segunda-feira, 6 de julho de 2020

Adcap Net 06/07/2020 - Privatizações no modelo Zé Keti, Investigações de fraudes em fundos de pensão envolvendo o Ministro da Economia e Renacionalização da TAP - Veja!


Guedes inventa privatizações no modelo Zé Keti

Uol
06/07/2020

"Teremos três ou quatro grandes privatizações nos próximos 60 ou 90 dias", anunciou Paulo Guedes na noite de domingo (5), em entrevista à CNN Brasil. Sob uma aparência de novidade, o ministro da Economia repete um espetáculo encenado ano passado, só que piorado. É o modelo Zé Keti de privatizações.

A coisa se baseia no lema "este ano não vai ser igual àquele que passou." Todos logo percebem que o tempo das privatizações de Guedes não passa. Já passou. E o ministro reitera a lorota. Ainda não notou.

Mas já não há "mais de mil palhaços no salão" dispostos a lhe dar crédito.

Em agosto do ano passado, discursando num evento em São Paulo, o ministro dissera: "Tem gente grande aí que acha que não será privatizada, mas vai entrar na faca".

No dia seguinte, o governo apresentou uma lista de 17 estatais a serem vendidas, das quais oito já estavam na vitrine. Espremendo-se a relação, sobraram nove novidades. Algumas delas —Correios, Telebrás, Serpro e Dataprev, por exemplo— desceram ao balcão sem estudos sobre o modelo de venda.
Na semana passada, o secretário de desestatização do Ministério da Economia, Salim Mattar, anunciou que o governo deseja privatizar pelo menos 12 estatais. Citou seis logomarcas daquelas que deveriam ter sido vendidas em 2019. E informou que serão privatizadas não neste ano, mas apenas em 2021.

Quer dizer: em lances de garganta, Paulo Guedes passa na faca "três ou quatro grandes" estatais com uma facilidade inaudita. No mundo real, o ministro lida com cerca de 140 estatais federais fantasiado de canivete cego.

Neste domingo, Guedes apontou a faca para Correios, Caixa e os setores elétrico, de água e saneamento, de petróleo, de gás e de navegação de cabotagem. Esqueceu de mencionar que parte dos negócios depende de autorização do Congresso. 

Antes do Carnaval de 2021, a equipe do Posto Ipiranga entoará a velha marcha: "Este ano não vai ser igual àquele que passou." E os palhaços, num uníssono cético: "Hã, hã..."

'Vamos fazer quatro grandes privatizações em 90 dias', diz Guedes

Em entrevista à CNN, ministro diz que governo busca se desfazer de subsidiárias e admite que governo demorou mais que o esperado para vender estatais

O Globo
06/07/2020

O ministro da Economia, Paulo Guedes, disse que o governo pretende fazer até quatro "grandes privatizações" em até três meses. Guedes não revelou, no entanto, quais empresas serão vendidas.

Durante entrevista à CNN, o ministro foi questionado sobre a influência da aproximação entre o presidente Jair Bolsonaro e o bloco político conhecido como Centrão na previsão de que as empresas públicas sejam aparelhadas por aliados políticos.

Guedes, então, negou que esse risco esteja no radar do governo.

— Houve justamente esse questionamento: "Bom, agora que o presidente buscou o centro democrático, ou o Centrão, isso agora vai exigir o aparelhamento das estatais?". Não. Nós vamos fazer quatro grandes privatizações nos próximos 30, 60, 90 dias — afirmou.

O ministro não quis detalhar quais companhias serão vendidas, mas destacou que o governo vê nas subsidiárias — braços do negócio principal — uma fonte de recursos.

— Tem um arbusto que é uma empresa estatal, cheia de ativos valiosos. Subsidiárias da Caixa são um bom exemplo.  Esse ano é um excelente ano para fazer um IPO grande: R$ 20, R$ 30, R$ 40, R$ 50 bilhões. Bem maior até que uma Eletrobras, por exemplo — disse Guedes.

Na semana passada, advogados do Congresso entraram com um pedido de liminar no Supremo Tribunal Federal (STF) para pedir o bloqueio da venda de refinarias da Petrobras. No requerimento, os técnicos criticam o que consideram "privatização branca", que seria a criação artificial de subsidiárias para vender a empresa principal aos poucos.

Em junho do ano passado, o STF permitiu que o governo privatize subsidiárias sem o aval do Legislativo. A venda de empresa-matriz, no entanto, ainda precisa de aprovação dos parlamentares. O pedido de semana passada acusa o governo de burlar essa autorização da Corte.

O ministro foi questionado se os Correios entrariam no pacote. Guedes respondeu que sim, mas não disse quando a estatal será vendida. A empresa já está na lista de estudos para ser licitada.

— Seguramente (Correios serão privatizados). Não vou falar quando, mas seguramente — pontuou o ministro.

Vamos fazer três ou quatro "grandes" privatizações neste ano, diz Guedes

Uol
06/07/2020

O ministro da Economia, Paulo Guedes, disse ontem que a questão fiscal não é fator que tira seu sono e que a equipe econômica se concentra em programas para atacar "frontalmente" o desemprego, acrescentando que nos próximos "30, 60, 90 dias" o governo fará três ou quatro "grandes" privatizações.

