado e deterioração da qualidade percebida pelos clientes. 

O cenário atual torna esse quadro ainda mais desafiador. De um lado, cresce a concorrência — em quantidade, qualidade e agressividade operacional. De outro, observa-se queda significativa no volume de correspondências, pressão permanente sobre o segmento de encomendas, rentabilidade operacional negativa e aumento do endividamento. 

Nesse ambiente, manter estruturas praticamente inalteradas ao longo de décadas deixa de ser uma opção racional. Trata-se, em essência, de um modelo concebido para um contexto que já não existe: um período em que o volume diário de mensagens era muito superior e em que o SEDEX detinha ampla liderança de mercado.

Hoje, a velocidade de adaptação passou a ser tão importante quanto a escala operacional. E empresas excessivamente rígidas tendem a perder competitividade, independentemente de seu tamanho ou tradição. 

Superar esse descompasso exige uma mudança estrutural profunda: migrar de um modelo pesado, excessivamente hierarquizado e baseado em altos custos fixos para outro mais ágil, flexível e orientado à eficiência. Essa transformação, por si só, não resolverá todos os problemas — mas sem ela dificilmente haverá solução sustentável. 

No campo administrativo, o diagnóstico é relativamente claro. Há excesso de fragmentação organizacional, sobreposição de funções, múltiplos níveis hierárquicos e processos demasiadamente burocráticos. O resultado é conhecido: aumento de custos, lentidão decisória, dificuldade de coordenação e baixa capacidade de resposta. Em síntese, trata-se de uma estrutura que perdeu prontidão operacional. 

Reverter esse quadro exige um redesenho abrangente. Isso inclui redução de níveis hierárquicos, simplificação organizacional, centralização de atividades transacionais em centros de serviços compartilhados e definição clara de papéis e de responsabilidades. 

Também se faz necessário revisar processos com base em princípios de Lean Management, eliminando redundâncias, retrabalho e atividades que não agregam valor. Num ambiente competitivo, eficiência administrativa deixa de ser apenas uma virtude gerencial e passa a ser condição de sobrevivência. 

A tecnologia deve atuar como alavanca dessa transformação. Metodologias ágeis podem acelerar entregas e reduzir burocracia. Ferramentas analíticas e sistemas integrados podem ampliar a qualidade das decisões. A digitalização reduz custos e aumenta produtividade. Já a inteligência artificial pode apoiar automação de tarefas repetitivas, tratamento de reclamações, previsão de demanda e otimização de processos. 

No campo operacional, o desafio é igualmente relevante. A estrutura de produção precisa ser redesenhada para responder ao perfil atual e futuro da demanda, tendo como objetivos centrais maior eficiência, flexibilidade e produtividade. 

E isso precisa ocorrer sob restrições severas: baixa capacidade de investimento, necessidade de rápida implementação e urgência por resultados concretos no curto prazo. 

Nesse contexto, toda a cadeia operacional — coleta, postagem, tratamento, transporte e entrega — deve ser submetida a rigoroso escrutínio técnico. Práticas, métricas e modelos que fizeram sentido no passado precisam ser reavaliados e aperfeiçoados à luz da nova realidade competitiva. 

A lógica de concepção da rede operacional deve partir de uma premissa simples: maximizar eficiência e reduzir custo por objeto processado, sem comprometer os níveis de serviço prometidos aos clientes. Isso significa buscar maior densidade de entregas, melhor utilização de ativos e estruturas mais aderentes à demanda efetiva. 

Da mesma forma, a localização dos centros operacionais precisa ser definida prioritariamente pela proximidade dos fluxos de carga e dos mercados consumidores — e não por critérios históricos ou geopolíticos. O objetivo deve ser construir uma rede racional, equilibrada e eficiente: nem maior, nem menor do que o necessário.