"Vamos esperar um pouquinho. Vocês vão saber já já", disse o ministro ao ser questionado, em entrevista à CNN Brasil, sobre quais empresas estariam nessa lista.

Mas Guedes disse que este seria um "excelente ano" para as subsidiárias da Caixa Econômica Federal (CEF) fazerem uma "grande" oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) no valor de R$ 20 bilhões a R$ 50 bilhões, "bem maior até" que uma Eletrobras, segundo ele.

O chefe da Economia afirmou ainda que os Correios "seguramente" estariam na lista de privatizações, mas se recusou a falar quando.

Fazendo um mea-culpa, o ministro avaliou que as privatizações "decisivamente" não andaram em ritmo "satisfatório", mas que agora vão andar, e admitiu problemas em fazer o crédito chegar à ponta.

Guedes disse que, apesar da pandemia, a equipe econômica não perdeu o rumo fiscal e que o fundo do poço para a atividade econômica pode ter sido em abril.

O ministro afirmou que o primeiro capítulo para a retomada da atividade era o ataque às despesas, antes de o país ser atingido por um "meteoro" (em referência à pandemia), e que agora o Brasil está no segundo capítulo, descrito por ele como de descentralização de recursos.

Para Guedes, em se confirmando expectativas dos dois últimos ministros da Saúde, em dois ou três meses o Brasil estaria entrando em um novo capítulo —em que a primeira onda da pandemia seria superada.

O ministro disse achar que a reforma tributária será enviada ao Congresso ainda neste ano, voltou a defender tributação sobre dividendos e transações digitais e adotou tom crítico sobre "interdições" de discussões por parte de outros atores políticos, afirmando que é "exploração política desagradável" dizer que o governo está devendo a reforma.

"Acho que os debates devem ser permitidos. Por exemplo, discutir um imposto digital, imposto sobre transação, é uma discussão legítima, por que vai ser interditado isso?", questionou.

Como recado ao investidor estrangeiro, Guedes disse que o Brasil vai surpreender e que o país tocará projetos nas áreas de saneamento, cabotagem, elétrica, concessões e privatizações.

Avançam investigações contra Paulo Guedes por fraudes nos fundos de pensão

Brasil 247
05/07/2020

O jornalista Lauro Jardim informa, em sua coluna deste domingo, que o ministro da Fazenda, Paulo Guedes, será surpreendido pelas investigações sobre fraudes em fundos de pensão, no âmbito da Operação Greenfield. Segundo ele, as investigações avançam celeremente. Até agora, Guedes foi blindado, mas o fundo Funcef, dos funcionários da Caixa Econômica Federal, perdeu perdeu cerca de R$ 22 milhões em negócios com Guedes. Saiba mais:

O Ministério Público Federal (MPF) avalia uma série de documentos elaborados por fundos de pensão que apontam que o ministro da Economia, Paulo Guedes, teria atuado como fiador de uma série de negócios suspeitos de fraude com entidades de previdência patrocinadas por estatais por meio de uma de suas empresas. Guedes é investigado em três inquéritos pela suspeita de gestão temerária ou fraudulenta devido a captação e aplicação de recursos da ordem de R$ 1 bilhão feita junto a sete fundos de pensão. Somente a Funcef, fundo de previdência dos funcionários da Caixa, teria tido prejuízos de R$ 22 milhões nas aplicações geridas por Guedes.

Segundo um dos relatórios, elaborado pela Funcef, a suposta experiência da Guedes compensaria a falta de garantias e segurança dos investimentos. Ali, o atual ministro é apontado como um elemento essencial no controle e destinação dos recursos disponibilizados e que ele teria participação ativa na elaboração de estratégias de investimentos e desinvestimentos.

Além de atuar junto ao Funcef, Guedes também atuou junto aos fundos de pensão do Banco do Brasil(Previ), Petrobrás (Petros) e Correios (Postalis). O montante de R$ 1 bilhão teria sido alocado nos fundos de investimento em participações (FIPs) BR Educacional Gestora de Ativos e Brasil de Governança Corporativa.

A BR Educacional e Brasil Governança Corporativa foram criados pelo próprio Paulo Guedes e a suspeita investigada é que ele tenha obtido ganhos excessivos enquanto os reais investidores, os fundos de pensão, tenham tido prejuízos ou ganhos ínfimos.

Segundo as investigações do MPF, em 2009, a recém-criada BR Educacional teria captado milhões apesar de não ter nenhuma experiência para isso. Na ocasião, a empresa também havia recebido recentemente a autorização da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) para atuar junto ao mercado financeiro.

A BR Educacional também é suspeita de ser uma "empresa de prateleira", tendo sido criada em 2009 por um escritório de advocacia especializado na venda de CNPJs. A empresa, contudo, teria captado R$ 62,5 milhões sem ter patrimônio líquido, histórico de faturamento ou algum tipo de garantia. Pouco depois, porém, a BR Educacional teria alterado seu nome para FIP BR Educacional.

Guedes teria então atuado no conselho administrativo da empresa, responsável por receber o dinheiro dos fundos e ao mesmo tempo teria sido sócio majoritário da gestora responsável aplicação dos recursos, o que caracterizaria um conflito de interesses.

Por meio de nota, a defesa de Guedes nega as irregularidades investigadas e afirma "a legalidade e a correção de todos os investimentos dos fundos que, diga-se de passagem, têm sido lucrativos aos cotistas, incluindo os fundos de pensão".

Polícia Federal mira Paulo Guedes em investigação por crime de fraude bilionária em fundos de pensão estatais

O caso foi revelado em 2018, ainda durante a campanha eleitoral. Guedes é investigado na Operação Greenfield, da PF, por fraudes que chegam a R$ 1 bilhão em fundos como Previ, do Banco do Brasil, Funcef, da Caixa, a Petros, da Petrobras

Revista Forum
05/07/2020

O jornalista Lauro Jardim, em sua coluna no jornal O Globo neste domingo (5), afirma que segue “em velocidade de cruzeiro” a investigação que tem como alvo o ministro da Economia, Paulo Guedes, por crimes cometidos ao fraudar fundos de pensão estatais.

A investigação é um dos focos de ação prioritários da operação Greenfield, que desvendou prejuízos bilionários nos maiores fundos de pensão do Brasil, diz o jornalista.

O caso foi revelado em 2018, ainda durante a campanha eleitoral, quando o Ministério Público Federal (MPF) divulgou a investigação sobre as suspeitas de que Guedes se associou a executivos para praticar fraudes em negócios com fundos de pensão de estatais.

O “super” ministro de Jair Bolsonaro captou ao menos R$ 1 bilhão dessas entidades em seis anos. Ele é investigado ainda por suposta emissão e negociação de títulos sem lastros ou garantias ao negociar, obter e investir recursos de sete fundos.

Entre as entidades estão Previ (Banco do Brasil), Petros (Petrobras), Funcef (Caixa) e Postalis (Correios), além do BNDESPar —braço de investimentos do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social).

As transações foram feitas a partir de 2009. Para o MPF, há “relevantes indícios de que, entre fevereiro de 2009 e junho de 2013, diretores/gestores dos fundos de pensão e da sociedade por ações BNDESPar” se consorciaram “com o empresário Paulo Roberto Nunes Guedes, controlador do Grupo HSM”.

A intenção seria a de cometer “crimes de gestão fraudulenta ou temerária de instituições financeiras e emissão e negociação de títulos imobiliários sem lastros ou garantias”.

O caso virou alvo de investigação da Polícia Federal em novembro do mesmo ano e também são alvo do Tribunal de Contas da União.

Mesmo assim, Guedes levou parte dos investigados para o Ministério da Economia. Em janeiro deste ano, Esteves Colnago, denunciado pela Procuradoria da República no Distrito Federal por participação no rombo de R$ 5,5 bilhões nos principais fundos de pensão do país, foi promovido por Guedes a chefe da Assessoria Especial de Relações Institucionais do Ministério da Economia.

Colnago foi denunciado por “gestão temerária” pela Operação Greenfield, da Polícia Federal

Investigação da Greenfield sobre Paulo Guedes avança

Blogs O Globo - Lauro Jardim
05/07/2020 

Segue em velocidade de cruzeiro a investigação contra Paulo Guedes por suspeitas de ter participado de fraudes em fundos de pensão por meio da gestora da qual era sócio, antes de ser ministro.

O caso é um dos focos de ação prioritários da operação Greenfield, que desvendou prejuízos bilionários nos maiores fundos de pensão do Brasil.

Portugal renacionaliza a companhia aérea TAP, considerada “estratégica”

RFI - Portugal
03/07/2020

Em Portugal, a companhia aérea TAP está enfrentando de frente a crise econômica no pós-pandemia. O governo português acaba de renacionalizar a empresa, adquirindo 72,5% do capital.

O Estado português já detinha 50% do capital da companhia aérea TAP. O ministro das Finanças, citado pelo canal de televisão TSF, anunciou que as ações subirão para 72,5%. Para isso, o governo investirá € 55 milhões.

Anteriormente, o Executivo português havia oferecido aos acionistas um empréstimo de até € 1,2 bilhão para recuperar o grupo, mas as condições foram rejeitadas pelo conselho de administração da companhia.

O contrato de aumento de capital por parte do governo exigiu longas negociações. Em última análise, ele permitirá que o principal acionista privado, o norte-americano David Neeleman, se retire. Retirada imediata também do CEO que ele indicou, embora ninguém saiba no momento o nome de seu sucessor.
Uma empresa estratégica

Se o governo português colocou a mão no bolso, é porque a empresa aérea é considerada estratégica. O Executivo lembra que 90% dos turistas chegam a Portugal de avião, metade pela TAP. Perdê-la seria, portanto, um "desastre econômico", disse o Ministro da Infraestrutura.

Com a crise, o governo do premiê português Antonio Costa reverteu o acordo de 2016 em que o Estado se comprometeu a não adquirir mais de 50% da empresa. 

 
Direção Nacional da ADCAP.

sexta-feira, 3 de julho de 2020

Adcap Net 03/07/2020 - Qualidade em xeque, Direção dos Correios e projeto de reversão da privatização em Portugal - Veja!