Entretanto, como empresa de Estado, os Correios possuem uma responsabilidade que transcende a lógica estritamente mercantil. A universalização dos serviços continua sendo parte essencial de sua missão institucional. E preservar essa presença nacional não é incompatível com competitividade — ao contrário, pode representar importante diferencial estratégico. 

Os Correios permanecem sendo uma das poucas instituições efetivamente presentes em praticamente todo o território. Seu valor para o país vai além da atividade econômica. Há capilaridade, integração nacional e função social envolvidas nessa operação. Por isso, o desafio não deve ser escolher entre eficiência e universalização, mas encontrar formas inteligentes de conciliá-las. 

Uma alternativa promissora seria a criação de microfranquias operacionais em parceria com pequenos comerciantes locais, para assumir atividades de coleta, postagem e entrega em pequenas localidades do interior e em áreas periféricas urbanas. 

Esse modelo permitiria ampliar presença operacional, sem exigir elevados investimentos em estruturas próprias. Desta forma, estimularia pequenos negócios locais, geraria inclusão econômica e transformaria custos fixos em custos variáveis, ajustados ao volume efetivamente movimentado. Seria, ao mesmo tempo, uma estratégia de expansão, racionalização e inclusão social. 

A verdade é que o mercado logístico oferece oportunidades relevantes, especialmente impulsionadas pelo crescimento do comércio eletrônico e pela terceirização de cadeias logísticas. Mas essas oportunidades convivem com margens reduzidas e com operadores cada vez mais eficientes e competitivos. Nesse ambiente, prosperam aqueles que conseguem aprender, adaptar-se e implementar mudanças com maior velocidade. 

Diante desse cenário, surge uma questão inevitável e recorrente: existe espaço para uma estrutura estatal com características historicamente rígidas sobreviver num mercado tão dinâmico? 

A resposta depende menos de sua natureza estatal e mais de sua capacidade de evolução. Assim como ocorre na natureza, organizações que aprendem com suas próprias experiências e com as experiências de outros tendem a se adaptar mais rapidamente às mudanças do ambiente. O maior risco para os Correios, portanto, talvez não esteja apenas nas pressões externas, mas na incapacidade de transformação interna. Estruturas desenhadas para um mercado que já não existe tendem, inevitavelmente, à perda gradual de relevância. 

A boa notícia é que os caminhos são conhecidos. Simplificar estruturas, flexibilizar operações, incorporar tecnologia, fortalecer a disciplina de execução, capacitar as equipes e aproximar a organização das dinâmicas contemporâneas de mercado não exigem soluções mirabolantes. Exigem clareza estratégica, capacidade de decisão e velocidade de implementação. 

Os Correios não precisam deixar de ser grandes para se tornarem ágeis. Precisam reorganizar sua composição, reduzir excessos, melhorar sua tração operacional e adaptar seus vagões às novas exigências do mercado. O transatlântico teve sua importância histórica. Mas o futuro exige outra lógica. O trem pode levar a essa nova estação — e ele já começou a partir. 

Vitória, 08 de maio de 2026.

quarta-feira, 10 de junho de 2026

Processo de transformação dos Correios: Desenvolvimento humano – qualificação dos trabalhadores – fator distintivo no relacionamento com clientes

Nesta oportunidade apresentamos o terceiro artigo produzido por nossos associados, a respeito do processo de transformação dos Correios. Desta forma, a ADCAP  busca debater e compartilhar análises estratégicas sobre os desafios e perspectivas para o fururo da empresa. 

É muito importante sua leitura.
Divulgue. Compartilhe nossas idéias. 

Direção Nacional da ADCAP.


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Desenvolvimento Humano – qualificação dos trabalhadores – fator distintivo no relacionamento com clientes


Por: Virgílio Brilhante Sirimarco 
Ex-Diretor de Recursos Humanos dos Correios


O cenário atual impõe à organização um desafio que vai além da competitividade tecnológica: trata-se de reconstruir a base humana que sustenta qualquer transformação consistente. Em um ambiente pressionado por concorrentes globais, a diferenciação não virá apenas da infraestrutura ou da automação, mas principalmente da capacidade de desenvolver pessoas preparadas, engajadas e alinhadas com uma nova visão de futuro. O desenvolvimento humano deixa de ser um suporte e passa a ocupar posição central na estratégia organizacional. 