Congresso alerta STF para drible do governo em privatizações

Corte decidiu que empresas-mãe precisam de lei para serem privatizadas, mas não subsidiárias

Valor/ O Globo
02/07/2020

O presidente do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre (DEM-AP) alertou o Supremo Tribunal Federal (STF) sobre uma drible do governo federal para vender empresas públicas. Segundo a petição, o Executivo tem desmembrado empresas matrizes em subsidiárias com o objetivo de aliená-las sem necessidade de aval do Legislativo.

Em junho do ano passado, o plenário da Corte decidiu que as chamadas "empresas-mãe" precisam de lei específica para serem privatizadas, mas não as subsidiárias.

Desde então, o governo tem empregado "estratégias formais inconstitucionais para burlar o controle congressual na venda do patrimônio público", assinala Alcolumbre.

Ele pede uma liminar para que o STF inclua no acórdão do julgamento que a criação artificial de subsidiárias, com vistas unicamente à privatização, será considerada ilegal e passível de responsabilização.

Segundo o Congresso, um posicionamento do tribunal é urgente para impedir que a manobra ocorra nos processos de alienação de ativos da Refinaria Landulpho Alves (Rlam) e da Refinaria do Paraná (Repar), encampados pela equipe econômica.

"A falta de critérios balizadores quanto à liberdade de conformação empresarial em relação às subsidiárias abre espaço para um cenário de fraude, resultado em um esvaziamento do papel congressual na deliberação sobre os bens de domínio da União", diz o texto.

O modelo de venda apresentado pelo governo, conforme manifestações da própria Petrobras em uma ação judicial da 31ª Vara Federal do Rio de Janeiro, prevê primeiro a criação de uma subsidiária, transferindo a ela parte dos ativos da controladora. Depois, essa subsidiária seria vendida, sem que fosse necessária lei específica para tanto.

Para Alcolumbre, trata-se de desvio de finalidade – "uma alienação disfarçada e simulada de ativos do sistema Petrobras sem que a empresa tenha de se submeter ao procedimento licitatório e à autorização do Congresso Nacional, tal como exige a Lei 13.303/16, a Constituição Federal e o entendimento recente do Supremo".

O pedido chegou ao STF ontem à tarde, mas, como não teve um encaminhamento direto ao gabinete do relator, ministro Ricardo Lewandowski, será decidido pelo presidente da Corte, ministro Dias Toffoli. É ele o responsável pelas deliberações urgentes durante o recesso do Judiciário, que dura todo o mês de julho.

Demora nas entregas dos Correios

Sindicato reclama da falta de EPIs e do número de funcionários

SPTV

Assista AQUI a matéria

O que Fabio Faria decidiu sobre o futuro dos Correios

O Globo
03/07/2020 




Fábio Faria bateu o martelo: vai manter o general Floriano Peixoto no comando dos Correios, assim como os três generais que lá estão na diretoria.

Será Peixoto o encarregado de privatizar os Correios, algo que só acontecerá dentro de um ano e meio, se tudo der certo.

Correios, sempre no plural

Correio Braziliense
03/07/2020

Se existe hoje no Brasil uma empresa pública que, com toda a certeza, poderíamos afirmar que está pronta para reassumir seu papel no bilionário mundo da distribuição de encomendas, essa empresa são os Correios. Trata-se de uma instituição que se confunde com a história do Brasil. Em 1663 era o Correio-Mor das Cartas do Mar. Como Correios e Telégrafos, a empresa foi criada em 1979.

Há um ano é presidida pelo General Floriano Peixoto Vieira Neto, que tem a expertise de quem comandou 15 mil militares no Haiti, durante o terremoto de 2010, conseguindo consolidar as lideranças daquele país, na maior tragédia dos últimos tempos. General Floriano tem 43 anos de serviço prestado à Nação, pelo Exército Brasileiro. “ Os militares, desde a formação são imersos em administração de recursos humanos, material e financeiros. Administração Pública é justamente o que se faz ao longo da vida e carreira militar”, explica o general Floriano. A missão de comandar os Correios também tem sido um desafio enorme.

Apenas como ilustração, em 1969, a situação financeira dos Correios era delicada o que obrigou os militares, que na ocasião comandavam o país, a levar os princípios positivistas e lógicos de gestão para dentro da empresa. Em poucos anos, a então Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos recuperaria o antigo brilho e poderia renascer das cinzas para se firmar como a mais competente e lucrativa empresa pública.

Atualmente, 50 anos depois da primeira recuperação, a nova retomada da situação financeira dos Correios chegou ao reequilíbrio. Membros da Diretoria, do quadro de funcionários, os superintendentes em todas as capitais trabalhando e assegurando uma sintonia com as diretrizes da empresa, são parte importante dos esforços para alcançar os objetivos traçados pelo presidente Bolsonaro. “Os desafios continuam. O maior desafio em tempos de pandemia é prestar um bom serviço à população. No caráter de essencialidade dos Correios é fundamental buscar a qualidade dos serviços para que a empresa seja sempre confiável e respeitável”, diz o presidente dos Correios antes de explicar sobre os três pilares que sustentam o presente e futuro da empresa:

Em primeiro lugar a governança mais organizada em segundo, a eficiência operacional e logística avançada, mais moderna e tecnologicamente mais capaz. A criação de novos produtos como balcão do cidadão, onde se é possível a retirada da carteira de identidade, renovação da CNH, Correios Farm – entrega de fármaco-, entregas no mesmo dia, os lockers, que são armários dos clientes onde produtos e correspondências serão deixados. Outros pontos importantes frisados pelo general Floriano Peixoto são a otimização da rede de distribuição, melhor ajuste da malha geográfica da circulação, gerenciamento de rotas reduzindo o trajetos de veículos o que trará economia com a frota,  a adoção do conceito de intermodalidade com a inauguração da cabotagem a partir de Santos, usando navios da costa brasileira para entregar, também, produtos pelos Correios além da redução de gastos e da  revisão das linhas, com a utilização de porões de aviões de carreira. O terceiro pilar é a sustentabilidade financeira mais fortalecida. Nas empresas do conglomerado, a Correios Par foi liquidada no início do ano. Foi a primeira empresa do governo a ser extinta recuperando 25 milhões para os Correios. Quanto a Postalis, foi celebrado um termo de ajuste e conduta. O fim da intervenção foi no ano passado com a aprovação de um novo Estatuto. Postal Saúde também sofreu uma reavaliação nos Planos de Saúde. Todas essas iniciativas otimizaram a empresa com mais eficiência e racionalização financeira, o que resultou em uma melhor prestação de serviços aos empregados, explica o general Floriano.

Com o isolamento social imposto pela pandemia do Covid-19, boa parte do comércio físico das lojas migrou para a internet e há enorme chance de que essa nova modalidade de compras virtuais venha para ficar. E é aí que entram os Correios, uma empresa presente em cada um dos 5.750 municípios do Brasil, com 28 superintendências estaduais. Em números, os Correios impressionam. São mais de 100 mil funcionários, 54 mil carteiros e uma frota logística capaz de fazer páreo com as mais sofisticadas empresas do ramo.  São mais de 9,6 mil caixas de coletas; 6,3 mil agências próprias; 4,3 mil agências comunitárias; 995 agências franqueadas; 939 centros de distribuição; 342 postos de vendas de produtos; 127 agências comerciais permissionárias; 115 centros de entregas de encomendas e 18 agências filatélicas. Participação efetiva dos Correios, em tempos pandêmicos, é o transporte de material biológico entre Centros de Pesquisas de vacinas. Durante a pandemia, com o aumento da demanda por volta de 30% dos serviços dos Correios, houve também a preocupação com a saúde dos funcionários que receberam todas as orientações, materiais e atendimentos necessários para trabalhar em segurança.

Poucos sabem das parcerias entre os Correios e o Ministério da Cidadania – no cadastramento para o auxílio emergencial em todas as agências. Também com a AGU, CGU, Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, Receita Federal, com o Congresso Nacional, Procuradoria Geral. Apoio a iniciativas do governo de grande envergadura como ao ENEM, FNDE.

Não é por outra razão que, mesmo estando na lista do programa de desestatização do governo, não tem sido fácil seguir com esse processo, devido, justamente, ao potencial estratégico representado por essa empresa, num momento em que o Brasil e o mundo se veem rendidos e paralisados com um isolamento que obrigou bilhões de indivíduos a permanecerem retidos em casa. O advento da internet, ao praticamente aniquilar o tradicional serviço de envio de cartas e telegramas, mais uma vez impôs um revés à empresa, dificultando-lhe provisoriamente os caminhos com o aumento da demanda. Mesmo em tempos de crise, os Correios são comparados com as melhores empresas do ramo em diversas partes do mundo. Patamar de modernidade muito grande e logística eficiente são necessários para oferecer soluções que aproximem as pessoas enaltecendo a vocação social.

O general Floriano explica que a labuta continua para contribuir com o esforço do presidente Bolsonaro de tornar esse país cada vez melhor. Alinhamento e comprometimento por uma gestão vitoriosa. Algumas conquistas em um ano de gestão foram cumprir a missão dada pelo presidente Bolsonaro em assegurar a sustentabilidade financeira da empresa e recuperar a empresa com uma gestão eficiente e eficaz. General Floriano Peixoto sempre compartilha as conquistas com a equipe dos Correios.

Sobre a desestatização, e não privatização, o general Floriano explica que os Correios são objeto de estudo. A missão nesse contexto é fortalecer a empresa. Em julho começam os estudos capitaneados pelo BNDES e pela consultoria Líder que devem se estender até o final de 2021, quando deverão divulgar a definição de modelo para os Correios.

Por fim, o general Floriano Peixoto resume o trabalho e expectativas. “A diretoria que assumiu em junho de 2019, mantem o foco no fortalecimento financeiro da empresa alinhado com os estudos que se iniciarão agora sobre a desestatização. O momento em que vivemos é de elevada sensibilidade, dada a pandemia, e o foco é, além da preservação da força de trabalho, assegurar a prestação de serviços dentro do caráter essencial definido. Há bastante esforço para apresentar novos negócios aos clientes e parceiros dentro de um perfil de modernidade trazido pela comunicação digital tanto em âmbito nacional quanto internacional.”
PCP/Açores defende "reversão da privatização" dos CTT

O PCP entregou na Assembleia Legislativa dos Açores um projeto de resolução que visa "a tomada de posição" do parlamento açoriano "exigindo ao Governo da República um regime de reversão da privatização dos CTT – Correios de Portugal.