Historicamente, o investimento em treinamento foi um dos pilares que sustentaram a excelência da empresa, formando profissionais reconhecidos pela competência e pelo compromisso com o cliente. Hoje, retomar essa vocação não é uma escolha, mas uma necessidade urgente. Programas estruturados de capacitação devem ser redesenhados com foco prático, acessível e contínuo, conectando o aprendizado às demandas reais da operação e às novas exigências do mercado logístico e digital. 

Nesse contexto, o relacionamento com o cliente emerge como um dos principais vetores de transformação. Mais do que processos eficientes, o cliente valoriza a experiência, a confiança e a previsibilidade. É nesse ponto que o treinamento se torna diferencial competitivo: preparar o colaborador para compreender o impacto do seu trabalho na jornada do cliente, desenvolver habilidades de comunicação e senso de dono, e fortalecer uma cultura orientada ao serviço. A distinção no atendimento não depende apenas de tecnologia, mas da atitude e da consciência profissional de cada indivíduo. 

Alinhado ao conceito de parcerias estratégicas, o desenvolvimento humano também deve incorporar novas formas de aprendizado, incluindo cooperação com instituições de ensino, empresas de tecnologia e plataformas digitais. Essas parcerias ampliam o acesso ao conhecimento e aceleram a atualização das competências internas, criando um ambiente de aprendizado contínuo. No entanto, o protagonismo permanece com o público interno: são os colaboradores que traduzem estratégia em execução e garantem que qualquer inovação gere valor concreto. 

Por fim, é fundamental que a área de Recursos Humanos atue como agente de convergência, conectando presente e futuro por meio de uma visão clara e mobilizadora. Isso implica comunicar propósito, estabelecer trilhas de desenvolvimento e reforçar o papel de cada colaborador na construção de uma nova fase da organização. O momento exige menos nostalgia e mais direção. Ao investir no desenvolvimento humano, no treinamento consistente e na excelência no relacionamento com clientes, a empresa cria as condições para recuperar sua relevância, credibilidade e competir de forma saudável em um mercado cada vez mais exigente. 

Brasília, 04 de maio de 2026.

terça-feira, 9 de junho de 2026

Audiência Pública para debater os desdobramentos do caso envolvendo o BNY Mellon


A Comissão de Trabalho da Câmara dos Deputados - presidida pelo Deputado Marcos Tavares, convocou audiência pública com o objetivo de “debater os desdobramentos do caso envolvendo o BNY Mellon e os prejuízos causados ao fundo de pensão dos empregados dos Correios (Postalis), com impactos diretos sobre os trabalhadores da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT)."

A audiência será realizada no dia 17 de junho, quarta-feira, às 16h:30, em Brasília , no  Plenário da Comissão, no Anexo II, da Câmara dos Deputados. Quem não puder comparecer, poderá acompanhar, por meio da plataforma digital de videoconferência  Zoom, acessando o link  e informando ID e Senha, conforme abaixo: 

📍 Link para assistir: https://us02web.zoom.us/j/85776949733?pwd=NCyea1z3kr1UpQP2GLGajEDX2HlYFP.1

➡️ ID da reunião: 857 7694 9733
➡️ Senha: 877947

 

A participação da ADCAP nesse debate representa mais uma oportunidade de reforçar a responsabilidade do banco nas aplicações irregulares que ocorreram no Postalis, acompanhar de perto o posicionamento das autoridades convidadas  na construção de soluções que atendam aos interesses de todos os participantes, em especial os associados da ADCAP.

Marque já na sua agenda e não deixe de participar!


Direção Nacional da ADCAP.