Açoriano Oriental - Portugal
02/07/2020

A informação foi avançada numa nota divulgada pelo PCP justificando que esta iniciativa legislativa pretende "deixar assente a posição da Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores" sobre a privatização dos CTT e "em melhoria da condição de vida de todos os açorianos".

"A representação parlamentar do PCP, no passado dia 30 de junho, entregou na Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores um projeto de resolução, com urgência e dispensa de exame em comissão, que visa a tomada de posição da ALRAA exigindo ao Governo da República a criação de um regime de reversão da privatização e de recuperação integral do controlo público da empresa CTT – Correios de Portugal, S.A", lê-se na nota.

Para o PCP, "a gestão privada dos CTT compromete o dever da prestação e a qualidade do serviço público postal", que "é fundamental para a economia e coesão social e territorial do país, e com um enorme foco" nos Açores.

Face "à ruinosa gestão privada protagonizada por esta administração CTT, e à evidente intenção de destruir o serviço público de correios e a Rede Pública Postal", o PCP deixa o apelo para "a urgente necessidade de recuperar o controlo público dos CTT".

"Importa lembrar que o Governo PSD/CDS, sem a oposição do PS, entregou os CTT a privados e seus acionistas, sem nenhum custo adicional, a licença bancária necessária para assim conseguirem obter a autorização do Banco de Portugal para a concessão do Banco CTT. A privatização dos CTT foi e é má para o país e para a Região, mas pior só mesmo para os utentes e para com os seus trabalhadores", alerta o partido.

O PCP alega ainda que "a Região não pode continuar a ver adiada uma resposta efetiva aos graves problemas que estão colocados nos CTT" e "no serviço público postal", pelo que a "reversão" da privatização dos correios "é um objetivo cuja concretização deve envolver a ponderação de diversas opções".

Direção Nacional da ADCAP.

quinta-feira, 2 de julho de 2020

Adcap Net 02/07/2020 - Salim Mattar volta a falar em privatização dos Correios - Veja mais!


Governo planeja desestatizar 12 empresas em 2021, diz Salim Mattar; veja lista

Secretário se diz contra recompra da Embraer pelo Estado e confirma pulverização de capital na privatização da Eletrobras

Folha SP
01/07/2020

O secretário de desestatização do Ministério da Economia, Salim Mattar, afirmou nesta quarta-feira (1º) que o governo pretende fazer a privatização ou concessão de 12 estatais em 2021. Os planos seguem o cronograma do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) e também podem incluir outras desestatizações, a depender da duração da crise do coronavírus.

O projeto inicial para o próximo ano inclui a privatização da ABGF (Associação Brasileira Gestora de Fundos), Eletrobras, Nuclep (Nuclebrás Equipamentos Pesados), Ceagesp (Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo), Ceasaminas (Centrais de Abastecimento de Minas Gerais), Codesa (Companhia de Docas do Espírito Santo) já no primeiro semestre.

A CBTU (Companhia Brasileira de Trens Urbanos), Trensurb (Empresa de Trens Urbanos de Porto Alegre), Serpro (Serviço Federal de Processamento de Dados), Dataprev (Empresa de Tecnologia de Informações da Previdência), Correios e Telebrás estão previstas para acontecer entre julho e dezembro do próximo ano.

Segundo Mattar, ainda não há expectativa de quando o governo deve fazer a revisão das metas de privatizações para 2020. O planejamento contava com a venda de 300 ativos e cerca de R$ 150 bilhões ainda neste ano. A média prevista para desestatização é de 43 meses.

“Sem termos uma previsão de até quando a crise do coronavírus vai acontecer, não conseguimos fazer uma revisão sobre a venda de ativos. A expectativa é de retomada em 2021”, afirmou em uma transmissão ao vivo promovida pelo Banco Safra nesta quarta-feira (1º).

O Ceitec (Centro Nacional de Tecnologia Eletrônica Avançada) e a Emgea (Empresa Gestora de Ativos) estavam no cronograma para o segundo semestre deste ano. Segundo Mattar, o governo já reduziu em 12% sua participação em ativos entre 2019 e 2020, para 614.

CRONOGRAMA DE DESESTATIZAÇÃO DO BNDES

3º trimestre de 2020
Ceitec
4º trimestre de 2020
Emgea
1º trimestre de 2021
ABGF; Eletrobras
2º trimestre de 2021
Nuclep; Ceagesp; Ceasaminas; Codesa
3º trimestre de 2021
CBTU; Trensurb
4º trimestre de 2021
Serpro; Dataprev; Correios; Telebrás
2022
Codesp

Sobre a privatização da Eletrobras, o secretário afirmou que a modelagem de privatização da companhia já está em processo de finalização entre o Congresso e o poder executivo. O processo será feito via capitalização –o que significa que empresa emitirá novas ações, diluindo a participação do governo.

“A Eletrobras terá um limite onde nenhum acionista poderá ter mais do que 10% da companhia. As maiores geradoras, transmissoras e distribuidoras do mundo são de capital pulverizado e esse limite existirá para que nenhum grupo estrangeiro assuma o controle da empresa”, afirmou Mattar.

O secretário também se posicionou contra uma possível reestatização da Embraer, afirmando que este não é o momento para trazer maior insegurança jurídica aos investidores estrangeiros.

O projeto de reestatização da Embraer foi apresentado ao Senado em abril e nasceu após o rompimento da parceria da estatal com a Boeing.

“Nós gastamos muito dinheiro com companhias estatais que são deficitárias e [a reestatização da Embraer] seria um retrocesso. Mais do que isso, os investidores estrangeiros ficarão arredios”, afirmou.

“É preciso tomar cuidado quando aparecem com essa ideia porque estamos em um momento no qual precisamos de capital estrangeiro. O país já gastou todas as suas economias no combate à pandemia. Eu espero que a sensatez impere e que esse assunto não vá adiante”, disse.

Sobre a retomada econômica e da agenda de reformas, o secretário afirmou que há a possibilidade de que a dívida pública supere 100% do PIB (Produto Interno Bruto) no pós-pandemia.

"Hoje ainda é difícil avaliar, mas precisamos ser cuidadosos. Já sabemos que o PIB deste ano será negativo e muitos estimam queda entre 5% e 6%. Isso significa que vamos gastar dois anos para recuperar a atividade econômica. E a depender de como a recuperação deve acontecer, podemos demorar ainda mais", disse.

Para ele, no entanto, o Congresso sinaliza estar sensível, responsável e proativo para aprovar as reformas necessárias. "O Congresso sabe da dificuldade que o país está passando e, terminando a pandemia, vai voltar a votar as reformas importantes. As principais são as reformas administrativa, tributária e do pacto federativo, além de outros projetos fundamentais para reconstruirmos o Brasil", afirmou Mattar.


 
Direção Nacional da ADCAP.

quarta-feira, 1 de julho de 2020

PROJETO DE LEI PROPÕE SUSPENSÃO DAS PRIVATIZAÇÕES

Está em curso na Câmara dos Deputados um Projeto de Lei que pode suspender os processos de privatizações.

É bom lembrar que, desde que tomou posse, a equipe econômica do governo atual anuncia a intenção de privatizar as estatais. De acordo com cálculos do Ministério da Economia, essas privatizações poderiam gerar algo em torno de R$ 150 bilhões para os cofres públicos. Agora, em meio à pandemia de Covid-19, quando muitas dessas estatais se mostraram imprescindíveis para que o país não afundasse de vez na recessão, e por conta do consequente agravamento da crise econômica, o governo sinaliza que pretende acelerar algumas privatizações, incluindo a dos Correios.

Porém, o PL 3085/2020, apresentado pelo deputado federal Pompeo de Mattos (PDT –RS), visa suspender os processos de privatização em curso e assegurar a preservação, valorização e fortalecimento do patrimônio público de todos os brasileiros, além de assegurar a soberania nacional nos serviços públicos essenciais estratégicos para retomada forte e sustentável da economia da pátria Brasil.

O que você acha disso?

Acesse o link (https://forms.camara.leg.br/ex/enquetes/2254352) e responda a enquete.


 
Direção Nacional da ADCAP.
Adcap Net 01/07/2020 - Sucessos no e-commerce: Magazine Luiza e Rei dos Estojos - Veja mais!


Sucesso do Magazine Luiza na internet leva Luiza Helena Trajano ao topo da lista das mulheres mais ricas do Brasil

Uol
29/06/2020

O “efeito Amazon” fez de Luiza Helena Trajano, presidente do Conselho de Administração do Magazine Luiza, a mulher mais rica do Brasil, um título que até recentemente pertencia à empresária do setor de saúde Dulce Pugliese de Godoy Bueno. Glamurama explica: o termo “efeito Amazon” tem sido usado por analistas de mercado de todos os cantos para tratar do “fenômeno” que se tornou a supervalorização dos papéis de varejistas online com ações negociadas em bolsas nesses tempos em que muitos consumidores preferem fazer suas compras pela internet e sem sair de casa, a fim de se proteger do novo coronavírus. A propósito, Bezos e sua ex-mulher, MacKenzie Bezos, também enriqueceram bastante nos últimos meses pelo mesmo motivo.

Isso porque só a gigante americana fundada pelo homem mais rico do mundo viu seu valor de mercado saltar mais de 40% desde o começo da pandemia de Covid-19, e resultados parecidos obtidos por outras companhias que atuam no mesmo segmento de varejo online têm pipocado mundo afora. E um dos que mais saltam aos olhos é justamente o da empresa brasileira, e cuja capitalização no Ibovespa saltou quase 35% de março pra cá (e 70% desde o começo do ano).

Apesar das mais de mil lojas que possui pelo Brasil, o Magazine Luiza hoje em dia tem quase a metade de suas receitas totais oriundas das vendas que faz em seus sites oficiais, o que já levou economistas do Bank of America Merril Lynch e do Credit Suisse a chamarem-no de “Amazon brasileira”, e esses números se mantiveram firmes durante a crise atual. Trata-se de um resultado e tanto, inclusive porque a própria Luiza foi uma das primeiras grandes empresárias brasileiras que se posicionaram a favor do isolamento social meses atrás, e mesmo apesar dos riscos que àquela altura a medida poderia representar para seus negócios.

O que se viu, no entanto, foi o contrário, e no balanço do primeiro trimestre de 2020 as vendas totais do Magazine Luiza registraram aumento de 34% em relação ao mesmo período do ano passado, e seu e-commerce foi responsável por mais da metade desse aumento. E de quebra Luiza, que é dona de aproximadamente 17% do Magazine Luiza, viu sua fortuna saltar dos estimados US$ 1,7 bilhão (R$ 9,2 bilhões) atribuídos a ela em março para os atuais US$ 3,8 bilhões (R$ 20,6 bilhões). Vale lembrar que o sobrinho dela, Franco Bittar Garcia, também aparece nas listas dos mais ricos do mundo graças à fatia que tem no Magazine Luiza, calculada em US$ 2,5 bilhões (R$ 13,5 bilhões). (Por Anderson Antunes)

Rei dos Estojos, a tradição que driblou a crise de mãos dadas com os Correios

Empresa mineira de embalagens para joalherias mantém as vendas em plena pandemia

ADCAP
26/06/2020


Pai e Filho – Vitor Nascimento e Marcelo Tafarelo responsáveis
pelo sucesso da Rei dos Estojos


Marcio Allemand (marcio.allemand@adcap.org.br)

BRASÍLIA – São mais de 34 anos de tradição e apenas cinco anos no mercado de e-commerce. Esse seria um breve resumo da história de sucesso da Rei dos Estojos, empresa fundada por Vitor Nascimento, em Belo Horizonte. Tipicamente mineira e familiar, a empresa fez fama no mercado dos fabricantes de joias e bijuterias no Brasil inteiro produzindo material de suporte para joalherias e relojoarias, desde a barra para o ourives sentar ao alicate para ele fazer suas peças, além de caixas, embalagens e mostruário.

Ocupando uma área equivalente a onze lojas na Galeria do Ouvidor, endereço conhecido da capital mineira, a Rei dos estojos conta com 40 funcionários que dão conta de toda a produção e da organização do estoque. Marcelo Tafarelo, filho do fundador e diretor da empresa, conta que nem sempre foi assim.

– Começamos vendendo apenas embalagens, os famosos estojos, para clientes de cidades próximas. Eles, então, perguntavam se não vendíamos outros produtos como alicates, etiquetas e outras ferramentas usadas na fabricação de joias e bijuterias. Aos poucos, fomos aumentando nosso leque de produtos, e hoje nossos clientes encontram na nossa loja e no nosso site todos os materiais necessários para fazer, expor e vender as peças.

 Marcelo diz que a empresa só tem uma única loja física e que há apenas cinco anos resolveram migrar para o e-commerce, pois perceberam ser esse o futuro das vendas. O resultado não poderia ter sido melhor, já que quem não conhecia seus produtos, passou a conhecer através do site (www.reidosestojos.com.br).

– O e-commerce é uma maneira de atendermos o cliente onde quando ele bem entender. Tanto que hoje vendemos não só para as cidades vizinhas, mas para o Brasil inteiro. O cliente, esteja onde estiver, acessa nosso site e resolve tudo ali, sem sair do lugar, e recebe seus produtos com todo o cuidado.


Marcelo conta que a parceria com os Correios vem de longe, desde antes das vendas on-line, quando a Rei dos Estojos vendia apenas para clientes no interior do estado de Minas Gerais.

– Nosso relacionamento com os Correios sempre foi muito bom. Eles nos atendem muito bem e coletam os nossos produtos na nossa loja física. Várias outras empresas transportadoras costumam nos abordar, mas em termos de prazo e qualidade, os Correios são os melhores, avalia o empresário.

Ele revela também que por conta da pandemia as coisas mudaram. Se atualmente as vendas para lojas estão praticamente paradas, por outro lado aumentaram as vendas para autônomos. Outro dado importante que o empresário faz questão de lembrar é que a Rei dos Estojos é a única empresa desse perfil, com uma estrutura completa de e-commerce, e que por isso conseguiram suprir a necessidade do mercado.

– Em São Paulo, onde ficam nossos maiores concorrentes, conseguimos novos clientes em meio a essa pandemia. Tenho certeza que vai ficar algo de muito bom depois que isolamento passar, pois os consumidores aprenderam a comprar remotamente. E os Correios são peça-chave para que isso tudo possa acontecer.

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Em momentos como esse que o mundo vive é que instituições públicas como os Correios mostram seu real valor, ficando ao lado da população e ajudando a superar as dificuldades. Os Correios não fogem ao chamado e cumprem seu papel público, integrando o país de ponta a ponta. Correios, há 357 anos Essencial!  #todospeloscorreios 


 
Direção Nacional da ADCAP.